
Ontem, sem querer, fiz uma directa por uma razão não muito boa. O meu marido chegou a casa e não me disse que tinha caído na rua, resultado: eram 3 da manhã e estava ai eu, ai eu. Dei-lhe dois comprimidos para as dores e não havia meio de passarem, além de que ele já se queixava que ao respirar sentia falta de ar. Toca a telefonar para o 112, expliquei o que se passava e com toda a razão só havia um meio para o socorrer ir ao hospital ver se tinha alguma coisa partida. Como ele é grandinho, ou seja, não é uma criancinha para o poder levar ao colo, tive de chamar uma ambulância.
Peguei no carro e fui atrás. Chegado lá, felizmente, estava quase vazio, o que é uma sorte danada, porque aquele hospital está sempre a abarrotar de gente nas urgências. Foi logo chamado para a triagem e quase de seguida chamado para o médico, que como é de calcular mandou tirar um raio X ao toráx. Lá andámos por aqueles labirintos, sim porque num hospital grande há sempre corredores e mais corredores sem fim, e lá fomos ao sítio certo. Voltamos para trás e mais uma espera até saber o resultado do exame. Entretanto, leva uma injecção e toma um relaxante muscular. Até que o médico o chama outra vez e ficámos a saber que não tinha partido nada, mas, e há sempre um mas, tinha uma costela rachada ou como disse o médico com uma fissura. Pronto, aí percebi que as dores não eram só da queda, além de dorido tinha o osso da costela rachado. Depois de medicado veio para casa, agora já no carro e com isto tudo já passava das 07h30 da manhã.
Escusado será dizer que depois de tudo passado quem fica mal sou eu. Parecia que tinha levado uma tareia. E dormir? Já não consegui. E cá estamos 24 horas depois à espera que isto passe. O que uma simples queda pode fazer!!!!
terça-feira, novembro 09, 2010
HÁ DIAS PARA ESQUECER
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AnadoCastelo
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segunda-feira, novembro 08, 2010
RECORDAR OS BONS VELHOS TEMPOS

Eh lá, ando a escrever muito pouco, mas a falta de tempo é complicada. Com a netinha na escola ao pé de casa da avó ainda pior. É um vai e vem diário, pois tenho de a ir buscar e levar à escolinha, fazer o almoço, dar-lhe o lanche e por aí fora. O tempo torna-se curto e à noite, que é quando estou mais disponível, estou cansada e quantas vezes não apetece mexer em mais nada. Hoje, domingo, é dia de folga e cá estou mais uma vez com um textinho que não é meu, mas que aqui deixo com muito carinho e que possa ajudar alguém a pensar nestas palavras. Eu acho que para sermos felizes temos de começar por estar de bem com nós próprios para depois estar de bem com os outros. É só procurar dentro de si mesmo o equilíbrio, ser positivo, até mesmo com as adversidades, e seguir em frente, porque o tempo não volta para trás.
A humanidade evolui e a mente acompanha este processo, tal como as caraterísticas físicas. É fácil reparar que temos menos pêlos, dentição mais alinhada, dedos mais finos e longos e um aspeto de todo mais elaborado.
O próprio corpo tem outros odores e somos mais cuidadosos com a higiene e a aparência. Entre muitos outros traços, reparamos que temos sofrido alterações profundas e que este processo ocorre em todas as culturas, mesmo que o tempo de história e desenvolvimento não seja igual para todos.
Perante esta realidade, verificamos que estamos ligados ao passado, ao início da nossa história pessoal, pois com o passar dos anos, vamo-nos distanciando das origens e desligando a importância de algumas coisas que, outrora nos faziam bem e que precisamos de compreender a substituição e não a perda. Aprendemos a gostar de outras coisas, de novas formas de estar e o pensamento parece acompanhar cada etapa.
Contudo, com o passar dos anos, começa a imperar o saudosismo e, muitas vezes não compreendemos porquê, pois se estamos tão distantes da nossa base de formação, por que razão o passado parece fazer-nos falta?
A questão é tão simples quanto complexa em simultâneo, pois começamos a envelhecer desde que nascemos, muito embora os primeiros sinais sejam mais evidentes a partir dos 25 anos, já que nesse período de tempo ocorreu o desenvolvimento do corpo e algum amadurecimento mental e da personalidade.
É a partir dessa fase em que pensamos mais em nós, prevenimos doenças e tentamos recuperar os danos que, na loucura da adolescência foram ficando para trás.
Ao constatarmos que nos vamos degradando e que precisamos de tratar de nós até para esconder os sinais do tempo, tomamos consciência de que a juventude não é eterna e que o que nos fazia sentido nessa faixa etária, vai senso substituído por outros interesses.
Planeamos a vida adulta, o casamento, a paternidade ou a maternidade, a carreira e tudo aquilo que consideramos necessário para o nosso conforto. Naturalmente sentimo-nos responsáveis pela nossa vida e pelos nossos atos, quando na adolescência os nossos pais tratavam dos nossos interesses e desejos. Percebendo essa transformação, muitas vezes brusca, começa a ocorrer o saudosismo que, levado ao extremo se torna negativo e um impedimento para prosseguir a nossa vida, a ponto de nos encontrarmos com 40 anos a fazer as loucuras da adolescência! Depois queremos que o tempo volte atrás como se isso fosse uma solução para retardar o processo de envelhecimento, quando a solução está na nossa capacidade de nos dedicarmos à vida atual e de aprendermos a preservar os traços e os prazeres da idade anterior.
Se fizermos uma escala com o nosso percurso, em jeito de cronologia da nossa própria vida, facilmente colocaremos em cada idade os traços mais marcantes e, a partir daí, podemos sempre ter a opção de prolongar o que se adequa ao presente, sem a “aberração” de vivermos emoções ou comportamentos fora de tempo.
Posto isto reparamos que não temos de correr atrás do progresso, mas sim de alinhar o nosso percurso pessoal de acordo com o ponto de partida, que varia de pessoa para pessoa. Sabendo que no tempo presente, a data é a mesma para todos, mas os saberes e as preferências não, não faz sentido copiar o percurso dos outros, já que não se adequará a nós pelas naturais diferenças alcançadas.
Se há quem não viva sem um computador, há quem não abdique da sua máquina de escrever que tem um significado especial, mas que saiba manusear a máquina moderna, que trabalhe e desempenhe as suas funções. Simplesmente na privacidade, pode optar pela utilização dos seus objetos.
O mesmo se passa com a velha máquina de café e as sofisticadas cafeteiras, os discos de vinil e os CDS e daí por diante. Se pensarmos que, podemos orientar a nossa vida privada para o sentido que quisermos, talvez sejamos muito mais moderados e felizes, pois seguramente que, jamais conseguiremos acompanhar este ritmo alucinante impresso por quem começou num ponto de partida muito diferente!
Gostar das nossas escolhas, opções, sensações, pessoas, músicas continua a ser um direito que só a nós cabe afirmar, sob pena de entrarmos na linha dos 60 anos com uma depressão profunda motivada pela falta de enquadramento social, já que deixamos as nossas raízes e não conseguimos construir alicerces pessoais na corrida contra o tempo. Esta é a grande diferença do envelhecimento bem ou mal sucedido, pois o bem-estar resulta da conformidade que estabelecemos entre o que fomos e somos e não entre o que somos e querem que sejamos.
As decisões, por muito que estejamos ligados ao sistema, são sempre individuais, pelo que não temos de fazer o que nos é sugerido, mas sim aquilo que sentimos e, ter a liberdade para percorrer o tempo que nos faz bem… Não é por estar na moda viver na cidade, que uma pessoa do campo lá seja feliz ou vice-versa, pois a moda somos nós quem a fazemos: se gosta de usar gravata, não deve substituir esse gosto só pela crítica…
Ao mesmo tempo, o progresso é sempre atrativo já que a tendência evolutiva é facilitar o esforço humano e talvez sobrecarregar mais a mente, contudo devemos ter coragem para adequar o progresso ao que somos e não ao contrário, sob pena de nos tornarmos amargos e revoltados contra o sistema, quando a opção é nossa.
Acima de tudo, temos de olhar para nós mesmos e, a partir do que não queremos, delinear o que nos faz bem… Só este já é um motivo para poder recordar os bons velhos tempos com uma saudável alegria interior de quem não deixou perder o seu melhor.
É comum entrarmos numa viagem alucinante em prol das descobertas, com a sensação de que o mundo é pequeno, igual para todos e que basta descartar o nosso passado para que entremos na era moderna. Contudo, o nosso corpo não se rege pelas energias que nos movimentam para essa rota, mas sim a partir das suas capacidades e preferências muito marcadas nos primeiros anos de vida.
Quer isto dizer que, mais cedo ou mais tarde retornaremos à nossa essência, pelo que de nada nos serve passarmo-nos pelo que não somos ou temos. Se gostou da música dos anos 60 e 70, mais cedo ou mais tarde vai encontrar a nostalgia e uma pessoa que se perdeu no progresso.
Mas se a mantém dentro de si, seguramente que viverá de uma forma equilibrada e ajustada ao seu percurso; sem vergonha por gostar de si e do que foi no passado e com um argumento muito pessoal para ser como é. Sabe apreciar o novo tempo e os sons atuais, pois incluiu o novo ao seu passado e ficou com muito mais conhecimento de vida!
O saudosismo pode colocar-nos em estado de perda total da nossa identidade, sobretudo quando queremos regredir na personalidade e recuperar o tempo dado como perdido. Ora não seria mais fácil a honestidade e a afirmação de que se faz parte de dois tempos e que precisamos de ambos para o nosso bem-estar e equilíbrio?
Para quê agarrar o progresso como uma bandeira para a salvação se a sua felicidade está no que aprendeu, conheceu e identificou como sendo fundamental para si? Uma paragem cuidadosa e um olhar para o percurso, são passos essenciais para o envelhecimento bem sucedido, tal como encontrar uma explicação para o seu percurso, ajuda a clarificar o que fez e o que pretende fazer no presente e como quer programar o futuro… É sempre possível ter tudo, desde que se saiba onde colocar cada episódio de vida…
Margarida Antunes
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sábado, outubro 30, 2010
MULHERES VIVEM MAIS MAS PERDEM NA QUALIDADE DE VIDA

Olá! Mais um texto que eu gostei e dedicado a nós mulheres. Somos pau para toda a colher, mas mesmo assim resistimos. Somos as maioooores!!! Sem desprimor para os homens, mas nós trabalhamos mais, preocupamo-nos mais, etc, etc, etc... O problema maior é que depois também somos as mais sacrificadas na doença. UFA...!!!
Morrem menos, mas ficam doentes na mesma altura da vida. A partir dos 45 anos, dá-se a viragem e sexo feminino fica em maioria na UE
"Apesar de viverem mais, as mulheres têm praticamente o mesmo tempo de vida saudável que os homens. Em alguns países, a esperança média de vida chega a ser superior em 11 anos no sexo feminino. Mas a longevidade não corresponde a uma maior qualidade de vida. Em vez disso, traz mais anos de sofrimento. Um cidadão europeu pode esperar viver em média 61,6 anos sem doenças graves ou moderadas, uma cidadã 62,1 - a diferença não chega a um ano. Em Portugal, os números não são muito diferentes, com a saúde das mulheres a durar em média até aos 58.
As conclusões do primeiro relatório sobre a saúde da população feminina na União Europeia, divulgado pela Comissão Europeia, mostram que há mais mulheres na Europa do que homens, apesar de nascerem menos bebés do sexo feminino. O ponto de viragem dá-se aos 45 anos, altura em que o sexo masculino começa a ficar em inferioridade numérica para nunca mais recuperar. "Entre os 65 e os 69 há mais 15% de mulheres e elas são já o dobro acima dos 80 anos", refere o relatório.
Se hoje uma mulher que nasça na União Europeia pode esperar viver até aos 76,5 ou 84,5, dependendo do país, em 2050 a esperança média de vida deverá atingir os 89,1 nos países mais desenvolvidos. O que representa um aumento de cinco anos em quatro décadas. Mas, esta subida fará disparar as doenças associadas à idade.
O relatório, elaborado pela Faculdade de Medicina Carl Gustav Carus, na Alemanha, refere que há patologias influenciadas pelo sexo. O exemplo vai para as doenças mentais, com as mulheres a sofrer mais de demência e Alzheimer. A demência afecta uma em cada 20 pessoas acima dos 65, uma em cinco acima dos 80 e uma em três acima dos 90, mas "há diferenças significativas de género". Acima dos 90, o risco é de 24 para os homens e de 82 para as mulheres.
Também a depressão "é mais comum no sexo feminino". A prevalência desta doença é de 17,1% ao longo da vida na população feminina, mas não passa dos 9,4% na população masculina. As tentativas de suicídio também reflectem esta diferença: são duas vezes mais elevadas em comparação com os homens.
Mas as mulheres são grupo de risco para outras doenças além das mentais. Têm mais probabilidade de desenvolver doenças como osteoartrite, artrite reumatóide e osteoporose. E serão responsáveis pelo crescimento esperado de 26% na diabetes até meados da próxima década. Portugal apresenta nesta área uma das taxas de mortalidade mais elevadas - 25,3 quando a média é de 12,8.
E quais as doenças responsáveis pelo maior número de mortes na população feminina? No topo da tabela estão os problemas cardiovasculares, seguida do cancro, com destaque para o cancro da mama com 29% dos óbitos por causas oncológicas.
A Comissão Europeia considera que, apesar de ser um aspecto relevante, ainda há poucos dados sobre o género na informação existente de saúde pública. E promete para breve uma nova radiografia, desta vez à saúde dos homens."
Rute Araújo
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domingo, outubro 24, 2010
SABIA QUE...
... este mês de Outubro tem 5 sextas-feiras, 5 sábados e 5 domingos?
Isto só acontece uma vez em cada 823 anos.
E que baseado no Chinês Feng Shui, tal significa sacos de dinheiro?
(SE OS ENCONTRAREM DIGAM-ME)
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terça-feira, outubro 12, 2010
REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES

Muito se tem falado sobre este tema, mas nunca é demais lembrar de alguns a ganhar tanto e outros a tentarem contar os tostões até aos primeiros dias do mês, porque quando chega ao fim já se estão a contar os dias, as horas e os minutos para receber outra vez. Quantas contas não ficam para trás por pagar e outros há ainda que recebem o chamado "rendimento mínimo" e não precisam e outros que precisavam de uma pequena ajuda é só entraves. Já sei, politiquices da Segurança Social. Mas não vou entrar por aí, pois não tenho camionete para me meter nela. Além de ser muito complicado daria pano para mangas. Só para verem, descontei 40 anos e pouco mais do que o ordenado mínimo nacional recebo como reformada e sempre com descontos em dia, pois em todas as entidades patronais por onde trabalhei nenhuma faltou com os seus descontos também. Ah! E fui obrigada a reformar-me, porque com a minha idade ninguém dá trabalho a ninguém a não ser por "cunhas" e essas não tenho. Assim, como não tenho a idade mínima exigida para a reforma estou a ser penalizada e ainda desconto para o IRS. Haja Deus! E mesmo assim posso me considerar "feliz" porque ainda há pessoas piores do que eu. Aqui deixo um artigo do Joaquim Fidalgo que mostra bem o País onde estou ou estamos inseridos:
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.
Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade.
Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora vejamos:
* O nosso Presidente da República é um reformado;
* o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
* o nosso ministro das Finanças é um reformado;
* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
* o ministro das Obras Públicas é um reformado;
* gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;
* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);
E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos? Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós.
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...
Joaquim Fidalgo
Jornalista
"A sabedoria tem dúvidas, a ignorância, tem certezas absolutas"
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domingo, outubro 10, 2010
SATISFAÇÃO SEXUAL FEMININA
Já tenho idade para poder falar, sem tabus, sobre este tema: sexo no feminino. No entanto, gostei deste artigo que aqui vos deixo, pois demonstra bem este assunto:
Contrariamente ao passado, a mulher actual quer uma sexualidade plena, que não se restrinja ao acto mecânico da penetração ou da exclusiva satisfação masculina de outros tempos.
Na mulher adulta, a plenitude sexual divide-se em três fases complementares: o desejo, a excitação e o orgasmo. Assim, muito mais do que uma satisfação fisiológica, o acto sexual deve ser um momento de amor dividido com quem se ama, uma actividade envolta em erotismo e não em pornografia. É nessa procura que, muitas mulheres ou sofrem o desencanto da sexualidade ou procuram parceiros capazes de lhe dar esse prazer.
Isto porque, para a mulher é fundamental amar e ser amada e, essa expressão afectiva resulta num acto pleno de trocas e carícias que percorrem o corpo, os sentidos e se projectam num momento intenso de prazer.
A falta de desejo e interesse pela actividade sexual pode então ter várias causas: factores hormonais, dores na penetração pela falta de excitação e lubrificação, timidez, medo de dizer ao companheiro, falta de desejo pelo parceiro, pouca coragem para melhorar a sexualidade ou ter um parceiro possessivo e pouco aberto ao diálogo e à mudança.
Muitas vezes, o acto individualista do homem se concentrar no seu prazer e de descurar a mulher, inibe-o de descobrir outras formas de prazer para si e para ela, já que muitos homens desconhecem o mundo feminino e as suas potencialidades. As fantasias do homem esgotam-se no cumprimento de filmes, revistas, posições infinitas e não contemplam o prazer de cada momento.
A mulher quer novidade, mas intensidade e entrega do parceiro; cada posição requer gestos afectivos e amor. Quer que ele a dispa de preconceitos e sabedorias ancestrais e que vivam em conjunto a descoberta do corpo, do que lhes dá mais excitação e prazer, que façam fantasias e que recriem os momentos para elas.
Na sociedade moderna, o conhecimento da sexualidade e o diálogo com o parceiro constituem aspectos decisivos para uma sexualidade que é distinta entre homens e mulheres. A condição adulta feminina requer compreensão, tempo, partilha e a sensação de que o parceiro está no acto para que o prazer seja de ambos.
Tal como o homem não é um objecto de prazer que deverá estar sempre disposto a cumprir um acto leviano, igualmente a mulher não o aceita dessa forma.
O homem tende a mostrar-se impotente quando não pode cumprir a sua função de macho como deseja e como lhe foi instituído, pelo que a mulher, muitas vezes, arranja desculpas para fugir à sexualidade, pois esse estilo já não se enquadra nas suas expectativas.
Eis pelo que a sexualidade na era moderna não é satisfatória como seria desejado. No fundo, o essencial é que ambos desenvolvam competências actualizadas e capazes de conferir a plenitude sexual que, sem dúvida é um ponto de união na conjugalidade.
A mulher tem fantasias sexuais, quer desejar e ser desejada e considera-se interessante na intimidade. Por natureza, leva mais tempo para se excitar e para que tal aconteça, precisa de se sentir atraída pelo companheiro, que ele a acaricie, que seja criativo nos preliminares e sem pressa para chegar à penetração, exige o orgasmo que é uma vitória da cultura moderna.
Os estudos relativos à sexualidade mostram que, contrariamente aos homens, só uma parte das mulheres se sentem satisfeitas na sexualidade, o que revela um pouco desenvolvimento intelectual e cultural do homem em muitas civilizações, mas também o silêncio das mulheres que aceitam a frustração de uma sexualidade pobre e pouco gratificante.
A necessidade de inverter esta tendência prende-se com a informação que deverá passar dos meros filmes porno ou livros que, só alimentam o lado animalesco masculino, em que se privilegia o acto mecânico da penetração, as posições que, muitas vezes, são meras descompressões de prazer avulsas e bruscas, para um olhar atento da companheira que se tem ao lado.
O homem deverá interessar-se pelo prazer da mulher, pela forma como se excita e atinge o orgasmo, pois caso contrário, terá um objecto de prazer a curto-prazo, do qual se cansará em pouco tempo e vislumbrará a troca.
Por outro lado, a mulher também tem um papel decisivo: ajudar o homem a satisfazê-la, partindo do pressuposto de que ele não sabe e ensiná-lo. Neste aspecto, também os media podem ter um papel importante, pois difundir outras formas de viver a sexualidade, funcionará como um acrescento cultural necessário e capaz de contrapor as ideias anteriores do “animal feroz” na cama, que se acha o máximo e que cumpriu o Kama Sutra, mesmo sem que a mulher se tenha apercebido!
A sexualidade feminina não começa nem se esgota na cama, já que a vida diária pode ou não excitá-la para o acto de prazer. A mulher valoriza a convivência, a comunicação entre o casal, o apoio, o afecto e a entrega do parceiro no relacionamento.
Sem esses requisitos, dificilmente manterá uma sexualidade satisfatória, pois é uma questão biológica. Se o passado nos deu uma ideia errada da mulher, cabe ao presente repor a verdade, pois afinal, tudo mudou e é preciso aceitar os novos desafios, por uma sexualidade plena.
A mulher levou uma história para tentar inverter a sexualidade masculina, agora deverá fazer a história da satisfação feminina!
Maria Gomes
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3:37 a.m.
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quarta-feira, outubro 06, 2010
O DIVÓRCIO JÁ NÃO TEM IDADE !!!

Aqui está um tema que daria pano para mangas, ou seja, para um bom debate. No tempo das nossas avós seria impensável que um casal se separasse, a mulher tinha de aguentar todo o tipo de sevícias que o marido lhe apetecesse infligir. Aliás, até mesmo no tempo das nossas mães ainda não era bem visto uma senhora separada ou divorciada, mas já havia algumas. Hoje, é o prato do dia. Há poucos casais que possam dizer que têm um casamento longo, estamos na época do casa descasa, como dizia o Jô Soares. No entanto, parece que até entre os casais com dezenas de anos de casamento se querem divorciar. Então leiam o artigo que aqui deixo e que, para mim, foca muito bem o problema actual:
Quando muito se tem falado no elevado número de divórcios nos casais mais jovens, importa atender também a um fenómeno mais recente que parece trazer para a sociedade dados novos do que não está bem entre os casais.
Trata-se dos divórcios depois de se completarem décadas a dois, após o casamento dos filhos, na fase de envelhecimento e quando faria sentido a compreensão, a companhia e o conforto emocional, supostamente construídos ao longo do casamento e que não aconteceu pelos mais variados motivos.
Muitos parceiros planeiam o divórcio a partir do momento em que se apercebem da incompatibilidade conjugal, existindo casos em que não se conversou acerca do assunto e que simplesmente se pensou e programou a separação para uma altura mais oportuna de vida.
Quase sempre a decisão é pessoal, sendo que é comum um dos parceiros “apanhar de surpresa” essa decisão, mesmo sabendo que a vida não era satisfatória para ambos, mas um dos elementos ganhou coragem para a mudar. Após essa tomada de consciência, muitos parceiros adiam a decisão em prol da educação e processo de autonomização dos filhos.
Ao mesmo tempo, o fator património constitui um objetivo: acumular a auto-suficiência numa fase posterior de vida e construir outros planos para si, já que o dinheiro assume um papel determinante numa fase em que se exige conforto e, muitas vezes, um incentivo para um novo casamento. Ao mesmo tempo, quanto mais património o casal reunir, melhor ficarão ambos na divisão; isto no caso da comunhão de bens.
Note-se que, numa idade mais avançada, esta postura de lucro assume mais importância do que qualquer outra, pois quando já não existe interesse pelo outro, o materialismo ocupa esse espaço.
Se por um lado, o divórcio é uma fase delicada para um casal, por outro, com esta postura face ao casamento, a separação acaba por ocorrer logo que estejam reunidas as condições, nem que isso aconteça após os 50 anos.
Ao mesmo tempo, enquanto que o inconsciente de cada conjuge está a delinear a sua vida sem o parceiro, está a acreditar que é possível viver experiências novas que aquele casamento não lhe possibilitou, o que parece facilitar a coragem para avançar com a separação. Nem sempre esta decisão é conjunta, nem do agrado de ambos, mas a nova legislação veio facilitar aqueles que estão decididos a prosseguir com um novo projeto de vida.
Efetivamente, há casos em que o divórcio parece fatalmente ser a solução possível para a falta de interesse, ausência de prazer, gostos distintos, discussões sucessivas, desentendimentos a vários níveis, falta de capacidade para entender o outro, diálogo pouco satisfatório ou esclarecedor, dificuldade em acertar planos conjuntos, perda da atividade sexual, aumento do estado de angústia face ao outro e ao amor, descrença do que diz, falta de confiança, infidelidade promessas não cumpridas e falta de expetativas face ao relacionamento, o que se sublimou durante anos com a esperança de encontrar uma alternativa ao modelo de vida instalado.
Se o divórcio pode ser uma ameaça e servir de incentivo para uma mudança comportamental no seio do casal e para uma reconciliação, por outro consiste num alívio ou numa solução para travar um percurso de angústias e de sofrimento, pelo que, em muitas situações, não há outra possibilidade, muito embora, existam casos de sucesso em que o diálogo franco e a adoção de outra postura face ao casamento devido á maturidade e ao encontro de ideais para ambos, alteraram e contornaram as divergências, muitas vezes sem sentido entre os parceiros.
É de salientar que, o aumento dos divórcios está associado aos novos interesses dos indivíduos, à possibilidade de se divorciarem, o que não aconteceu no passado e á procura de mais satisfação conjugal que já não se acredita ser possível com aquela pessoa. Também a violência doméstica, ainda muito vincada na nossa sociedade, é um dos grandes pretextos para a separação nos casais mais velhos, sobretudo pelo desgaste, pela mentalização de que se merece melhor e pela facilidade de resolver estes processos outrora litigiosos.
Com a emancipação da mulher, também são muitos os traços relacionais que se alteraram e deram lugar a outros ideais para um relacionamento. Não nos podemos esquecer de que, a mulher era uma mártir nos casamentos e que hoje se assume como alguém que tem direito à sua felicidade, sendo a intimidade um ponto fundamental nesta mudança.
A mentalidade masculina nem sempre acompanhou os interesses e aspirações femininas e, enquanto que há mulheres que esperam por essa mudança, são muitas as que desistiram e, aquando se sentem independentes em termos financeiros, consolidam a ideia e passam para o divórcio. O homem, ao perceber que a mulher não o corresponde, avança para a infidelidade, consumando o divórcio em caso de substituição conjugal, pressão da nova companheira ou em casos extremos, pela necessidade de mudar de vida conjugal e de procurar alternativas.
Convenhamos que, o fato da mulher trabalhar fora de casa, ajuda neste processo que foi evitado durante um percurso histórico, pois as dificuldades financeiras amordaçavam os desejos femininos. Ao mesmo tempo, foram muitas as mulheres que, para segurarem os casamentos, adiaram a independência natural dos filhos, fosse pelo medo de estar só com o marido, fosse pelo medo de ter de se divorciar. Esta realidade acarretou consequências também desastrosas para os descendentes que se viram obrigados a manter o casamento dos pais pelas dificuldades financeiras da mãe ou pelo medo da solidão.
Entende-se assim, a razão pela qual Portugal conhece um período em que já não existe uma idade para acontecer a suspensão da convivência conjugal e que existem motivos bem definidos para a sua ocorrência, sendo de contemplar a própria evolução e dinâmica social que alargaram horizontes gerando novas expetativas para contrapor o casamento para “toda a vida”.
Importa ainda ter em conta que, o conceito de casamento também se alterou, já que os parceiros têm liberdade para escolher a pessoa com quem desejam dividir a sua vida, existe uma maior noção do que é o casamento, pois este não é um ato social, nem procriativo, muito menos um emblema para o homem em que a mulher não faz parte.
Estamos no tempo da harmonia conjugal, do diálogo, da divisão de tarefas, da satisfação sexual, da partilha de responsabilidades e interesses, pelo que é natural que, os casais mais velhos, queiram experimentar algo a que têm direito, afinal a idade não pode retirar os planos e a felicidade ao ser humano.
Depois mudou o tempo da espera pela mudança do parceiro numa época em que se quer viver em paz interior e, são cada vez mais raros os casos de casamentos que se mantêm nessa procura da felicidade de um dos elementos, pois deseja-se uma construção conjunta.
Também o traço mais caraterístico dos casamentos do passado que era a definição clara dos papéis do homem e da mulher, não consiste hoje um motivo para a união, já que ambos trabalham e têm o seu conhecimento. A mulher não aceita tão facilmente ser enganada e mal tratada pelo companheiro e ele já não coloca o casamento acima dos valores sociais ou religiosos.
O casamento faz-se de um compromisso que, pode ou não ser assinado e, quando não são cumpridos os requisitos do bem-estar, dissolve-se e procura-se outra forma de vida. De acordo com esta realidade, percebemos a importância de encarar uma relação a dois com responsabilidade e seriedade para que esta perdure com entusiasmo e valores atualizados, pois o tempo não volta para trás!
Inês Medeiros - www.algarveprimeiro.com
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terça-feira, setembro 28, 2010
O SEGREDO DA CEBOLA

Não sei se isto é verdade ou não, mas também não custa nada experimentar. Eu vou tentar, depois digo:
Em 1919 quando a gripe matou 40 milhões de pessoas, havia um médico que visitava muitos fazendeiros (granjeiros) para ver se os podia ajudar a combater a gripe.
Muitos dos fazendeiros (granjeiros) e suas famílias haviam contraído a gripe e muitos haviam morrido.
O médico chegou a uma fazenda (granja) e para sua surpresa, todos estavam muito saudáveis.
Quando o médico lhes perguntou que coisa diferente estavam fazendo, a esposa respondeu que ela havia colocado uma cebola com cascas em um prato nas habitações do lugar.
O médico não podia crer… perguntou se podiam lhe dar uma delas para colocar sob o microscópio.
Ela lhe deu e ele encontrou o vírus na cebola.
Obviamente, ela havia absorvido a bactéria mantendo saudável toda a família.
Também escutei outra história. Há vários anos muitas pessoas caiam enfermas com gripe. No ano seguinte começaram a colocar vários pratos com cebolas nos locais de trabalho.
Para sua surpresa, ninguém das salas com cebola, caiu enfermo.
Mandei esta informação a uma amiga em Oregon, que colabora comigo regularmente com material sobre saúde. Ela me contou esta interessante experiência acerca das cebolas:
“-Não sei sobre a história dos granjeiros porém, sei que contraí pneumonia e estive muito enferma... Topei com um artigo que dizia que deveríamos cortar ambos os extremos de uma cebola, furar com um garfo em um dos extremos e colocá-la em um prato ao lado do paciente à noite. Dizia que a cebola se tornaria negra pela manhã por conta dos germes... Dito e feito, sucedeu tal e qual:... a cebola estava um desastre e eu comecei a sentir-me muito melhor.”
“Outra coisa que li no artigo é que cebolas e alhos disseminados nas habitações salvaram da peste negra a muitos, faz anos. Têm poderosas propriedades anti bacterianas e anticépticas.”
A moral desta história é: compre umas cebolas com cascas e coloque-as em pratos por toda sua casa. Se trabalha em um escritório, coloque uma ou duas em sua oficina ou escritório ou em cima de algo por aí. Nós fizemos isto e nunca contraímos gripe.
A cebola lhe ajudará e a seus entes queridos a não enfermar-se e, se gripar, esta poderia ser bem mais leve... Seja o que seja... Que tem a perder? Só uns trocados em cebolas!!!
Lena Rodriguez
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segunda-feira, setembro 27, 2010
COITADO DO GATO

Olá outra vez. Após um mês sem escrever cá estou eu para vos dizer que estou bem. Afinal não é a tiróide que me põe KO, mas é mesmo o sistema nervoso. De resto está tudo controlado e hoje não estou aqui para falar de doenças, hoje apetece-me falar de coisas alegres. É verdade que tenho saído pouco, mas há sempre qualquer coisa para me entreter, mais que não seja com a neta. Pois é, ela já começou a escola e como ficou pertinho da casa da avó (que por acaso sou eu) vou buscá-la todos os dias consoante o horário da turma dela. Como não vou ao ginásio é uma maneira airosa de caminhar um pouco.
Bom e como eu sou uma fã de anedotas e piadas, cá vai mais uma, porque rir nunca fez mal a ninguém:
Um bombeiro à civil ia passeando, quando repara que do outro lado da rua, está um menino vestido de bombeiro, sentado em cima de um carrinho de bombeiros, puxado por um Cão e um Gato.
Só que enquanto o Cão tem a coleira ao pescoço, o Gato tem a coleira à volta dos testículos. Intrigado com tal situação, aproximou-se da criança e começou a falar:
- Olá. Como te chamas?
- João.
- Olá João. Pelos vistos queres ser bombeiro?
- Pois quero.
- Sabes eu também sou bombeiro, só que não estou fardado. Foste tu que fizeste a roupa e o carrinho?
- Fui.
- Está muito bem feito. E como não tens motor, puseste o Cão e o Gato a puxar-te. Muito engenhoso sim senhor. Mas olha, se apertares a coleira do Gato no mesmo sitio onde apertás-te a do Cão, vais muito mais depressa.
- Pois é, mas assim não tinha sirene.
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sexta-feira, agosto 20, 2010
VISITA AO HOSPITAL
Acabei de vir do hospital. Como não tenho sono vim até aqui. Parece que a minha sorte quer viajar, ir de férias e deixar-me sozinha, mas eu não deixo.
Senti-me mal outra vez e levaram-me para o hospital, sorte a minha que além de ter sido logo atendida por um médico que até cantarolava qual não foi a surpresa que o meu médico de família estava lá de banco. Apesar de estar a ser bem atendida mas soube-me muito bem ver uma cara conhecida e que, de certa forma, sempre nos dá um certo conforto moral. Depois de todos os exames feitos fiquei a saber que estas minhas crises que eu julgava ser de ansiedade afinal era um descontrolo da tiróide que me faz uma certa arritmia e me sinto assim estilo perú que vai para a forca. Depois de três horas em SO cá estou eu outra vez em casa prontinha para a caminha pois o João Pestana já começa a fechar-me as pestanas. Até amanhã!!!
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2:51 a.m.
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quarta-feira, agosto 18, 2010
VOU PARA O CÉU!!!!

Acho que já disse vezes sem conta que não gosto da lida da casa, mas tive de virar dona de casa à força. Felizmente o marido está a recuperar bem e como está em casa e cozinhar não é com ele aqui a dona tem o serviço da casa todo para fazer. É pequeno almoço, almoço, lanche e jantar. É uma dose muito grande para quem não gosta deste serviço. O mais engraçado é que gosto de cozinhar para quem me visita, agora todos os dias por obrigação é cá um frete. Rsrsrsrs. E por meu azar o marido só gosta da comidinha portuguesa, por isso não posso fazer outro tipo de pratos porque ele não gosta. Mas porque é que eu não arranjei um marido que gostasse de cozinhar? Só Deus sabe.
Pronto, não há problema, com o sacrificio que faço quando morrer vou direitinha para o céu. Penso eu!!!
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sábado, agosto 14, 2010
STRAWBERRY FIELDS FOREVER

Recebi este texto já há algum tempo. Pensei na altura de o pôr aqui no Dia da Mulher. No entanto, como acho que o dia da mulher são todos os dias não poderia deixar aqui do relatar. Texto este muito bem escrito pela jornalista Clara Ferreira Alves e que dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando na Europa. Então cá vai:
Os homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.
Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção.
Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.
A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.
São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.
É assim durante meses, seis meses no máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de "emigração ética".
Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.
Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.
As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.
Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.
Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.
Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?
Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de quererem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos. Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.
Clara Ferreira Alves
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12:06 p.m.
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terça-feira, agosto 10, 2010
FOGOS...!!! FOGOS...!!!! FOGOS...!!!

Estou zangada, furiosa, irritada, furibunda, agastada e todos os sentimentos negativos que possam ser sinónimos destes. Eu sei, eu sei, não os devia ter (como diz o outro: dá-me cabo da beleza). Mas o assunto é sério e não para brincadeiras. Estou farta de ouvir as notícias sobre os fogos em Portugal.
Ainda agora acabei de ouvir na televisão a morte de uma bombeira e mais cinco colegas feridos, um deles com queimaduras em 60 por cento no corpo. Morte esta de uma jovem que teria uma vida pela frente e que foi ceifada pela ganância, pela inércia do Governo (que diz que os meios de combate aos fogos são maiores, só se for na cabeça deles porque no terreno não é), pelos psicapatas e por aí fora...
A minha indignação é tal que se apanhasse um responsável por atear estes fogos não sei o que lhe faria.
Os próprios bombeiros já se queixam, e com toda a razão, que 99 por cento dos fogos são ateados por mãos humanas. Isso já toda a gente sabe e há muito. Não é por acaso que a maioria dos fogos têm várias frentes e também não é por acaso que já se têm encontrado restos de velas que acabaram por não arder e que são provas vivas de que os incêndios não se acendem sozinhos.
Quantas pessoas já não ficaram sem a sua casa? Quantas pessoas já viram o fogo chegar perto das suas? Quanta aflição? Quantas noites sem dormir? Quanto pânico? Só quem passa por isso pode dizer e responder a todas as perguntas.
Há pouco dizia o secretário de Estado que não é de um ano para o outro que se consegue resolver este caso dos fogos. Segundo ele tem de se limpar os terrenos e leva o seu tempo. Pois senhor secretário de Estado eu resolvia-o num instante. Era sinalizar os pirómanos e no pincipio do verão prendê-los e só pô-los cá fora no inverno. Veria que a quantidade de fogos baixava substancialmente.
Podem me dizer que isso não é possível, mas é, isso já é feito em Inglaterra há muito tempo. E como diria o Fernando Pessa, se ainda fosse vivo, E ESTA HEM!!!
No entanto, queria aqui enaltecer e dizer o meu MUITO OBRIGADO, aos soldados da paz que chegam até ao limite das suas forças para salvar pessoas e bens destes malucos e que depois nem sequer são recompensados convenientemente. BEM HAJAM a todos os bombeiros que não olham a meios para podermos dormir um bocadinho mais em paz.
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8:42 p.m.
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quinta-feira, agosto 05, 2010
A MANA FEZ ANOS
Olá, cá estou outra vez.
Pois bem, no dia 28 do mês passado a minha irmã fez anos e tive a ideia de irmos jantar todos fora. O meu sobrinho ficou entusiasmado e até foi ele que tratou de levar o bolo de anos da mãe, a preocupação dele era a avó não poder andar muito. Sosseguei-o porque o restaurante tinha parque de estacionamento e elevador logo ali. Correu tudo muito bem, era só a família mais próxima que ela lá tinha, ou seja, mãe, marido, filhos com os respectivos marido e namorada, a irmã, o cunhado e as sobrinhas. Mas como connosco de vez em quando há sempre um "mas", a minha mãe, que já se vê bem aflita para andar, além de ficar emocianada ficou amuada e só depois é que percebi porquê. Ela não gosta da mãe da namorada do meu sobrinho que ficou na mesa mesmo em frente e ao lado o meu cunhado, que agora também de vez em quando embirra com ele. Haja paciência. É bem verdade que quando se chega a uma certa idade volta-se à meninice, mas espero eu quando lá chegar, se chegar, não seja assim.
O meu marido com duas semanas de operado também lá esteve e gostou. Felizmente está a recuperar bem. Amanhã vamos a consultas no hospital e logo se verá o que dizem os médicos. Estou um pouquinho ansiosa, mas é normal, não é?
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6:11 p.m.
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terça-feira, julho 27, 2010
MARIDO JÁ EM CASA
Ufa, já não era sem tempo. Ontem o marido saiu do hospital. Felizmente correu tudo bem vejamos agora a recuperação. "A priori" está tudo nos conformes, até os pontos estão bem. Sim, porque nunca se sabe como eles ficam até estarem completamente sarados. Tenho sempre medo de um ponto ou outro poder infectar o que é extremamente desagradável. Para já isso não acontece. Até porque os enfermeiros estavam admirados da recuperação que ele estava a fazer lá no hospital. Vamos ver o seguimento, pois de certeza os médicos querem que ele faça quimioterapia e eu não quero.
E perguntam vocês, porque não há-de fazer se toda a gente faz? Só que a quimio tanto mata as células más como as boas e ele precisa das boas para combater as más. Também sei que se ele fizer quimio só tenho marido para dois anos e assim ele pode sobreviver mais tempo e com a minha ajuda.
Sabe tão bem tê-lo em casa. Parecia que faltava qualquer coisa. Bom, veremos o seguimento desta minha triste novela.
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2:07 a.m.
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domingo, julho 18, 2010
CAIU-ME UMA BOMBA EM CIMA!!!
No mês de Maio não escrevi nada porque foi na altura em que o meu marido fez uma cirurgia e eu passava as tardes todas com ele. Chegava a casa e não me apetecia vir ao computador, daí a minha preguiça, que mais não era do que tristeza pelo facto de ter estado "separada" dele quase duas semanas. Cirurgia pequena (pois não houve cortes) mas que tinha de lá ficar até estar tudo bem. Na saída do hospital veio já com a data da consulta marcada para fazer mais exames e ver como tinha decorrido tudo que tinha sido feito. Como o meu marido sabe que sou muito nervosa com estas coisas e como ele já me tinha visto com as minhas crises de ansiedade, não me deixou acompanhá-lo à consulta dizendo que era de rotina. Passado uma mês e pouco diz-me que tinha de ser outra vez operado porque tinha lá ficado um restinho do que já tinha sido retirado.
Como andava centrada em mim própria não me apercebi de nada na altura. Ainda por cima combinei com a minha irmã ficar com a minha mãe precisamente na semana em que ele entrou para o hospital. Conclusão: não podia sair de casa pois ela não pode ficar sozinha. Felizmente, a filha mais velha foi lá todos os dias em que eu não fui e conseguiu falar com o médico que o operou. Assim que ela chegou a casa disse-me logo que a operação tinha sido com cortes correu bem e que a coisa não era boa.
Podem não acreditar mas a minha reacção não foi de espanto, mas antes uma confirmação do que eu já suspeitava, é uma coisa esquisita mas é "o saber sem saber", o meu marido tem cancro. Temos de chamar as doenças pelo nome e não ter medo de as pronunciar e vou fazer tudo para que ele recupere.
Ele foi operado na quinta feira passada e só o vi na sexta-feira e ontem, felizmente para a operação que ele fez até está benzinho e o meu amor por ele até cresceu. Acho que ficaria sem rumo se ficasse agora sem ele.
Mas não quero pensar nisso, quero ter pensamento positivo para ele ficar bem e eu ter força para lhe incutir e ele lutar pela vida.
Além disso, tenho as minhas filhas, a minha irmã e a família dela a apoiar-me, além dos amigos e também muita fé.
Hoje, lá estarei outra vez para lhe dar mimo e não o deixar ir abaixo.
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terça-feira, julho 13, 2010
CONTINUAMOS MAIS NA MESMA...

Ontem fui ajudar a minha irmã a levar a minha mãe a uma consulta no hospital a que pertencemos. Como já aqui disse ela tem o coração muito fraquinho e cansasse a andar por muito pequeno que seja o percurso. Assim, eu fico à porta das consultas externas com ela enquanto a minha irmã vai arrumar o carro, vou buscar uma cadeira de rodas (felizmente existem para estes casos) e ficamos à espera da consulta. Até aqui tudo normal. Como é a minha irmã que está habituada com estas coisas e pode responder a qualquer pergunta é sempre ela que entra no consultório com a mãe. Até aqui continua tudo normal. O que já não é normal é que a médica começa a pôr os dados no computador dos exames que a minha mãe tinha feito e a minha irmã começa a ver que o número do processo não é o dela. Aí, fala à médica que aquele não é o processo correspondente ao dela, mas de um homem. A médica fica a olhar para a minha irmã julgando que ela estava a brincar (penso eu) e depois olhando bem para o papel repara que ela tem razão. Resultado: aquele não era o exame que ela tinha feito. Toca a pedir a outra empregada uma segunda via do exame da mãe e toca a esperar (até aqui já tinham passado três quartos de hora). E mais meia hora até que surge o dito papel. Como a médica não pode estar à espera das confusões administrativas vai atendendo outros doentes. Mais não sei quanto tempo até que a pessoa que está a ser atendida saia.
Entretanto, enquanto a minha irmã esperava pela médica fiquei eu a registar a hora da próxima consulta que a médica já tinha dado. Adiantei serviço senão ainda era mais não sei quanto tempo. Mais um pouco de espera e a velhota preocupada. Lá tive de lhe dar um lanchinho para ela desanuviar, porque uma consulta que estava marcada para as duas da tarde, eram quase cinco horas e não estávamos despachadas.
Primeiro, trocaram-lhe papéis dentro do processo dela (de quem é a culpa? só pode ser da pessoa que faz o arquivo da papelada nos processos). Só não entendo como é isto possível uma vez que ali não se trata de mercadoria, mas de pessoas e que um erro destes pode ser fatal para o doente se a médica não der por isso, pois pode-lhe dar medicação errada.
Segundo, para os velhotes com a idade da minha mãe já não têm paciência para estas esperas, nem muitas vezes os novos quanto mais os velhos.
Apetecia-me pedir o livro de reclamações e só não o fiz para não estarmos mais tempo à espera do livro e se calhar até se enganariam e traziam-me o livro de presenças dos médicos ou outra coisa qualquer.
Para completar, como a neta está de férias e está comigo teve de vir connosco e também será escusado de dizer que já estava pelos cabelos. Arre, mas que tarde!!!
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sábado, julho 10, 2010
MALAS TAMBÉM PODEM SER NOCIVAS

Se há coisa que não sou é hipocondríaca. Para quem não saiba o que é ser hopocondríaco, é ser uma pessoa que tem a mania que tem todas as doenças e mais algumas, mas na verdade é saudável, chega a tomar remédios que não precisa só porque pensa ter esta ou aquela doença.
Passada esta pequena explicação, o que eu queria mesmo falar é sobre malas, malas de senhora.
Desde que me conheço e uso mala de mão, e não sei explicar o porquê, nunca gostei de pôr a minha mala no chão. Seja em casa, num transporte, de carro e até num estabelecimento comercial eu sempre tento não a colocar no chão. Aliás, até quando vou para a praia a levo e meto-a sempre no saco onde vêm as toalhas de praia ou coloco-a em cima da toalha de banho, isto só para verem o cuidado que tenho com ela. E ainda bem. Afinal este meu cuidado, inconscientemente, pode ser um bom hábito
E agora perguntam-me: porquê? Já explico.
As senhoras transportam as malas para todo o lado, no escritório, nos sanitários públicos, no chão do carro, nos carrinhos de compras. A maioria não vive sem ela, mas já parou para pensar por onde ela anda durante o dia? Não, não pensou.
Para descobrir se a mala transporta uma grande quantidade de bactérias, o Nelson Laboratories, em Salt Lake City, decidiu testá-las.
Acontece que as malas são tão surpreendentemente sujas, que mesmo os microbiologistas que as testaram ficaram chocados. A microbiologista Amy Karen, do Nelson Labs, diz que quase todas as malas que foram testadas não só apresentaram níveis elevados em bactérias, mas ricos em espécies de bactérias nocivas. Pseudomonas que podem causar infecções oculares, Aureus Staphylococcus que podem provocar infecções cutâneas graves e a E-coli encontrada nas malas pode causar doenças sérias. Quatro das cinco bolsas testadas deu positivo para as salmonelas, e isso não é o pior. "Há coliformes fecais nas malas", diz Amy. (rsrsrsrs, digo eu)
Malas de couro ou vinil tendem a ser mais limpas do que as malas de pano, e o estilo de vida parece desempenhar um papel importante. As pessoas com filhos tendem a ter malas mais sujas do que aquelas que não os têm. Com uma excepção, a mala de uma mulher solteira que frequentava boites tinha uma das piores contaminações de todas. "Algum tipo de fezes, ou, eventualmente, vómito", diz Amy. (brbrbrbr, digo eu outra vez)
Lembre-se que a sua mala esteve por onde as pessoas antes andaram, sentaram, espirraram, tossiram, cuspiram, urinaram, defecaram, etc! Quer realmente trazer tudo isso para casa? Mais, os especialistas dizem que deve pensar na sua mala como num par de sapatos.
Resultado: minhas senhoras há que ter mais cuidado onde colocamos as nossas malas. Mais vale prevenir seja que tipo de doenças for do que apanhá-las, seja por descuido ou pressa. Por isso, há que lavar as malas de pano e passar um pano com um produto próprio para couro. É mais um pequeno trabalho para as mulheres mas que vale a pena.
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quarta-feira, julho 07, 2010
EH LÁ!!! O TEMPO PASSA...

Hoje decidi vir até aqui. Fiquei de "queixo caído" ao verificar a data do último post. Meu Deus, não venho cá desde Abril. Para quem não queria ter preguiça... Mas as coisas muitas vezes não são como queremos, mas como é possível. Nestes últimos dois meses não posso dizer que a minha vida foi um mar de rosas. Foi principalmente como atravessar uma ponte difícil e que difícil. Primeiro foi a minha mãe parar ao hospital, quase uma semana nos cuidades intensivos e mais uma de recuperação (aquele coração dela está por um fio, quando se quebrar, acabou, mas esperemos que não seja já). Agora felizmente está estável. Passado este susto vem o segundo, o marido operado a um quisto, felizmente correu tudo bem e mais uma semana a correr para o hospital. Na véspera dele sair, entra a sogra da filhota nos cuidados intensivos com embulia pulmonar e essa mesma embulia faz com que tenha um enfarte. Tinha de ser o terceiro susto, não é? Felizmente já está tudo bem e em casa, mas que foi dose ai isso foi. Como costumamos dizer por aqui, "não há uma sem duas, nem duas sem três", parece que o ditado não falha.
Por isso, espero agora que as coisas entrem nos eixos.
Ui, só é pena o calor que desde segunda feira tem estado a fazer, eu não desgosto mas não era preciso ser tão forte. E por hoje aqui me fico, até amanhã.
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AnadoCastelo
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terça-feira, abril 13, 2010
PREGUIÇA E MAIS PREGUIÇA

Quando quero fazer muito uma coisa, seja ela qual for, fica sempre para trás. Tinha prometido a mim mesma que iria prestar mais atenção ao blogue, mas a preguiça ou falta de vontade às vezes é mais forte. Não é só a doença que me provoca esta lentidão e sim que tenho de travar uma batalha comigo mesma e que me está a deixar com esta falta de "tudo", que nem eu própria sei explicar. Por mais racional que tente ser e por mais força que faça para a auto-estima vir ao de cima é difícil esta ultrapassagem. Sei que chegarei lá se Deus quiser mas que é brava lá isso é.
Até ler não apetece. Raios e é uma das coisas que tanto gosto de fazer.
A propósito: acabei de ler um livro, que não é por ser recomendado pela Oprah, mas que gostei muito. Vale a pena ler, chama-se: "Comer, Orar, Amar" de Elizabeth Gilbert. 
Não é ficção, mas uma parte da vida da autora. É passado em Itália, India e Bali falando das suas experiências nestes países. Ao principio não parece muito entusiasmante, mas depois não se quer parar. Eu gostei, apesar de saber que nem todos gostamos do mesmo, não é?
Cá estou eu, outra vez, preocupada se as pessoas gostam ou não. Não tenho de me preocupar até porque só lê quem quer, Talvez seja o respeito pelos outros que me faz sempre questionar tudo, quando devia me preocupar um pouco mais comigo. Vou tentar.
Mas para o texto não ser muito chato lá vai mais uma "descompressãozinha":
A beata e piedosa Mª Antónia ia pela rua quando se cruzou com o sacerdote que disse-lhe:
- Bom dia. Por acaso você não é a Mª Antónia, a quem casei já há dois anos na minha antiga diocese?
Ela respondeu:
- Efectivamente, Padre, sou eu.
O sacerdote perguntou:
- Mas não me lembro de ter baptizado um filho seu. Não teve nenhum?
Ela respondeu:
- Não Padre, ainda não.
O padre disse:
- Bem, na próxima semana viajo para Roma. Por isso se você quiser, acendo lá uma vela por si e seu marido, para que recebam a bênção de poder ter filhos.
Ela respondeu:
- Oh Padre, muito obrigada, ficamos ambos muito gratos.
Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente. O sacerdote ancião perguntou:
- Bom dia Mª Antónia. Como está agora? Já teve filhos?
Ela respondeu:
- Oh, sim Padre, 3 pares de gémeos e mais 4. No total 10!
Disse o padre:
- Bendito seja o Senhor. Que maravilha..., E onde está o seu marido?
- Vai a caminho de Roma, a ver se apaga a p... da vela...
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4:42 a.m.
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