Amei. É sempre o que posso dizer quando vou até ao outro lado do oceano Atlântico. As energias voltam, a disposição também. Mas não pensem que foram só rosas, também houve uns espinhozitos pelo caminho.Comecei por sete horas de voo (o que sabe sempre bem é que voamos daqui com sol e chegamos lá ainda de dia), depois dos trâmites legais (quase uma hora à espera das malas) toca a seguir para o hotel, arrear malas e ir jantar. Será escusado dizer que depois do jantar vem-se a correr para o hotel para dormir, pois o cansaço é mais que muito.Já perceberam que fui até Natal, não é verdade? Ainda andei de cabeça no ar a ver se via o capitão - mor mas não o vi. (mesmo que o visse e ele passasse por mim ficava na mesma, não o conheço eheheheh) Um áparte para dizer que nesta viagem vinha muita gente do Porto, acho que quase a maioria era do norte. E ainda, que acabei por encontrar um casal que mora perto de mim. Ele há coisas...

Cidade de Natal
Segunda - feira, dia de visitar a cidade. Ai meu Deus, é sempre dia de começar a despejar o porta-moedas. Qual porta-moedas? A carteira. Lá se vai comprando as habituais havaianas e os biquinis e por aí fora.
Baía Formosa
Terça - feira, visita à Baía Formosa, para mim não é novidade já era a terceira vez que lá tinha estado, mas é sempre tão bonita. O problema é que o autocarro que nos levava avariou e teve de ser substituído. Até que tivemos muito pouco tempo de espera, mas quando o outro chegou trazia o ar condicionado no máximo e aí a vossa amiga apanhou uma bela constipação, mais para o lado da gripalhada, mas enfim, uma bela pingada de nariz que durou para aí uns dois dias.

Lagoa da Coca Cola
E foi aqui que fomos até à Lagoa da Coca Cola, que só se pode lá ir de buggy pois tem de se entrar na mata Atlântica e só este tipo de transporte lá consegue chegar, é assim que a lagoa é conhecida pela cor da sua água ser igual à da Coca Cola, mas o seu nome real é Lagoa de Araraquara. Perguntei porquê esta cor e os guias disseram que era por causa das raízes do madeiro que caíam na água e ficava aquela cor acastanhada. Bom, escusado também será dizer que aqui a água chega a ser mais quente do que a água da praia. Diz a lenda que cada dez minutos dentro de água tem um ano de saúde. Eu acho que não apetece é sair de lá de dentro independentemente da lenda.

Barra de Cunhaú
Quarta-feira – Visita à Barra de Cunhaú. Sítio paradisíaco que se visita de barco. O barco chega até perto de uma zona de areia. Quem quer desce do barco e vai a pé na areia até à zona de praia virada para o Atlântico. Um bocadinho ventoso, mas até sabe bem. Quem não quer pode ficar por ali mesmo pois a água também é limpinha e quentinha, claro.

Dunas de Genipabú
Quinta – feira – Era a minha visita preferida. Visita às dunas de Genipabú. Mas não fui (quase chorei de raiva) a gripalhada não estava melhor e cada vez que tossia doía-me debaixo do peito. E para não ficar pior achei melhor não ir, foi só o casal meu vizinho. (Snif… snif…) Resultado: passei a manhã a andar à procura de peças de automóvel para o meu marido trazer. Almoçámos e volta para o hotel. Mandei o marido para a piscina e eu fiquei a curar a dita cuja.

Pipa
Sexta-feira – Ida a Pipa. Há muita gente a adorar Pipa. Eu não. Claro que gosto da zona, mas Pipa para mim é uma rua grande com comércio de um lado e do outro e mais nada. Também tem praia e na praia costuma-se comer uns pastéis fantásticos com uma aguinha de coco fresquinha, mas desta vez não cheguei a ir lá. Fomos visitar o Chapadão e almoçar num restaurante de um português. Depois de tanta comida brasileira todo o mundo se desforrou com comida mais parecida com a nossa. Quando lá forem vão ao Restaurante Lampião que é dum benfiquista ferrenho. Não se come nada mal.
Sábado – Dia livre e tentei fazer o resto das compras que queria, mas ir com um marido que detesta esse género de coisas é dose. Acabei por passar a manhã na piscina, almoçar fora do hotel e tentar fazer as tais compras. À noite jantar com a nossa guia. Aqui tenho de fazer uma bela homenagem à Gilvânia que foi uma guia fantástica, muito divertida, sempre bem disposta e livre para o que nós queríamos. Foi pena ter estado muito pouco tempo connosco pois tinha a filha doente. Por isso teve de se ausentar mais cedo, mas nem por isso o nosso grupo esmoreceu, continuou-se na conversa até nos levarem ao hotel. É que o restaurante (Farofa de Água) vai buscar as pessoas ao hotel e depois leva-as. O que é fantástico. Acho que há outro restaurante que faz isso, mas não me lembro qual é. O capitão-mor depois ajuda. Outro restaurante que não fui e tive pena, mas não houve tempo, foi o Restaurante Camarões, que é óptimo. Se lá forem não percam uma ida até lá.
Domingo – Hora de fazer as malas, pois iam-nos buscar às 14h40. Mas ainda consegui ir ao Centro de Turismo que é onde se faz as comprar como deve ser e sempre é mais barato. Depois conto a história deste edifício, senão fica o texto muito grande. Malas fechadas e postas na recepção e uma última refeição na piscina do hotel. A seguir caminho para o aeroporto para o regresso. Para mim é sempre o que me custa mais, ter de dizer adeus aquele país, aquela gente. Buááááá´…..