sábado, fevereiro 25, 2012

MEMÓRIAS

sábado, fevereiro 25, 2012

Memórias do nosso tempo de namoro. Aqui vai mais uma dedicada ao meu marido.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

POR DIVERSAS VEZES

quinta-feira, fevereiro 23, 2012


Dedico estes versos ao meu falecido marido. Tem tudo a ver connosco. Que saudades marido, saudades que até doem.


Por diversas vezes,
estive aqui,
sempre no encalço
do teu brilho.
Minhas caminhadas,
foram longas,
intermináveis.
Por diversas vezes,
cruzei com o sol,
achava que aquele brilho,
era você.
Nunca me cansei da procura,
viajava ao lado do vento,
tentando respirar o teu perfume.
Por diversas vezes,
eu chorei a lua,
minhas lágrimas se
congelaram no tempo.
Por diversas vezes,
te busquei na chuva,
cada gota que caia
em meu corpo,
sentia uma sensação
de você em mim.
Como eu te procurei,
ainda te procuro
entre flores,
nos mares,
pelas estrelas.
Sei que um dia,
vou te achar,
você é parte
do meu eu,
pois somente eu,
poderei te amar.


(Autor desconhecido)

terça-feira, fevereiro 21, 2012

IMPOSSÍVEL É NÃO VIVER

terça-feira, fevereiro 21, 2012


Mais um textinho que está bem atual na crise que estamos a atravessar. A palavra de ordem: é não baixar os braços.
Eu concordo.


Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.
Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.
Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.
O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.
Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.

José Luís Peixoto, in Abraço

sábado, fevereiro 18, 2012

ABRAÇO DE FILHO

sábado, fevereiro 18, 2012


Cá vai mais um texto lindo que recebi há pouco. Adorei e concordo a cem por cento, um abraço dado com carinho é tão bom.

Abraço de filho deveria ser receitado por médico.
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.
Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.
E nada como o abraço de um filho...
Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui. Abraço de Ajude-me.
Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!
Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar. Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.
E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.
Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.
O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.
Se a alta tecnologia - mal aproveitada - nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.
Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.
Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.
O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.
É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.
E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos. Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.
E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas. Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergênciais. Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.
Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.
Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

* * *
Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?
Aprendamos a abraçar com o pensamento. O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma. São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.
Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

FALECEU JOÃO CARRASCALÃO

sexta-feira, fevereiro 17, 2012


Olá a todos que me seguem. Tenho andado um pouco fugida destas lides, mas por uma boa razão. Tenho tido a minha mãe comigo, o que me faz preencher todo o tempo que possa ter para vir aqui. Agora ela está com a minha irmã.
No entanto, aqui estou por outra razão, esta mais triste. Faleceu há poucas horas um amigo, muito conhecido internacionalmente, que me pôs um pouco triste.
Não vou aqui falar sobre a sua vida partidária e política, pois não é esse o meu fim, mas homenagear a pessoa que ele era. Humano, simpático, sincero, honesto e muito preocupado com o seu povo. À família já dei os meu pêsames, mas aqui quero deixar o quanto o João era chegado a ela e aos amigos.
O João já não sofre, partiu para o andar superior (como eu chamo à partida terrena). Não consigo ter mais palavras para o definir, mas basta a amizade que ele granjeava por esse mundo fora. Agora só posso dizer, Obrigado João por passar por nossas vidas. Paz à sua alma.

sábado, dezembro 31, 2011

FELIZ ANO 2012

sábado, dezembro 31, 2011

quarta-feira, novembro 09, 2011

EXCESSO DE VAIDADE TORNA CRIANÇAS FÚTEIS

quarta-feira, novembro 09, 2011


Escolher o melhor vestido do armário, passar batôn nos lábios, esticar e ondular as pestanas com rímel, pintar as unhas, esticar o cabelo com chapas de alisamento ou colocar os pés em cima de uns saltos altos não são comportamentos a estranhar entre as mulheres. Mas os especialistas chamam a atenção para as novas adeptas destes rituais de beleza: há cada vez mais crianças a repetirem as rotinas de estética das mulheres adultas.
Fotografias de Suri Cruise - a filha de três anos de Tom Cruise e Katie Holmes - a andar pela rua, de mão dada com a mãe, num dia de chuva, calçada com uns sapatos de salto de mais de um centímetro fizeram soar o alarme. Katie Holmes disse, em sua defesa: "Ela, como todas as crianças, adora os meus saltos altos." Mas a comunidade médica dos EUA acusa Tom e Katie de negligência. Especialistas portugueses também criticam. Saltos altos na rua, nunca. "São contraproducentes para um bom desenvolvimento da postura e da maturação da coluna", afirma o pediatra Mário Cordeiro. Além disso, ao permitirem este tipo de comportamento, os pais estão a transpor a fantasia para a realidade e a dizer à criança que "ela realmente é adulta".
A vaidade em dose certa na infância "é saudável e recomenda-se", brinca a psicóloga infantil Rita Jonet. "É bom que uma criança goste de si e se cuide." Mas se a vaidade se transforma num exagero há mais riscos para o seu desenvolvimento equilibrado. Rita Jonet exemplifica com um conto infantil de Sophia de Mello Breyner: "Se o valor da imagem começa a ser exagerado, a história passa a ser como a da Fada Oriana, que deixa de cuidar da sua floresta porque fica encantada com a sua imagem no lago."
Os pais devem conseguir discernir o momento em que a auto--estima dos filhos se transforma em narcisismo. É normal que as crianças, sobretudo entre os três e os quatro anos, cultivem os jogos simbólicos do faz de conta e façam a sua afirmação de género - isso inclui o querer imitar o pai a fazer a barba, no caso do rapaz, ou querer experimentar os sapatos de salto alto da mãe e gostar de vestidos, ganchos, bandeletes e colares, no caso da rapariga. Na opinião do pediatra Mário Cordeiro, "sem cair no exagero, é bom essa afirmação orgulhosa do 'sou mulher". É prejudicial quando se torna obsessivo ou quando o que conta não é o adorno mas a marca ou o preço".
A psicóloga Rita Jonet lembra ainda que muitas vezes estes comportamentos são mais uma chamada de atenção do que de vaidade. "Estas crianças acham que isso é uma promoção. Estão a querer saltar etapas porque acham que vão olhar mais para elas se forem adultas."
Se a criança passa horas em frente ao espelho, deixa sistematicamente de brincar para pintar as unhas, ou começa a exigir esta ou aquela roupa antes de sair é hora de os pais lhes porem um travão.
"Quando a necessidade de uma criança impor sempre os seus teatros começa a interferir na vida de uma família inteira esse é o momento certo para os pais dizerem não", recomenda Rita Jonet. Cabe aos pais estarem atentos, serem vigilantes e colocarem barreiras ao culto das aparências. "O preocupante é quando os pais não são uma verdadeira entidade reguladora e são permissivos em excesso", lembra o psicólogo Eduardo Sá. "O maior problema" - complementa Rita Jonet - é quando a vaidade é construída e mantida "pelo egoísmo dos adultos": "Há cada vez mais uma tendência para os pais e avós acharem muita graça a crianças com jeitos de adultos - dos gestos ao uso de palavra caras - porque gostamos delas à nossa imagem e semelhança."
E quanto mais ausentes são os pais, maior a tendência para se sentirem desautorizados a barrar os excessos dos filhos. "Pais com sentimento de culpa têm maiores dificuldades em dizer não", afirma a psicóloga.
Os especialistas não têm dúvidas: para um desenvolvimento saudável as crianças não devem crescer antes de tempo. Vaidade a mais pode esvaziar a infância e transformar essas crianças em adultos fúteis e anti-sociais, pessoas que, para o pediatra Mário Cordeiro, "cultivarão as aparências e o faz de conta, para lá da idade em que é lícito fazerem-no. Além de superficiais, podem tornar-se muito agressivas". O jogo da vaidade "é perigoso e não compensa", diz Eduardo Sá. Essas crianças terão maiores probabilidades de se tornarem "adultos avessos e solitários". A menos que a criança seja muito resiliente, o mais comum é ficar "muito virada para dentro".

in Jornail I

Meu comentário:
O grande problema da geração que anda por volta dos 40 e até hoje, sempre ouviu os psicólogos dizerem que era anti-pedagógico ralhar com as crianças, anti-pedagógico dar-lhe um castigo quando faziam asneiras, e por aí fora,,,
Agora chegam à conclusão que não é bem assim. Está na altura de saber quando se deve dizer NÃO a uma criança. Os valores em que eu fui educada estão todos trocados e alguns já se perderam. Por isso, ouvimos dizer que as crianças são indisciplinadas e os professores não fazem nada delas.
Só que a educação começa em casa, na escola é a instrução.
E teria aqui pano para mangas, mas o texto já está muito longo. O resto fica para outra altura.

quinta-feira, outubro 27, 2011

FAZER O LUTO

quinta-feira, outubro 27, 2011


Tenho pela segunda vez a minha mãe em casa após a morte do meu marido. Sinceramente não me faz diferença nenhuma. É minha mãe. No entanto, ela sempre esteve mais tempo com a minha irmã do que comigo, pois é muito agarrada ao neto. Desde que ele nasceu que é o menino dos olhos dela. Nem eu, nem a minha irmã e nem as outras três netas teem ciúmes, somos unidos nesse aspecto. Compreendemos o amor que ela tem por ele porque ela sempre quis ter um filho homem e não teve, de maneira quando nasceu o neto foi como se lhe tivesse saído a sorte grande. Amor esse que deu para fazer umas asneiritas, como por exemplo dar-lhe tudo o que ele queria comer, resultado: hoje é um homem com 26 anos e gorduchinho. Gordura essa que só lhe faz mal e que ele se vê aflito para conseguir emagrecer, não por vaidade mas por uma questão de saúde.
Tantas vezes que ralhei com ela para não dar tanta comida ao miúdo, a resposta era aempre: "se ele tem fome o que é que queres que eu faça?", muitas vezes lhe respondia que poderia lhe dar outras coisas que não lhe fizessem mal. Por exemplo: ao lanche dava-lhe dois yogurtes e 4 carcaças. Eu achava mal, em vez de tanto pão devia-lhe dar fruta. O tempo passou e já não há nada a fazer.
Mas não foi por isto que comecei a falar da minha mãe e sim por ela cá estar.
A psicóloga chamou-me a atenção que a minha irmã agora é que deveria a ter com ela. O luto pelo meu marido mal começou e nesta fase deveria ter tempo para mim e pôr a cabeça no lugar, penso sempre primeiro nos outros e esqueço-me de mim. Ela é capaz de ter razão, mas eu não conseguiria dizer não à estadia da minha mãe em minha casa. Não conseguiria ficar de consciência tranquila comigo mesma por mais motivos que pudesse ter.
Até a minha filha mais nova, que ainda está comigo, diz: "oh mãe quando é que estamos as duas sossegadas?". Aí só posso responder que é por pouco tempo também tenho de aliviar a minha sobrinha que passa toda a semana com ela quando ela está em casa da minha irmã. Agora deu em não querer ir para o Cartaxo prefere ficar aqui ao pé do neto pois sente-se mais tranquila. Tem o hospital a cinco minutos de casa e no Cartaxo é dificil pois o hospital mais próximo é em Santarém.
Voltando a mim, outra vez, e ao meu luto. Sim preciso pôr a minha cabeça no lugar e com tanta coisa para tratar, preciso de mim, preciso de pensar que o meu marido não volta, preciso de pensar que sou só eu e a filhota em casa, preciso de tirar o resto das coisas dele, preciso atenuar a dor de o não ter mais ao pé de mim, preciso de me preparar para uma nova vida sozinha, enfim preciso, preciso, preciso...

sábado, outubro 22, 2011

LEITURA

sábado, outubro 22, 2011


Como me é difícil adormecer tenho lido muito mais, o que me é agradável, pois desde menina que adoro ler. A minha mãe (que por infelicidade dela não sabe ler) fazia-lhe muita confusão eu passar fins de semana a ler. Chegava mesmo a ralhar comigo porque dizia que eu estragava a vista (eu uso óculos desde os sete anos). Coitada, nunca chegará a saber o prazer da leitura. Mas isso é outra história.
Como eu estava dizendo tenho lido mais, coisa que não fazia há algum tempo e fiquei surpreendida com os nossos novos escritores. Estive a ler o "Anjo Branco" de José Rodrigues do Santos, que apesar de ser um pouquinho para o grande, lê-se muitissimo bem. E não é que foi difícil deixar para o outro dia quando já devia estar dormindo? Pois é, escrita muito clara e bem organizada. Dou nota dez.
A seguir, estive a ler "Por ti resistirei" de Júlio Magalhães. Quando o comecei a ler achei que ia ser uma chatice, mas à quarta página já não parava. A história é diferente, claro, mas nem por isso é menos interessante, vale a pena ler.
Agora vou começar a ler "A Dama de Espadas" do Mário Zambujal.
É engraçado ver a diferença dos nossos escritores clássicos com os actuais. A maneira de escrever e de dizer é diferente mas nem por isso com menos ou mais qualidade. Cada qual com a sua referência pessoal. Isto deve ser o defeito de quem trabalhou na comunicação social, como eu, que conseguimos distinguir a maneira de escrever de cada escritor.
No entanto, não hei-de ficar por aqui, há muitos mais escritores que eu ainda gostaria de ler. É o que faz não estar habituada a dormir sozinha, agarro-me à leitura. É um bom vício, não acham?

segunda-feira, outubro 17, 2011

DE LUTO

segunda-feira, outubro 17, 2011


Agradeço a todos quantos me leem e que gostam do meu blogue. Não há palavras de agradecimento por terem a paciência de tirar um pouco de seu tempo para se entreterem com a leitura do meu blogue.
Não tenho cá vindo há uns meses porque o meu marido adoeceu e não foi um processo muito fácil entre idas ao hospital e regressos a casa.
Meu marido foi operado em Julho do ano passado onde lhe retiraram a bexiga devido a um cancro (é bom que se fale em cancro e não se esconda esta palavra, pois é a doença da moda em todo o mundo, não há que esconder, ela existe e ponto final), mas como ia dizendo foi operado e ficou com saco para sair o xixi. Até principios de Julho deste ano a coisa foi bem, mas o médico mandou-lhe pôr um cateter para fazer quimioterapia directa à veia, mas ou o cateter foi mal posto ou o próprio organismo rejeitou-o e formou por trás um coágulo de sangue. Resultado: tirar imediatamente o cateter e liquidificar o sangue para o coágulo desfazer. Bem o sangue devia ter ficado tão liquido que apanhou uma anemia. Mais uma ida ao hospital para levar sete unidades de sangue para tratrar a anemia. Saiu do hospital a 10 de Agosto muito bem, uma semana depois começou a queixar-se que a perna esquerda estava dormente e começou a não ter força na perna para andar, tinha de ir agarrado a mim para ir para a cama ou para o sofá.
Nova ida ao hospital e o médico dele mandou-o para as urgências outra vez. Passei o dia inteiro no hospital a fazer TAC´s, primeiro à coluna pois pensava-se que o motivo da perna presa seria coluna, mas o resultado provou que não, então mais um à cabeça e aí o dia 18 de Agosto ficou-me marcado e em choque recebi a notícia pela médica que me diz o resultado deste TAC: o tumor tinha-se espalhado e estava a apanhar-lhe a cabeça.
Daqui já calculam o que passei até dia 3 de Setembro quando ele ficou internado em SO (Sala de Observações), nesse dia (sábado) ainda lhe dei água por uma palhinha, quando o fui ver no dia seguinte já não conseguia beber pela palhinha e tinha a cara do lado esquerdo fria. Ainda respondia com a cabeça ao que eu lhe perguntava, mas mais nada. A visita foi curta, porque ali só podemos estar uns curtos 15 minutos com os doentes e foi a última vez que o vi vivo. Faleceu nessa madrugada, dia 5 de Setembro.
Agora calculam o choque que foi quando me mandaram ir ao hospital sem eu saber para o que ia e deram-me a notícia assim: "minha senhora o seu marido faleceu eram 5" e não ouvi o resto, chorei ali mesmo até desabafar. Felizmente fui acompanhada pela minha vizinha que só me dizia para chorar pois ela sabe que o meu problema é esse mesmo: não chorar. Tenho a tendência para não chorar e depois fico doente. Mas naquela altura abri as comportas até me apetecer. Mais calma, avisei as filhas a irmã e tratar do funeral.
Quis que o meu marido fosse cremado. Assim se fez e fomos deitar as cinzas no mar que ele tanto gostava. Quem o queria ver contente e feliz era no verão ir para a praia. Acho que lhe fiz a vontade. No meio da tristeza lembrei-me que desde que fomos ao Brasil ele não ia aqui às nossas praias faltava-lhe a agua quentinha do nordeste brasileiro.
Hoje passado mês e meio sei que ele está bem, mas a saudade é muita. Quando chega a hora do jantar ainda tenho a sensação que ele vai abrir a porta e aparecer, mas sei que isso não é possível. Que ele esteja em paz é só o que eu quero. Eu estarei aqui pensando nele com muito carinho e amor até um dia que Deus queira e juntar-me a ele.

domingo, julho 24, 2011

MAIS UMA DICA

domingo, julho 24, 2011


Depois de mais uns problemazinhos, cá estou eu outra vez e com vontade de escrever novamente. Só tenho pena de ainda não ter tempo para voltar a ler e comentar os blogues. Mas, se Deus quiser, hei-de arranjar um tempinho. Assim, hoje, vamos ter mais uma dica, que apesar de já todos sabermos que os bróculos fazem bem, pelos vistos também têm outras funções, ora cá vai:

Brócolos ajudam a recuperar de doenças pulmonares

Estudo americano publicado na "Science Translational Medicine"

Investigadores americanos descobriram que o sulforafano, uma substância presente nos bróculos e em outros vegetais crucíferos, como a couve-flor ou a couve de Bruxelas, tem capacidade para eliminar as bactérias responsáveis pelas doenças pulmonares, prevenindo ou reduzindo as infecções que frequentemente afectam os pacientes que têm estas doenças ou os fumadores.
De acordo com um artigo publicado na revista "Science Translational Medicine", quando os pulmões são saudáveis, conseguem "expelir" os resíduos ou bactérias que chegam ao sistema respiratório juntamente com o oxigênio. No entanto, este sistema de "auto-limpeza" é disfuncional nos fumadores e pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), uma grave patologia respiratória que se manifesta, sobretudo, através da bronquite crónica e do enfisema pulmonar.
A equipa de Shyam Biswal, médico da Universidade Johns Hopkins, analisou os macrófagos (células do sistema imunitário) pulmonares de pacientes com DPOC, assim como os de ratos expostos ao fumo de tabaco. Verificou então que o tratamento com sulforafano estimula a activação de uma via de sinalização celular denominada Nrf2, tanto em células humanas dos pulmões com DPOC, como nas dos pulmões dos ratos expostos ao fumo, pelo que se recupera a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminarem as bactérias dos pulmões, dando-se uma melhoria dos doentes.
"As nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com DPOC têm uma falha num processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo", disse Biswal, acrescentando que "a activação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unirem e combaterem as bactérias".
Robert Wise, outro co-autor da investigação, acredita que "o estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a alimentação e a doença pulmonar e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento desta doença frequentemente devastadora".

Ciência Hoje
in Gastronomias

quinta-feira, junho 23, 2011

MULHERES ESTAMOS DE PARABÉNS!!!

quinta-feira, junho 23, 2011


Pois é, estamos de parabéns. Pela primeira vez, neste pequeno País à beira mar plantado, temos uma mulher como Presidente da Assembleia da República. UHAU!!!
No seu primeiro discurso, Assunção Esteves, disse que "estava honrada" com o seu novo cargo, por mim, acho que nós mulheres também estamos e aqui não interessa de que partido pertence, só interessa o facto de ser Mulher.
Não pensem que estou contra os homens, não, não é nada disso, só que os meninos gostam muito de nos criticar, por exemplo se vamos na estrada e se fazemos alguma asneirita e até pode ser bem pequena, eles dizem logo: "bem se vê que é uma mulher que vai a guiar". Como estas outras expressões andam por aí.
Por isso, mais uma vez as mulheres provam que não são burras e têm tantas qualidades como um homem. às vezes até mais, mas isso são outros quinhentos.
Assim, desejo as maiores felicidades para a nossa Presidente Assunção Esteves e estou certa que fará um belíssimo trabalho. Bem haja!!!

domingo, junho 19, 2011

SALTOS ALTOS

domingo, junho 19, 2011


Cheguei à conclusão que não sou capaz de andar com saltos muito altos e até mesmo aqueles que são mais baixos já me vejo aflita devido ao meu peso, derivado da tiróide e da cortisona, não há meio de voltar ao meu antigo peso. Resultado: estou um potinho, só falta rebolar pela rua abaixo. Mas hei-de fazer um esforcinho para pelo menos ficar um pouco mais elegante. Não sei é quando. Mas de qualquer maneira com ou sem peso o certo é que os saltos demasiados altos nunca foram saudáveis, por isso aqui vão umas palavrinhas de quem percebe disto:

Qual o preço da elegância para a saúde?

Sapatos de salto alto são símbolo da elegância feminina e muitas mulheres não os dispensam para “crescerem” uns centímetros. Contudo, o glamour alcançado com estes acessórios de moda tem um preço acrescido que, na maioria dos casos, se traduz em dores de costas.
Para a coluna vertebral a espessura dos saltos é mais importante do que a sua altura, na medida em que, quando são muito finos, “alteram a estabilidade do apoio do pé no chão e da passada e obrigam os músculos a compensar esse mau apoio, exercendo tensões bruscas sobre a coluna e os seus discos e ligamentos”, explicou ao “Ciência Hoje” Paulo Pereira, coordenador nacional da Campanha Olhe pelas Suas Costas.
De acordo com o especialista, o calçado ideal tem um salto de dois centímetros que permite que as cargas se exerçam de uma forma equilibrada sobre as partes da frente e de trás do pé. Quando a altura aumenta para os quatro centímetros, 75 por cento do peso da mulher são suportados pela parte da frente do pé, obrigando os músculos dos membros inferiores a compensarem esse desequilíbrio e alterando a posição das articulações do joelho e da anca.
“É importante usar calçado confortável com bom apoio do pé, dimensões adequadas em comprimento, largura e altura, saltos de base larga e, de preferência, de altura não superior a quatro centímetros”, aconselhou o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.
Desta forma, os sapatos totalmente rasos também não são uma boa opção, pois provocam um ligeiro predomínio das cargas sobre a parte posterior do pé, o que pode causar algum desconforto.
Paulo Pereira frisou que a altura dos saltos, por si só, não provoca dores de costas, mas contribui para a sua perpetuação e agravamento em pessoas com problemas na coluna lombar. As mulheres que apresentem este problema "devem realmente evitar saltos altos e finos". Contudo, quando não há queixas relacionadas com a coluna nem desconforto associado ao uso de saltos, "não há motivo para contra-indicar o seu uso no que diz respeito à patologia da coluna”.

De onde vêm os problemas de coluna?
Um estudo recente indica que sete em cada dez pessoas sofrem de dores nas costas, o que corresponde a 72,4 por cento da população portuguesa. "A incidência de problemas relacionados com a coluna vertebral tem tendência a aumentar", destacou o especialista português, apontando a vida sedentária, a falta de exercício físico, as posturas incorrectas durante a actividade profissional e actividades da vida diária e o excesso de peso como as causas principais.
A obesidade, um problema crescente nas sociedades desenvolvidas, é "um dos maiores inimigos da coluna", dado que a substituição dos músculos por gordura enfraquece-os e, consequentemente, faz aumentar as cargas sobre os discos e ligamentos. A boa forma destes tecidos, principais estruturas de suporte da coluna vertebral, ajuda a estabilizá-la e a minorar as cargas e tensões exercidas sobre si.
Como tal, reforçou Paulo Pereira, a manutenção de uma boa postura e de músculos em forma "é a melhor profilaxia para os problemas degenerativos da coluna vertebral" e deve começar antes do aparecimento dos sinais de desgaste.

Campanha “Olhe pelas Suas Costas”
A campanha “Olhe pelas Suas Costas” foi lançada em 2009 e é uma iniciativa inédita em Portugal que visa sensibilizar a população em geral para as dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes.
Trata-se de uma iniciativa promovida pelas sociedades portuguesas de Patologia da Coluna Vertebral, de Ortopedia e Traumatologia, de Neurocirurgia, de Medicina Física e de Reabilitação e a Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, com o apoio da Medtronic.

Por Carla Sofia Flores
in Ciência Hoje

sábado, junho 04, 2011

ESTA EU NÃO SABIA

sábado, junho 04, 2011


Estudo comprova benefícios da canela em casos de diabetes

De acordo com um estudo efectuado no Imperial College de Londres, a toma diária de duas gramas de canela durante 12 semanas poderá melhorar os valores da pressão sanguínea e os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes do tipo 2. Este tratou-se de um estudo randomizado, com controlo por placebo e os resultados obtidos no mesmo revelaram que a canela poderá ser considerada um interessante suplemento e até uma possível alternativa à medicação tradicionalmente utilizada em casos de diabetes.
Prevê-se que o número estimado de pessoas afectadas por diabetes na Europa dos 25 aumente dos 19 milhões actuais para cerca dos 26 milhões em 2030, ou seja, 4 por cento da população total europeia será afectada por esta doença. Perante este cenário, qualquer tentativa para reduzir o risco de diabetes será claramente interessante.
Nos E.U.A., as estatísticas tornam-se ainda mais assustadoras, pois 25 milhões de pessoas vivem com a diabetes, o equivalente a 8% da população.
A sustentabilidade e durabilidade do efeito da canela ainda não foram testadas, assim como a sua tolerabilidade a longo prazo e segurança, no entanto, os efeitos a curto prazo do consumo de canela, como suplemento alimentar, por pacientes com diabetes do tipo 2 parecem promissores. As duas gramas de canela administradas neste estudo foram consideradas seguras e bem toleradas ao longo das 12 semanas de tratamento.
Neste estudo 58 voluntários com diabetes do tipo 2, com uma média de 55 anos de idade, tomaram diariamente um suplemento com dosagem de duas gramas de canela (Cinnamomum cassia), ou placebo, durante 12 semanas. Após este período foi verificado que a toma de canela como suplemento alimentar estava associada à diminuição da pressão sanguínea sistólica e diastólica de 3,4 e 5,0 mmHg, respectivamente, enquanto que no grupo placebo não foram verificadas reduções significativas.
No que diz respeito aos teores de açúcar no sangue, os investigadores verificaram uma redução nos níveis de hemoglobina glicosilada (usada para medir os níveis de açúcar no sangue) de 8,22 para 7,86% no grupo que tomou canela em oposição a um respectivo aumento verificado no grupo que tomou placebo (de 8,55 para 8,68).
Os autores desta investigação realçaram também que este é o primeiro ensaio clínico no Reino Unido que é efectuado numa população de várias etnias e que o mesmo revelou efeitos benéficos com a toma de 2g de canela na hemoglobina glicosilada e na pressão sanguínea em pacientes com diabetes do tipo 2.
Este estudo vem reforçar o número crescente de relatórios de investigações que têm revelado que os compostos activos na canela podem melhorar os parâmetros associados à diabetes, sendo a sua toma como suplemento alimentar efectivamente benéfica na prevenção do desenvolvimento de diabetes e na melhoria do metabolismo da glicose.

in Diabetic Medicine
Autores: R. Akilen, A. Tsiami, D. Devendra, N. Robinson

quarta-feira, junho 01, 2011

SERÁ?

quarta-feira, junho 01, 2011


Longevidade. O casamento prolonga a vida dos homens

Estudo inédito defende que o trabalho não lhe está a roubar anos de vida e que a fé numa religião prolonga a vida das mulheres. Os investigadores destacam ainda o papel das relações sociais na longevidade de cada um.
O casamento será sinónimo de uma vida longa? Sim, se for homem. Ser religioso pode ajudar? Sim, se for mulher. Investigadores da Universidade da Califórnia garantem ter chegado a novas pistas para ter uma vida longa e prometem destruir alguns mitos. Para isso, a equipa seguiu a vida de 1528 pessoas, inscritas num estudo científico quando tinham cerca de dez anos, em 1921, pelo psicólogo Louis Terman da Universidade de Stanford. Os conselhos podem não garantir uma entrada directa no clube dos centenários, mas relativizam alguns dilemas actuais: uma profissão absorvente, por exemplo, não é na opinião destes especialistas um mau prenúncio. Este e outros resultados foram publicados este mês no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Life from the Landmark Eight-Decade Study" (14,5 dólares na Amazon). Leslie R. Martin, co-autora do trabalho, explicou ao I que nunca é tarde para se começar algumas mudanças no dia-a-dia.
A corrida aos segredos da longevidade não parece estar perto da meta, tendo em conta os sucessivos trabalhos inconclusivos - dos genes certos aos comprimidos mágicos (recorde-se a euforia em torno do resveratrol e da rapamicina), passando pelas apologias do exercício físico, da medicina alternativa ou do treino cerebral. O facto é que a melhoria do acesso a cuidados de saúde tem feito a sua parte, mesmo debaixo da nuvem de novas epidemias como a obesidade ou a diabetes.
Segundo as previsões mundiais, a nova geração - como chamou o "The Huffington Post" à cada vez mais populosa faixa etária acima dos 80 - deverá aumentar 233% até 2040, um crescimento sete vezes superior ao previsto para a população em geral.
"Quando começámos", explicam os autores no comunicado que lança o livro, "era claro que algumas pessoas eram mais propensas à doença, demoravam mais a recuperar, ou morriam mais cedo, enquanto outras da mesma idade conseguiam sobreviver. Foram propostas todo o tipo de explicações - ansiedade, pouco exercício, carreiras stressantes, tendência para correr riscos, pessimismo - mas nenhuma tinha sido estudada durante um grande período".
Duas décadas depois, e com registos dos últimos 90 anos, fizeram esse estudo. O "follow up" da amostra de Terman, previsto para seis meses, acabou por dar pano para mangas: os jovens participantes atravessaram as fases das suas vidas e não foram os mais optimistas a viver mais tempo, nem os que tinham os melhores hábitos. Entre eles estavam, por exemplo, a repórter de guerra Shelley Mydans [1915-2002] ou Norris Bradbury, um dos homens por trás do armamento nuclear norte-americano [1909-1997]. Uma das descobertas mais surpreendentes do estudo foi perceber que as suas personalidades em criança poderiam prever o risco de mortalidade décadas depois, diz Leslie R. Martin. As crianças consideradas mais alegres e bem-humoradas pelos pais e professores "tiveram vidas mais curtas" do que as companheiras mais reservadas e prudentes. Adoptar como máxima pessoal o relaxado "vai correr tudo bem" parece ser prejudicial. Entre os que começaram a escola mais cedo, antes dos seis anos, descobriram também uma longevidade reduzida.
Outra surpresa, destaca a investigadora, foi a diferença encontrada entre homens e mulheres para o impacto do casamento. "Depois de um divórcio, para os homens é melhor voltar a casar enquanto para a mulher não importa." Homens casados vivem para lá dos 70 e menos de um terço dos divorciados apresenta uma probabilidade forte de viver tanto, adiantam. A esta sina escapam apenas os homens que nunca casaram. Já entre as mulheres, quer nunca casem, quer casem, fiquem sozinhas depois do divórcio ou voltem a casar, o nível de longevidade é o mesmo.
Ligue-se. Um dos precursores mais consistentes de uma vida longa parece ser a existência de laços interpessoais, de entreajuda. Leslie R. Martin explica que não se trata de começar a procurar amigos novos, ou de obrigar os mais tímidos a sair da casca, mas de haver um esforço para cultivar relações, muitas ou poucas, ou apenas as familiares. Já a entrega ao trabalho - pasmem-se os críticos aos workaholics - não parece ser motivo para grandes receios. Os investigadores descobriram que as pessoas mais comprometidas vivem mais tempo e que o stresse e as preocupações não roubam, na prática, anos de vida.
O livro reúne ainda conclusões sobre o papel da fé e o impacto da guerra na esperança de vida, publicadas nos últimos dois anos. Os investigadores descobriram que as mulheres com crenças religiosas vivem mais, um fenómeno que não se verifica nos homens.
Aos leitores prometem quizes para avaliarem até quando vão viver com base nos seus comportamentos e personalidade, para saberem o que podem mudar. Leslie R. Martin duvida que alguma vez surja uma prescrição universal para a vida longa, mesmo que deposite as suas convicções nesta. "Muitas das coisas em que as pessoas pensam, como preocuparem-se com o rácio de ómega 3 nos alimentos que comem, acabam por ser distracções dos caminhos principais", conclui.

Marta F. Reis, Publicado em 24 de Março de 2011
in Jornal I

(Eu retirei este texto em Gastronomias)

segunda-feira, maio 30, 2011

OUTROS TEMPOS

segunda-feira, maio 30, 2011


De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola. Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns! Tivemos a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Para todos os outros que não têm a idade suficiente , pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.
Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.
Acreditam que 'Missão Impossível' e 'Anjos de Charlie', são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças.

Célia Santos
in Gastronomias

domingo, maio 22, 2011

SEU PENDRIVE TEM BLUTUFE?

domingo, maio 22, 2011


Estorinha bem bolada, mostrando a rapidez da modernidade, difícil, quase impossível, para as madurinhas e madurinhos acompanharem! Não deixem de ler!


Oswaldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
¬ Moça, vocês têm pendrive?
- Temos, sim.
¬ O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
- Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
¬ Ah, É como um disquete...
- Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.
¬ Ah, tá bom. Vou querer.
- Quantos gigas?
¬ Hein?
- De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?
¬ O que é giga?
- É o tamanho do pen.
¬ Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
¬ Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
- Dois, quatro, oito, dezesseis gigas...
¬ Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
- Neste caso, o melhor é levar o maior.
¬ Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
¬ Como?
- É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
¬ USB não é a potência do ar condicionado?
- Não, aquilo é BTU.
¬ Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
- USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
¬ Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?
- Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
¬ Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
- Quem sabe o senhor liga pra ele?
¬ Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar.
- Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, radio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
¬ Blu... Blu... Blutufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?
- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
¬ Pra que serve esse tal de blutufe?
- É para um celular comunicar com outro, sem fio.
¬ Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
- Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.
¬ Ah, e antes precisava fio?
- Não, tinha que trocar o chip.
¬ Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip...
- Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.
¬ Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
- Momentinho... Deixa eu ver... Sim, tem chip.
¬ E faço o quê, com o chip?
- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
¬ Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois
de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
- Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo aprende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
Oswaldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:
- Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pendrive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.
¬ Então tá, filho, papai está comprando o teu pendrive. De noite eu levo para casa.
Que idade tem seu filho?
¬ Vai fazer dez em março.
- Que gracinha...
¬ É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
- Certo, senhor. Quer para presente?

Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pendrive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um 'havy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Oswaldo. Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
-Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
¬ Teu celular tem entrada USB?
- É lógico. O teu também tem.
¬ É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pendrive e ouvir pelo celular?
- Se o senhor não quiser baixar direto da internet...

Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
¬ Sabe que eu tenho Blutufe?
- Como é que é?
¬ Bluetufe. Não vai me dizer que não sabe o que é?
- Não enche, Oswaldo, deixa eu dormir.
¬ Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
- Claro que lembro, Oswaldo. Hoje é bem melhor, né?
- Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem. E conexão USB também.
- Que ótimo, Oswaldo, meus parabéns.
¬ Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
- Ué? Por quê?
¬ Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado.
- Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
¬ Ué? A nossa estragou?
- Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
¬ Tudo isso?
- Tudo.
¬ A nova vai ter blutufe?
- Boa noite, Oswaldo, vai dormir que eu não aguento mais...

(o autor é desconhecido, mas pode ser algum de nós, ou alguém, que nasceu nos anos 50, 60,70, 80, até nos 90)

sexta-feira, abril 29, 2011

CASAMENTO REAL

sexta-feira, abril 29, 2011


Aqui, na zona de Lisboa, troveja e ao som deste barulho os pensamentos voam até Londres.
Sei que estamos em tempo de crise, em tempo de contenção de despesas, de consumismo. enfim, contenção mesmo. No entanto, o casamento real que deverá começar daqui a algumas horas ainda nos fazem sonhar e esquecer as agruras da vida. Sonhar não faz mal, mas custa pensar nos que não têm sequer um pouco de pão na mesa. Assim, há que esquecer tudo o resto e porque não sonhar com um casamento que será visto por milhões de pessoas, talvez a pensar como eu e a acreditar que é possível ultrapassar estes momentos maus.
Vai ser um momento histórico porque não é todos os dias que se casam principes deste calibre, ou seja, tão falados e acarinhados por todo o mundo, uma vez que a sua mãe ainda hoje é recordada com saudade e estou convencida que ela não estará presente fisicamente mas estará, com certeza, em espírito.
Casal bonito que espero sejam mais felizes do que os pais do principe.
Mas como nestas coisas há sempre uns brincalhões aqui fica um video a representar o casamento, ora vejam:

terça-feira, abril 26, 2011

RIO

terça-feira, abril 26, 2011


Ai, ai, ai, ai!!! Schiiiii à quanto tempo não venho aqui. Credo, um mês. É muito tempo e já tinha saudades de dar aos dedinhos no teclado, mas os afazeres domésticos e a neta ocupam-me a maior parte dele. Tenho de me organizar de outra forma, até porque queria ver outros blogues e nem tenho visto nada.
Hoje gostaria de vos falar de um filme que fui ver com a netinha e adorei, amei! É o novo filme de desenhos animados chamado RIO. Conhecem, não é? Pois acredito que sim, mas vale a pena ir ver mesmo que não tenham crianças. Para mim, está muito bem feito é mesmo estilo da Disney. Assim, sim, vale a pena ir ver.
Chamem-me lamechas ou o que quiserem, mas tenho a minha opinião, certo? Quem não viu, veja e depois diga-me o que achou.
E VIVA O RIO DE JANEIRO!!!

quinta-feira, março 24, 2011

PEDIDO DE DESCULPAS

quinta-feira, março 24, 2011

Peço desculpa aos meus leitores e ao escritor Mia Couto, mas o texto em baixo não é do Mia Couto, segundo um desmentido do próprio. Seja quem for o autor o texto merece ser divulgado. Obrigado.
Ana do Castelo