quinta-feira, novembro 02, 2006

DIA DE TODOS OS SANTOS

quinta-feira, novembro 02, 2006


Hoje, dia 1, é Dia de Todos os Santos, amanhã dia 2, é Dia de Finados. Há sempre quem faça confusão com estas datas. E uma destas confusões é precisamente por o dia 1 ser feriado e as pessoas aproveitarem para ir aos cemitérios pôr flores aos seus entes queridos que já deixaram esta vida. De qualquer maneira aqui vai a história deste dia:

O dia de Todos-os-Santos foi instituído com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/e paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).
Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus».
«A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;
quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».

Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus».

«Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade». Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):

«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos».

terça-feira, outubro 31, 2006

MARIDO SURDO

terça-feira, outubro 31, 2006


O marido está a ficar surdo e na volta acaba por ficar amuado comigo.
É que cá em casa televisões não faltam, portanto, ninguém se chateia com ninguém para ver o que quer que seja. Mas o busílis da questão é que o marido, na sala, põe a televisão alta para ouvir e assim não me consigo concentrar para ouvir a outra televisão no quarto. Resultado: digo-lhe que não é preciso ter a televisão tão alta e como devia estar virado do avesso, ou senão já deverá ser o senhor sono a rondá-lo, fica chateado e brinda-me com respostas e atitudes de crianças. Desliga a televisão diz que não quer ver mais nada, refila porque quando estou a ver televisão também está alta, não sei como, uma vez que está a ouvir pouco, enfim, cama com ele. Pronto, sossego na casa. Uma noite bem dormida e amanhã já nem se lembra do sucedido, ou antes, passa-lhe a "transmontana". (que raio de palavra, mas achei graça)
É preciso ter cá uma paciência!!!

sexta-feira, outubro 27, 2006

GOSTO DESTA...

sexta-feira, outubro 27, 2006


“A felicidade depende das qualidades próprias do
indivíduo e não do estado material do
meio em que se acha.”
(Allan Kardec)

quarta-feira, outubro 25, 2006

SABER ESPERAR...

quarta-feira, outubro 25, 2006


Pois o amanhã não foi possível. É que entretanto, trabalhei no fim de semana e folguei logo a seguir, ou seja, segunda e terça feira. Soube mesmo bem. Com o tempo que esteve não apetecia mesmo nada sair de casa.
Mas voltando então ao emagrecimento aqui na "chafarica".
Como é sabido, e tenho a impressão que muito poucas empresas fugiram ao alvo do tal emagrecimento de despesas, esta não fugiu à regra. E muitos dos colegas que começaram esta aventura, nós só existimos há 17 anos, foram escolhidos para sairem. Pessoas que nos cruzávamos todos os dias num bom dia ou numa boa tarde, e que apesar de não termos convivência pessoal, acabámos por nos tornar quase como uma família. Apesar de tudo, e de como eu oiço aí por fora tanta inveja entre colegas, não era ou não é o nosso caso a nível de direcção. Felizmente. Porque a nível administrativo o caso muda de figura. Mas chego à conclusão que em todo lado é assim, e principalmente quando são empresas um pouco maiores. Mas como não estou para aí virada, a minha direcção é mesmo para aquelas pessoas que nos fazem "falta". Que quando temos dúvidas, nos as sabem tirar, nos sabem informar, nos sabem até ouvir. E tanto quanto sei não fica por aqui.
Por enquanto, eu não estou em nenhuma lista de saída, mas nunca se sabe.
Logo nos primeiros dias foi um desasossego para se saber quem era convidado a sair ou não, estávamos todos em ebulição, mas agora a coisa acalmou. Primeiro é sempre o choque, depois cai-se na realidade e há que pôr as ideias no lugar e saber esperar sem "stress", não vale a pena, não resolvemos nada.
E por agora me fico.

sexta-feira, outubro 20, 2006

RESCALDO DE FÉRIAS

sexta-feira, outubro 20, 2006


Não sei o que se passa com a blogosfera ontem não consegui pôr uma foto. Que chatice. Há dias assim. Vamos lá ver se consigo pôr hoje.

Continuando com as minhas férias e depois da confusão que foi com os vidros partidos, lá consegui descansar.
Que férias mais chatas, como não tinha com quem sair fiquei estupidamnte a ver televisão. Depois claro, de fazer os trabalhos de casa inerentes a todas as mulheres, não é? Sim, porque se não fosse eu não se faziam as camas, não se limpava a casa, não se comia, enfim, o costume.
E agora pensando bem nem ler consegui. Eu que sou fanática pela leitura. Ah esta tenho de recuperar. Até porque hoje fiquei toda contente: consegui acabar a minha colecção de livros que saiu aqui no meu emprego, só me faltavam quatro e já os consegui. Agora já entendo a satisfação que um coleccionador tem ao conseguir mais uma peça, ou seja o que for, para a sua colecção. Oh yeh!
E para minha tristeza continuo sem computador em casa. SNIFF!! SNIFF!! Ai que raiva.
Hoje o dia não me está a correr nada bem. Ainda por cima tenho colegas a irem embora daqui.
Amanhã conto mais.

quinta-feira, outubro 19, 2006

VOLTEI...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Julgavam que eu tinha desaparecido? Não, não fugi. Foi só um tempinho de férias. Desculpai-me se não avisei. É que eu tenho um trabalho que quando aperta sufoca-me e o tempo foge. Mas cá estou outra vez e cheia de vontade de mexer os dedos pelo teclado.
Pois é, estive de férias, mas como uma boa parte dos portugueses, não deu para ir para lado nenhum. Fiquei em casa. O marido como vocês já sabem esteve um mês em casa doente, portanto não dava para meter férias agora, é assim quando se trabalha para si e com pouco para fazer, tem de se aproveitar tudo que aparece. A filha mais nova ainda na escola, também não podia faltar. Resultado: sózinha para ir passear não dava lá muito jeito, portanto fica-se no recato do lar. Ainda por cima o computador lá de casa ainda não está pronto. Que raiva!!!!
Mas julgam que estive este tempo todo sem peripécias??? Nááá!!!
Então não é que a meio da semana, já perto do pôr-do-sol (naquele dia ainda havia sol) já eu refastelada no sofá a ver televisão (o meu sofá está virado para a janela) e eis senão quando ouço um estalido e o vidro partiu. Alto, pensei eu, isto devem ser os miudos da rua que andam a brincar na praceta com pedras. Só pode. Nããã.
Quando fui ver tinha um buraquinho redondinho no vidro da sala. Fiquei piursa, ou seja, nada satisfeita, espreitei pela janela e não vi ninguém. Claro que se fosse um miúdo fugia logo, lógica da batata. Apesar de danada, voltei-me a sentar no sofá.
Passados uns quinze minutos, volto a ouvir novo estalido e barulho ainda maior, agora na cozinha, fui ver e tinha o vidro também partido, mas com um buraco maior. Bom assim, já não achei piada nenhuma. Perguntei ao vizinho debaixo que estava a arrumar caixas de sapatos na carrinha dele se tinha visto alguum miudo por ali e contei-lhe o sucedido, ele ficou muito surpreso porque não se tinha apercebido de nada. Enquanto falo com ele, ouço uma voz zangada de mulher a dizer que também tinha o vidro partido e o resto não percebi, mas entendi que ela também não tinha escapado. Aí já achei estranho, mais a mais que da maneira que o vidro da sala estava partido parecia de bala de chumbo. Chamei a polícia, até porque se queria que a companhia de seguros me pagasse os vidros teria de ter uma prova qualquer. Quando eles vieram expliquei-lhes tudo, mas eles não podiam fazer nada, pois eu não sabia quem era nem sequer desconfiava de quem pudesse ter sido, iam só tomar conta da ocorrência. Isto passou. Eram para aí umas oito e tal da noite, aparece-me a minha vizinha do segundo a andar a dizer que tinha também chamado a polícia e que tinham sido eles que lhe tinham dito que eu tb tinha dois vidros partidos.
Só que ela desconfiava de quem tinha sido.
Sintetizando: foram dois jovens que moram nos prédios em frente e que tinham uma pistola de brincar com bolas de plástico que servem de balas. Só que eles não sabiam que elas com a velocidade que vinham poderiam fazer tamanho estrago.
Em relação aos vidros ainda era o menos, só que a minha vizinha estava na cozinha a fazer o jantar e com outra pessoa sentada em frente a ela que levou com um pedaço de vidro na cara. Felizmente que não cortou, mas deu para aleijar e ficar com a cara um pouco inchada no sítio do embate.
Agora digo eu: já nem em casa se pode estar sossegado.
E por agora já chega de blábláblá!!!
Fiquem bem.

terça-feira, setembro 19, 2006

FUI ETIQUETADA

terça-feira, setembro 19, 2006

Já cheguei das minhas miragens de férias. Nem todos podem ter boas férias, né? Mas enfim como não sou tão pessimista assim, não estive doente o que já é muito bom. E quando cheguei fui dar uma voltinha nos meus blogues preferidos e tchan, tchan, tchan... fui etiquetada pela minha querida Pinky. Sendo assim, vamos lá ver como é que me vou desembaraçar de tamanha tarefa:

01 - Pote: sou um pouquinho avantajada, mas talvez por isso sou simpática (é o que dizem)
SOU SIMPÁTICA

02 - Anjo: não sou nenhum anjo, mas sou virada para a parte espiritual, dou mais importância ao amor, à amizade, essas coisas...
SOU AMIGA DO MEU AMIGO

03 - Peixes: o meu signo, mas não gosto de nadar em águas turvas, dou muito apreço à honestidade, à franqueza e detesto a mentira.
SOU FRANCA

04 - Carneiro: é o meu ascendente, e aqui salta a minha impulsividade e a minha teimosia, teimosia que já consigo controlar um pouco mais.
SOU TEIMOSA

05 - Bicho homem: são uns chatos mas não se passa sem eles (ou passará?...)
AINDA SOU APAIXONADA PELO MARIDO

06 - Panela: adoro petiscadas, comer é comigo, mas calma, não estou sempre a fazê-lo.
ADORO PETISCOS

E AGORA CÁ VÃO OS MEUS CONVIDADOS A ETIQUETAR-SE:

1. abelhices.blogspot.com
2. empantanas.blogspot.com
3. ooutroladodomundo.blogspot.com
4. ricardouk.blogspot.com
5. vejo-penso-sinto.blogspot.com
6. serecasaingel.blogspot.com

Bom e com esta me vou amanhã há mais para escrever.

sexta-feira, setembro 01, 2006

FÉRIAS ELAS AQUI ESTÃO...

sexta-feira, setembro 01, 2006


Mais hora e meia e estou de abalada. Férias. Como eu suspiro por elas, apesar de não ir para lado nenhum. Mas desligar-me disto vai fazer-me muito bem.

Vim aqui só para vos dizer que só cá estarei dia 18. No entanto, se o meu computador já estiver arranjado ainda aqui venho, nem que seja para dar um alô.

Beijos para todos os que têm a paciência de me ler.

terça-feira, agosto 29, 2006

LISBOA EM AGOSTO

terça-feira, agosto 29, 2006


Ainda estou a trabalhar, mas a minha mente está virada para FÉRIAS. Até aí já todos sabemos, mas o que não sabem é que este ano acabei por estranhar o trânsito na cidade de Lisboa. Nesta altura do ano, em Agosto, Lisboa costuma estar quase deserta, o que não aconteceu. Puxei pela massa cinzenta e chego à conclusão que a crise acaba por ser pior do que eu, ou todos nós, já sabíamos. O pessoal que ia para fora, nem que fosse dentro do País, ficou cá. Resultado, praias cheias na zona da grande Lisboa. Sei também que o turismo na capital aumentou. Na televisão até diziam que Lisboa estava na moda para o turista passear. De certo modo, ainda bem. O turismo faz sempre falta. E o que faz falta também é o português poder fazer o mesmo. Estou a ficar uma revoltada da sociedade. Credo! Mas é assim mesmo fico fula de não poder ir para fora. Há pessoas que não fazem questão nenhuma disso, ou porque não têm possibilidades, ou se as têm não ligam nenhuma. MAS EU LIGO. Acho que estou a ficar rabujenta como os miúdos pequenos, mas é só um desabafo. Ainda hei-de arranjar maneira de sair um pouco daqui. Este ano já não. Melhores dias virão.

terça-feira, agosto 22, 2006

FÉRIAS

terça-feira, agosto 22, 2006


Estou a precisar de férias. Elas fazem falta a qualquer comum dos mortais. Uma paradinha no trabalho é ouro sobre azul. Ai, ai. Já falta pouco, mas até esse pouco, neste momento, parecem meses.

Este ano ainda não hei-de ir aonde a minha vontade grita: Brasil. Espero para o ano lá estar, ainda não sei. Apesar de estarmos num país europeu, onde os países do chamado terceiro mundo acham que todos somos muitos ricos, o que eu acho é que somos umas ricas pessoas, não há dinheiro que resista até ao fim do mês. Resumindo: não há poupanças que resistam à ida para o estrangeiro. Mas a vontade é soberana e quem sabe se para o ano a tal vontade não consegue virar a página da poupança.

Por agora devo só andar aqui pela nossa zona lisboeta. Mas como sou crente às vezes quem sabe se não terei alguma surpresa boa? Esperemos!

quarta-feira, agosto 16, 2006

MAIS UM AVARIANÇO....

quarta-feira, agosto 16, 2006

Estamos em tempo de férias e eu ainda hei-de as ter. Mas para cúmulo dos cúmulos tenho o computador de casa outra vez avariado. E só no emprego posso mexer aqui no meu blogue, o que é uma chatice pois não tenho tanto tempo como quero e não posso blogar. E com as histórias dos blogues já repararam que acabamos por formar novas palavras como esta que eu pus agora "blogar". A língua é muito engraçado se pegarmos nas palavras e brincarmos um pouco com elas. Mas estou a desviar o assunto, o meu problema é postar quando quero até o computador de casa estiver outra vez ok. E a culpa é do Ricardo, pois estava a ler o blogue dele quando o meu foi ao ar. Não é nada!!! Calhou só estar a ler o blogue dele quando o computador decidiu parar. Por agora me vou. Fui

sexta-feira, agosto 11, 2006

SHAKIRA

sexta-feira, agosto 11, 2006

Estava a ouvir esta canção e pensei: porque não pôr num post?
Tenho o maior respeito por esta miúda que apesar da fama não se deixou seduzir por ela. E como? Eu conto um pouco a sua história. Não, não vou pôr aqui a sua biografia, sómente dizer que ela tem uma fundação chamada: "Fundação Pés Descalços", onde promove a educação e ajuda nas necessidades mais básicas os meninos de pés descalços, tenta tirá-los da rua para não cairem na prostituição, na criminalidade e também não unirem-se aos guerrilheiros. Neste momento, ela é embaixadora do seu país, a Colombia, na UNICEF e é a representante mais nova desta instituição.

É obra, não acham?



E aqui vai a letra:

Hips Don't Lie

Ladies up in here tonight
No fighting, no fighting
We got the refugees up in here
No fighting, no fighting

Shakira, Shakira

I never really knew that she could dance like this
She makes a man wants to speak Spanish
Como se llama,si, bonita,si, mi casa, su casa

Oh baby when you talk like that
You make a woman go mad
So be wise and keep on
Reading the signs of my body

And I'm on tonight
You know my hips don't lie
And I'm starting to feel it's right
All the attraction, the tension
Don't you see baby, this is perfection

Hey Girl, I can see your body moving
And it's driving me crazy
And I didn't have the slightest idea
Until I saw you dancing

And when you walk up on the dance floor
Nobody cannot ignore the way you move your body, girl
And everything so unexpected - the way you right and left it
So you can keep on taking it

I never really knew that she could dance like this
She makes a man wants to speak Spanish
Como se llama,si, bonita,si, mi casa, su casa
Shakira, Shakira

Oh baby when you talk like that
You make a woman go mad
So be wise and keep on
Reading the signs of my body

And I'm on tonight
You know my hips don't lie
And I am starting to feel you boy
Come on lets go, real slow
Don't you see baby asi es perfecto

Oh I know I am on tonight my hips don't lie
And I am starting to feel it's right
All the attraction, the tension
Don't you see baby, this is perfection
Shakira, Shakira

Oh boy, I can see your body moving
Half animal, half man
I don't, don't really know what I'm doing
But you seem to have a plan
My will and self restraint
Have come to fail now, fail now
See, I am doing what I can, but I can't so you know
That's a bit too hard to explain

Baila en la calle de noche
Baila en la calle de día

Baila en la calle de noche
Baila en la calle de día

I never really knew that she could dance like this
She makes a man wants to speak Spanish
Como se llama,si, bonita,si, mi casa, su casa
Shakira, Shakira

Oh baby when you talk like that
You know you got me hypnotized
So be wise and keep on
Reading the signs of my body

Senorita, feel the conga, let me see you move like you come from
Colombia

Mira en Barranquilla se baila así, say it!
Mira en Barranquilla se baila así

Yeah
She's so sexy every man's fantasy a refugee like me back with
the Fugees from a 3rd world country
I go back like when 'pac carried crates for Humpty Humpty
I need a whole club dizzy
Why the CIA wanna watch us?
Colombians and Haitians
I ain't guilty, it's a musical transaction
No more do we snatch ropes
Refugees run the seas 'cause we own our own boats

I'm on tonight, my hips don't lie
And I'm starting to feel you boy
Come on let's go, real slow
Baby, like this is perfecto

Oh, you know I am on tonight and my hips don't lie
And I am starting to feel it's right
The attraction, the tension
Baby, like this is perfection

No fighting
No fighting

quinta-feira, agosto 10, 2006

VIVER

quinta-feira, agosto 10, 2006


Mandaram-me este poema de Luis Fernando Veríssimo que se chama "Viver". Gostei tanto que não podia deixar de partilhar com quem me lê.
Aqui vai:

Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.

Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.

Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.

E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem; você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Conversa é melhor do que piada.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Economia é melhor do que dívida.

Pergunta é melhor do que dúvida.

Sonhar é melhor do que nada.

quarta-feira, agosto 09, 2006

SESSENTA E NOVE...

quarta-feira, agosto 09, 2006


É o meu post 69. Muito sugestivo, não é? E então pensei porque não me lançar nele? Há que dar asas à imaginação. Eu fui habituada ao pudor no sentido lacto da palavra. Estou-me a lembrar que ainda hoje a minha mãe quando está a ver televisão e vê um beijo mais prolongado começa logo a barafustar e a dizer que aquilo toda a gente já sabe o que é, e não é preciso ver-se na televisão, até se possível volta a cara até a cena desaparecer ou mudar de feição. Bom, se for uma cena mais ousada então cai o carmo e a trindade. Que é uma vergonha, que aquilo só se faz às escondidas, enfim. TABU!!! Cresci assim no meio do segredo de saber o que era o SEXO. Valeu-me a escola, as amigas que se fazem na adolescência e que nos vão contando alguma coisa. Estou-me a recordar o choque que tive quando soube pela primeira vez como se fazia sexo. Arrrg que horror!!! Santa ingenuidade da altura. Íamos todas para o casamento quase como se ia para o cadafalso. E aqui era importante o papel do homem. Se era meigo tudo bem, a mulher ia-se habituando aos poucos e ficava a saber que o sexo não era assim tão mau. Se o homem era bruto, a mulher ficava traumatizada para o resto da vida. Bom, não me posso queixar. Apesar de ter umas luzinhas, que na altura já eram umas boas luzes tive um bom professor como marido. Eh não pensem que vou contar intimidades, suas cabeças sujas....
Não, não vou. O que é importante é o amor, o respeito, o carinho, a amizade, a confiança e saber compreender o outro, e principalmente saber conversar, é muito importante que o casal não deixe de conversar. Claro que um casamento não se faz só de rosas tem que se compreender que são duas pessoas com feitios diferentes cada uma, com hábitos também diferentes, e que de um momento para o outro se veem juntas e se tentam adaptar. Não é fácil, mas também nada de tão difícil que não se ultrapasse. E aqui é o Amor que impera para que tudo corra bem.

domingo, agosto 06, 2006

ENYA

domingo, agosto 06, 2006

Ora bem estou numa de música. Não quer dizer porém que passe a pôr música em todos os posts, mas esta não podia de cá deixar pôr. É das mais favoritas que eu tenho. Dá-me paz de espírito, tranquilidade e relax. E qual é? Só poodia ser a Enya em "anywhere is". Vale a pena ouvir depois digam lá que não é bonita? Ah! e para que não possam dizer que não conseguem acompanhar a canção a letra está logo por baixo. Fixe???




Anywhere Is


I WALK THE MAZE OF MOMENTS
BUT EVERYWHERE I TURN TO
BEGINS A NEW BEGINNING
BUT NEVER FINDS A FINISH
I WALK TO THE HORIZON
AND THERE I FIND ANOTHER
IT ALL SEEMS SO SURPRISING
AND THEN I FIND THAT I KNOW

YOU GO THERE YOU´RE GONE FOREVER
I GO THERE I´LL LOSE MY WAY
IF WE STAY HERE WE´RE NOT TOGETHER
ANYWHERE IS

THE MOON UPON THE OCEAN
IS SWEPT AROUND IN MOTION
BUT WITHOUT EVER KNOWING
THE REASON FOR ITS FLOWING
IN MOTION ON THE OCEAN
THE MOON STILL KEEPS ON MOVING
THE WAVES STILL KEEP ON WAVING
AND I STILL KEEP ON GOING

YOU GO THERE YOU´RE GONE FOREVER...

I WONDER IF THE STARS SIGN
THE LIFE THAT IS TO BE MINE
AND WOULD THEY LET THEIR LIGHT SHINE
ENOUGH FOR ME TO FOLLOW
I LOOK UP TO THE HEAVENS
BUT NIGHT HAS CLOUDED OVER
NO SPARK OF CONSTELLATION
NO BEAR AND NO ORION

THE SHELLS UPON THE WARM SANDS
HAVE TAKEN FROM THEIR OWN LANDS
THE ECHO OF THEIR STORY
BUT ALL I HEAR ARE LOW SOUNDS
AS PILLOW WORDS ARE WEAVING
AND WILLOW WAVES ARE LEAVING
BUT SHOULD I BE BELIEVING
THAT I AM ONLY DREAMING

YOU GO THERE YOU´RE GONE FOREVER...

TO LEAVE THE THREAD OF ALL TIME
AND LET IT MAKE A DARK LINE
IN HOPES THAT I CAN STILL FIND
THE WAY BACK TO THE MOMENT
I TOOK THE TURN AND TURN TO
BEGIN A NEW BEGINNING
STILL LOOKING FOR THE ANSWER
I CANNOT FIND THE FINISH
IT´S EITHER THIS OR THAT WAY
IT´S ONE WAY OR THE OTHER
IT SHOULD BE ONE DIRECTION
IT COULD BE ON REFLECTION
THE TURN I HAVE JUST TAKEN
THE TURN THAT I WAS MAKING
I MIGHT BE JUST BEGINNING
I MIGHT BE NEAR THE END

MUSIQUINHA

Já não sei quantas vezes tentei pôr aqui uma musiquinha. Será que foi desta vez? Espero que sim. E tinha de começar com a Anastacia. Então cá vai...




Anastacia - Left Outside Alone

All my life I’ve been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It’s not okay I don’t feel safe

I don't feel safe
Ooooh

Left broken empty in despair
Wanna breath can’t find air
Thought you were sent from up above
But you and me never had love
So much more I have to say
Help me find a way

And I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it’s cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone

Until you
All my life I’ve been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It’s not okay I don’t feel safe
I need to pray

Why do you play me like a game?
Always someone else to blame
Careless, helpless little man
Someday you might understand
There’s not much more to say
But I hope you find a way

Still I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it’s cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone

Until you
All my life I’ve been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It’s not okay I don’t feel safe
I need to pray

Ooooh
Help me father (Ooooh)
Please (Help me father)
Save Me (Oooh save me)
Oooooooh Ooooooooh

And I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it’s cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone

I say, I say I wonder if you now
How it really feels (how it feels?)
To be left outside alone
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone

All my life I’ve been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It’s not okay I don’t feel safe
I need to pray

sábado, agosto 05, 2006

DONA EMÍLIA

sábado, agosto 05, 2006

Ufa! Já estou bem, nem eu própria sei o que me aconteceu, mas já passou. Ponto final parágrafo.
Ontem sexta feira estive cheia de serviço nem deu para escrever nada, mas cá estou hoje outra vez, no meu quintal, sem rede, com muito calor mas muito mais descansada.

Ontem tentei variar aqui o meu jardim com outras coisas, mas não consegui, mas hei-de aprender e pôr aqui umas musiquinhas. É que eu gosto muito de música, de ler e se for perto do mar ainda melhor, é que a música e o mar fazem-me sempre muita falta.

Ultimamente tenho saído muito pouco e estou quase a sentir-me freira. Acho que nos tempos que correm nem as freiras estão tão enclausuradas. Resumindo acho que estou a precisar urgentemente de férias. Mas hão-de chegar já faltou mais.

Acho que no fundo, lá no fundo mesmo estou bastante triste. Faleceu a mãe de uma amiga minha. Não tem nada de extraordinário uma vez que não é da minha família, mas para mim é como se fosse, passei alguns natáis com ela quando não tinha ninguém da familia cá.

O meu marido andou uns tempos a trabalhar lá fora, ou seja, andava a trabalhar num barco de pesquisa oceanográfica e chegava a estar dois meses fora. Só que uma das vezes coincidiu com o Natal e na mesma altura tinha a minha irmã e a minha mãe em Angola. Resultado, foi na casa da minha colega que lá passei essa festividade com os pais dela e com as minhas filhas. A minha filha mais pequena tinha na altura um ano ou ano e meio e essa senhora, que para mim vai ser sempre a dona Emília, pegava na minha filha como se fosse neta dela e isso eu não esqueço. Era daquelas pessoas muito doces de que todos gostamos. Ficará sempre na minha memória e no meu coração. PAZ À SUA ALMA

Bolas até já tenho lágrimas nos olhos. Eu que nunca consigo chorar nos funerais fico sempre com um nó na garganta, mas depois caio para o lado. Pronto, já chega de coisas tristes. Por muito que me custe a vida continua e a saudade dela também vai ficar.

quarta-feira, agosto 02, 2006

MAIS UM DIA

quarta-feira, agosto 02, 2006

Era para pôr aqui outra coisa, talvez uma gracinha, mas de tarde não me senti muito bem e já não me apeteceu. Fica para amanhã se eu estiver melhor. Passei o dia muito bem e ao fim da tarde começo a ver tudo a andar à roda e não havia meio de parar, até tive de me agarrar à secretária para não cair. Fui à Farmácia medir a tensão, estava um pouco alta mas nada que me pudesse fazer aquilo. Não sei o que foi, mas há-de passar. Já estou em casa e já tomei um comprimido para relaxar. Espero que daqui a um bocado já esteja bem. Preciso de descanso, acho que é isso que me está a faltar. E as férias são só para Setembro, ainda falta um pouquinho. Mas não há-de ser nada. No meu post de amanhã já estou outra. Agora vou para os meus aposentos castelares, só não tenho é uma aia para me fazer companhia, vou descansar que amanhã é outro dia.

terça-feira, agosto 01, 2006

FIM DE SEMANA

terça-feira, agosto 01, 2006

Uih já cá estou. Só não escrevi nada ontem porque tive muito que fazer. É que estar quatro dias fora é complicado e quando a colega que não corta jornais está de fim de semana ainda pior. Quando chego são os jornais de fim de semana e mais os do dia. É obra. Mas cá estou para vos contar a minha jornada.

Quinta feira - Relax. Tinha de ser, depois de quase duas semanas a trabalhar de seguida soube mesmo bem.
Sexta feira - Toca a preparar tudo que a irmã fazia 50 anos e convidou-nos para lá ir jantar ao Cartaxo. Fiquei "besta" ou mais concretamente admirada por o meu marido querer ir lá jantar. Devia estar um burro para morrer. É que ficar lá o fim de semana ainda vá que não vá, agora umas horitas? Bem lá fomos e tive uma surpresa. Quando cheguei tinha lá uma tia que já não via há uns tempos e que por casualidade faz anos no dia a seguir à minha irmã. Bom, antes da meia noite cantámos os parabéns à mana e depois da meia noite cantámos à tia. Dois em um. Foi muito agradável, só faltou o meu sobrinho, que chega amanhã da Austria onde esteve a tirar um curso, e a minha filha mais velha que não pôde ir. De resto estava a família mais cheegada, conversa e mais conversa cheguei a casa às duas da manhã.
Sábado - Dia de compras. As mulheres são mesmo assim, todas as semanas a armazenar para a semana seguinte não faltar nada em casa.
Domingo - Bem aqui ia-me passando é que o marido tinha dito à minha irmã que lá íamos almoçar, mas quando acordou, devia estar com os azeites, não sei bem, não quis ir. Mandou-me telefonar a ela a dizer que não ia. Mas se eu quisesse ir para ir. Ora bem, não pensei duas vezes e disse logo que ia com a filha mais velha. Essa no domingo já podia lá ir. E fomos. As duas filhas, o genro e a neta. Todos para o Cartaxo e marido em casa. Oh yeh!
E foi muito agradável, juro que se pudesse ficava por lá. Estava uma tarde fabulosa com calorzinho, mas com um ventinho super agradável. A neta enfiada numa piscina de plástico que pusemos com água ao sol para ficar quentinha. E agora para ela sair de lá. Aí é que foi difícil, mas lá conseguimos tirá-la e viemos embora.
Segunda feira - Dia de trabalho. Snif, snif, snif...

Pronto e cá estamos para mais um dia laboral.
Ah mais uma coisinha, D. Angelita, o ser simpática não quer dizer que não seja tímida, ok?

quinta-feira, julho 27, 2006

AMIZADE

quinta-feira, julho 27, 2006


É engraçado como se podem fazer amizades sem se conhecerem as pessoas do outro lado. São as novas tecnologias as culpadas desta nova fase da vida das pessoas. E eu que sempre fui muito tímida e metida na minha concha, o que não quer dizer que não tenha amigas, vejo-me com a concha mais aberta do que é costume. Vejamos, ou antes deixem-me contar.

Já todos sabem por estes meus pots que trabalho num jornal, até aqui não é segredo, e também sabem que trabalho ao pé da T´ralha. E foi ela que, sem querer, me fez ir visitar o seu blogue que por sua vez fui encontrar duas pessoas que também sem quererem são neste momento para mim como se fossem já duas grandes amigas, falo da minha afilhadinha Mary e da Pinky.
Estive aí durante uns tempos que me sentia muito em baixo e posso agradecer-lhes que só com seus comentários, uma vez que não nos conhecemos pessoalmente, havemos de lá chegar, puseram-me bastante para cima. E isso eu agradeço às duas aqui publicamente.

Minhas queridas se eu perguntar a uma pela outra não pensem que vos quero controlar, nem pensar, só fico um pouco preocupada e só quero saber se estão bem. Acho que é um defeito por ser mãe e também por já gostar muito das duas.

Obrigado minhas queridas e que Deus vos dê tudo de bom como eu desejo para as minhas filhas.
Beijos grandes desta que vocês podem considerar já como vossa amiga.

quarta-feira, julho 26, 2006

SABEDORIA

quarta-feira, julho 26, 2006


O mais importante da vida não é saberes onde estás, mas sim para onde vais.(Goethe)

segunda-feira, julho 24, 2006

TRABALHO E FOLGAS

segunda-feira, julho 24, 2006


Estou a precisar de férias. Trabalhei o fim de semana e só vou folgar na quinta e na sexta, mas é de propósito, porque assim fico colada ao fim de semana e sempre se ganha quatro diazinhos. Estas folguinhas estão mesmo a fazer-me falta. Preciso de passear, de andar um pouco, de liberdade, de respirar. Enfim, de dar às asas do pensamento, de me desligar do "stress". Vai ser complicado, porque em geral nunca consigo fazer um fim de semana à minha maneira, mas tento sempre ajeitá-lo à minha medida. Por exemplo, este fim de semana a minha irmã faz anos e de certeza que vai querer que a gente lá vá. Lá vai um dia para o beléléu. E perguntam-me vocês, o que é que queres fazer? E aí eu respondo: "quero ir para a praia, para poder andar, ler e fazer o que bem me apetecer". Chegar a casa com tempo para cozinhar, até se possível fazer petiscos, adoro petiscos, e a minha filha pequena também gosta. Muitas vezes faço só para as duas. Se é inverno, um chouriço assado calha muito bem, se é verão lá vão uns caracolinhos e de vez em quando um geladinho.

Mas voltando ao fim de semana. Este por exemplo, foi de loucos. Além de ter ido trabalhar a minha vizinha adoeceu. Na sexta bateu-me à porta para saber se eu tinha comprimidos para as dores. No sábado, estava a levantar-me toca-me à porta para saber a que horas abre o Centro de Saúde. Disse-lhe para esperar que eu ia lá com ela só precisava de tomar banho, disse-me que não queria, ia lá de táxi. Tomei banho e lá fui ter com ela, quando lá cheguei já tinha saído. Vim para casa e bati-lhe à porta, já estava deitada e o médico disse-lhe que ela tinha a garganta toda inflamada resultado de ter andado a tomar banhos de água fria (é que ela tem o esquentador avariado). Ralhei com ela porque se queria tomar banho vinha a minha casa não tinha necessidade de tomar banho frio. Ficou prometido à noite fazer-lhe canja. Assim foi quando cheguei, quase às nove da noite, fiz-lhe a canja e fui levar-lha. Felizmente que eu lha fiz pois foi só o que ela comeu durante o dia seguinte. Tenho vocação de missionária está visto.

Agora me digam preciso ou não de férias???

domingo, julho 23, 2006

GIANFRANCESCO GUARNIERI

domingo, julho 23, 2006


Como fã de tudo o que é brasileiro não podia deixar aqui de passar em branco mais uma morte de um actor brasileiro. Gianfrancesco Guarnieri. Um actor muito conhecido do povo português atraves das telenovelas, mas que lendo a sua biografia vê-se uma vida cheia de não só de novelas como de teatro, de livros (ele também era dramaturgo), etc. Assim sendo aqui vai um cheirinho deste grande actor.

Gianfrancesco Guarnieri deixa palco da vida aos 71 anos. O actor e dramaturgo brasileiro morreu ontem vítima de cancro. Guarnieri foi internado na sequência de uma crise renal, quando rodava a telenovela "Belíssima", de Sílvio de Abreu, actualmente em exibição na SIC. Era conhecido do público português pela sua participação nas telenovelas "Cambalacho" (1986), "Mulheres de Areia", "Terra Nostra" e, mais recentemente, "Esperança". Nos últimos anos, Guarnieri entrou também nas telenovelas Metamorphoses (2004) e Vidas Cruzadas (2000), da Rede Record. Nascido em Milão, a 6 de Agosto de 1934, Guarnieri escreveu mais de 20 peças de teatro, além de episódios e séries de televisão, refere o jornal O Globo. Era filho de um maestro e de uma harpista italianos, que emigraram com a família para o Rio de Janeiro em 1937, fugindo a perseguições políticas. PAZ À SUA ALMA.

sábado, julho 22, 2006

LIBERDADE

sábado, julho 22, 2006








Toda a geração ridiculariza a moda antiga, mas segue religiosamente a nova...(Thoreau)

quinta-feira, julho 20, 2006

SENTIMENTOS

quinta-feira, julho 20, 2006


Se um coração é grande, nenhuma ingratidão o fecha, nenhuma indiferença o cansa. (Leon Tolstoi)

quarta-feira, julho 19, 2006

HOMENAGEM A RAUL CORTEZ

quarta-feira, julho 19, 2006


Morreu Raul Cortez. Um actor com "A" grande. A notícia chocou todos aqueles que o conheciam através do seu trabalho. Com 73 anos, faleceu de cancro no aparelho digestivo e o seu corpo será cremado conforme seu desejo. Um dos mais conhecidos actores brasileiros, Raul Cortez iniciou a sua actividade na televisão brasileira em 1955, tendo participado desde então em muitas telenovelas. A última participação foi na telenovela "Senhora do Destino" (2004) , onde interpretava o personagem Barão de Bonsucesso. Como calculam não vou pôr aqui a sua biografia por ser grande, mas pequena para o tamanho e gabarito de tão excelente actor. Esta é só uma pequena homenagem que lhe posso fazer. Se ele me está a ver compreenderá. PAZ À SUA ALMA.

BEIJÓS

Outro dia quando entrei no "site" do "blogger" olhei para a lista que estava a passar dos mais recentes malucos da nossa área. Então entrei num que dizia que era natural de Beijós. Como nunca tinha ouvido falar de semelhante aldeia, vila ou cidade, julguei que era brincadeira do jeitoso. Afinal não era fui à procura na net e então não é que Beijós é uma freguesia lá para os lados de Viseu? Pois é há sempre que aprender e ainda mais sendo nosso. Então aqui vai:
Beijós é sede de freguesia, fica situada na Estrada que vai de Oliveirinha a Viseu (via São Gemil), a 12 Km do Carregal do Sal, sendo muito remotas as suas origens.
É povoação essencialmente agrícola, com as ribeiras e ribeiros fertilizando os seus campos, muito produtivos.
Da sua história pouco se sabe, fez parte do extinto concelho de Oliveira do Conde, está referenciada em antigos documentos. A sua antiguidade não oferece dúvidas, bastando olhar, a par de algumas casas abrasonadas, o seu velho casario, as ruas e ruelas, espelhando-se na Ribeira que a atravessa e divide em duas partes. Existe também um pequeno monte, a que se chama «Outeiro do Castelo», onde existem ainda vestígios de uma antiga fortaleza, de natureza e traçado difícil de determinar e de cuja história nada se conhece. O povoado tem um arco e uma ponte sobre a Ribeira (Vale da Loba) que tudo leva a crer sejam de construção romana.
Alguns achados arqueológicos mais recentes, vieram confirmar as origens romanas deste aglomerado populacional.
No lugar das Chãs, foi encontrada, por um agricultor, uma pedra com uma inscrição latina inédita, a cerca de 50 metros de dois túmulos, cavados na rocha, em cabeços diferentes.
A pedra em mármore, com parte desaparecida, do lado direito e desgastada na parte inferior, tem uma decoração muito bela, combinando adornos geométricos e vegetais. A legenda que apresenta é a seguinte:
«AVRELIO (...) PANIANO (...) ALBVRA (...)MARITO ET SIBI». A tradução seria «Albura dedica ao marido Aurélio Paniano e a si».
É possível, porém, que outros dizeres figurassem da lápide, que seria de um túmulo romano, possivelmente, do tempo do imperador Trajano (fins do século I e início do século II D.C.), dado o tipo de letra, capital quadrado e bem desenhado.
Beijós tem uma Igreja muito bonita e espaçosa, devotada a São João Batista, é no entanto simples, com dois altares laterais de alguma riqueza artística.
É de assinalar também, uma capela, situada junto à estrada que atravessa a povoação, antiquíssima, de extraordinário interesse artístico, mormente da sua frontaria, hoje desactivada e em estado de conservação deplorável, foi devotada à Senhora das Areias e terá sido pertença dos Cortes Reais, célebres navegadores portugueses dos finais do século XV.

Ora aqui está uma idéia para as férias. Temos igrejas tão bonitas que realmente muitas vezes nos esquecemos do que temos por cá.

segunda-feira, julho 17, 2006

JANTAR FALHADO

segunda-feira, julho 17, 2006


Bolas e rebolas! Então não é que fui faltar ao jantar que eu mais queria ir esta semana? A culpa também é deste calor maldito que já faz andarmos às aranhas por um pouco de fresco. Sexta à noite estava tanto calor que não dormi quase nada, o marido mal disposto com os comprimidos que a médica lhe deu e eu não parava com o calor. Claro que no sábado acordei mal disposta, com uma ansiedade que não sei onde fui buscá-la. Ainda por cima sou hipertensa, tive de tomar dois comprimidos, quando se deve tomar só um, tal era a má disposição. Óbvio que não ia naquele estado para o jantar. E se não me sentisse bem? Era chato. Assim, telefonei à Pinky e ficou para outra altura. Mas que aborrecido, eu que até durante a semana parecia uma miúda, quase aos pulos, e depois uma coisa chata daquelas. Que raiva!!! Meninas não se esqueçam de mim, para a próxima eu também quero ir. Não fiquem chateadas comigo, está bem???

sexta-feira, julho 14, 2006

LENDA DOS SETE AIS

sexta-feira, julho 14, 2006


Esta lenda, tal como o nome indica, é referente à zona de Seteais e não poderia deixar de a pôr aqui. Pelo-me por uma boa história e principalmente por lendas. Mas isso já vocês sabem.

Esta é uma lenda estranha que está na origem do nome de um local do concelho de Sintra e que remonta a 1147, data em que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos Mouros. Destacado para ocupar o castelo de Sintra, D. Mendo de Paiva surpreendeu a princesa moura Anasir, que fugia com a sua aia Zuleima. A jovem assustada gritou um "Ai!" e quando D. Mendo mostrou intenção de não a deixar sair, outro "Ai!" lhe saiu da garganta. Zuleima, sem lhe explicar a razão, pediu-lhe para nunca mais soltar nenhum grito do género, mas ao ver aproximar-se o exército cristão a jovem soltou o terceiro "Ai!". D. Mendo decidiu esconder a princesa e a sua aia numa casa que tinha na região e querendo levar a jovem no seu cavalo, ameaçou-a de a separar da sua aia se ela não acedesse e Anasir deixou escapar o quarto "Ai!". Pouco depois de se instalar na casa, a princesa moura apaixonou-se por D. Mendo de Paiva, retribuindo o amor do cavaleiro cristão que em segredo a mantinha longe de todos. Um dia, a casa começou a ser rondada por mouros e Zuleima receava que fosse o antigo noivo de Anasir, Aben-Abed, que apesar de na fuga se ter esquecido da sua noiva, voltava agora para castigar a sua traição. Zuleima contou a D. Mendo que uma feiticeira lhe tinha dito que a princesa morreria ao pronunciar o sétimo "Ai!". Entretanto, Anasir curiosa pela preocupação da aia em relação aos seus "Ais", exprimiu o quinto e o sexto consecutivamente, desesperando a sua aia que continuou a não lhe revelar o segredo. D. Mendo partiu para uma batalha e passados sete dias foi Aben-Abed que surpreendeu Anasir, que soltou o sétimo "Ai!", ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria no peito. Enlouquecido pela dor, D. Mendo de Paiva tornou-se no mais feroz caçador de mouros do seu tempo.

quinta-feira, julho 13, 2006

SEM INSPIRAÇÃO

quinta-feira, julho 13, 2006


Estou a ficar sem inspiração. Fiquei três dias sem net e nem sei porquê. No trabalho é difícil escrever seja o que for. E estou a ficar baralhada ou será atrapalhada? Não sei bem, só sei que o marido em casa é dose. Não que me incomode, mas sim porque se tem de lhe dar mais atenção. Ou é as refeições, ou um remédio que falta, ou porque se não lhe damos mais atenção já não gostamos de estar com ele, enfim mil e uma coisas que quando se está cansado não é muito agradável. Mas não me posso queixar. Felizmente que me deixa fazer o que quero. Sim porque cá em casa quem manda sou eu. Isso é que era bom não ser eu a mandar. Ele só pode dar opinião, a resolução final é minha. Talvez por isso mesmo ele está mal habituado. Então não é que o bichinho para se vestir tenho de ser eu a preparar-lhe a roupa? Mas tem de ser senão sua Excelência vai para a rua com a primeira coisa que vem à mão e depois parece um palhaço. Como já aconteceu, por breves minutos. Eu conto!
No dia que nos casámos, mais propriamente em Setembro, e ainda está calor, eu vinha do cabeleireiro e ele ia sair só para beber café, encontrámo-nos no hall de entrada do prédio. E quando eu olho para ele nem queria acreditar, ele tinha umas calças aos quadrados azul escuro e verdes (também escuro), uma camisa de flanela aos quadrados em tons de castanho e para compôr o ramalhete um casaco de manga comprida aos quadrados em tons de verde azeitona e cor de tijolo, tudo roupa de inverno. Eu não queria acreditar, desatei-me a rir e logo por azar a minha vizinha do lado também ia a sair e quando o viu olho-o de alto a baixo e fez um sorriso. Eu se tivesse um buraco tinha-me metido, ainda lhe perguntei se ia assim e a resposta foi uma pergunta: estou vestido não estou? Claro que estava, mas só para ir ao circo. Bom, mas lá foi ao café (e ainda estou para saber se alguém não se riu também como eu) e quando veio vestiu-se como deve ser. Ai, homens pá, homens.

segunda-feira, julho 10, 2006

ESTÃO-ME A IR AO BOLSO

segunda-feira, julho 10, 2006

O meu fim de semana até foi melhorzinho do que eu esperava. O marido pior não está e deu para fazer as compras semanais no sábado. Realmente, nós mulheres, seremos as eternas formiguinhas humanas, sempre a acartar para a despensa. No domingo, deu para descansar no sofá a tarde inteira, que bom!!!
Hoje, segunda feira já tive dose de chatice. Nada de especial, mas que dá uma vontade enorme de chamar todos os nomes impróprios ao governo lá isso dá. Então não é que fui com o marido à "Caixa", como costumávamos chamar ao actual Centro de Saúde, para ele ser consultado, até aqui tudo bem, no fim pedi à médica que me passasse uma receita de um medicamento que eu já não tinha. Até aqui também tudo bem. Só quando cheguei à recepção para me porém os selos do Centro para validarem a receita, pediram-me o dinheiro da consulta. Ora eu não fiz nenhuma consulta, só o marido e que pagou para a ter. Eu simplesmente pedi uma receita que não tinha, resposta da mulher: "há mas como a médica teve de ir ver o seu dossier tem de pagar consulta na mesma". Nem sabem os sapos que tive de engulir. É que a mulher não tem culpa das normas do Ministério da Saúde, mas lá que me apetecia despejar o verbo ai isso apetecia.

quarta-feira, julho 05, 2006

ORDEM NO DIA

quarta-feira, julho 05, 2006


Pronto a questâo do marido está arrumada. Já se sabe o que é e não há mais nada a fazer. Só esperar que o tratamento faça efeito. Ponto final parágrafo.
Agora a filha maior, que até trabalha ao pé de mim, é que anda muito preguiçosa. Começou o abelhices dela primeiro do que o meu castelo e não tem escrito nada. É pena, porque quando ela quer até escreve mais ou menos. E quando não quer sai melhor. Contigências da vida é capaz de me dizer ela. E eu tenho pena. Porque ela está a fazer coisas, que apesar de não desgostar, não é lá muito bem o que ela queria. Por exemplo, tem muito jeito para o desenho.
Tenho um desenho dela emoldurado no meu hall de entrada, que ela dizia que era horrível, mas que depois de lhe pôr a moldura ela até gostou. É um quadro muito simples: uma foca numa rocha a olhar para o céu, mas eu gostei muito e ele lá está para a posteridade, eheheheh. Chegou a começar um quadro que era uma cópia do cartaz do filme "Dança com os lobos" para o marido. Não acabou e agora não quer acabar diz que tem um mau pressentimento se o acabar. Pronto, com esta sensibilidade não há nada a fazer, se ela acha isso, pois que não o acabe, mas devia continuar a desenhar, pois é uma pena ela não se agarrar mais à pintura. Lá em casa quando é preciso qualquer coisa que leve enfeites, lá está a minha abelhinha em acção.
Já a irmã é virada para a dança. Não é que a rapariga até tem jeito? E agora dizem-me vocês: mãe babada. Claro, mas por alguma razão a professora a pôs a ensinar e a ensaiar danças modernas nas turmas do 7º e 8º anos. E eu fico muito orgulhosa. Já que a irmã não seguiu para a faculdade siga ela com o seu curso.
E por aqui me fico hoje. Hoje dedicado às minhas duas filhotas. Beijinhos para as duas.

terça-feira, julho 04, 2006

CIÁTICA

terça-feira, julho 04, 2006

Mais uma manhã no hospital. Com este vaivém qualquer dia começo a conhecer o pessoal de lá. Bom, mas como ia dizendo mais uma vez tive de lá ir porque o marido piorou. As dores são chatas e não há comprimido que valha. Mas agora já sabemos o que é. Apanhámos um médico mais velho, portanto com mais experiência, e disse logo que era dor ciática. Bom apesar de ser doloroso, não é por aí que possa morrer. Mas é muito chato, se não enervante, ver uma pessoa cheia de dores e não poder fazer nada. Eu sei como isto é, porque eu e a minha irmã já passámos o mesmo com a minha mãe. Foram dias e dias com a senhora a gemer até se acertar com o tratamento certo. E com o meu marido vai ser a mesma coisa. Logo à saída do hospital nem fui a casa rumei para o Carregado para o massagista. Quando saiu já não tinha dores, ajudou também a injecção de que levou por cá e com a massagem até parecia outro. Chegando a casa lá fomos à Farmácia aviar a receita do hospital e mais uma hora e mais uma injecção. Mas a noite chegou dores grandes não tem, mas a moinha não o deslarga. Raio como o corpo humano é complicado, não é?

segunda-feira, julho 03, 2006

SEGUNDA FEIRA COMPLICADA....

segunda-feira, julho 03, 2006

Hoje ainda não estou a cem por cento. Passei a manhã toda no hospital com o marido. Tarefa nada agradável para quem detesta estes recintos. Mas quando tem de ser, tem de ser. Valeu-me a minha aprendizagem reikiana para me acalmar. Sem ninguém dar por isso fazia reiki a mim mesma. É fácil fazer, mesmo para quem sabe fica na dúvida, pois a postagem está nas mãos. Mas como ainda não sei localizar os pequenos chakras fiz em qualquer sítio que apanhava como pernas ou braços e assim consegui passar a manhã mais calma. Parece que não, mas estes ambientes são sempre muito pesados. No entanto, valeu a pena. Apesar de não ficar nada resolvido, pelo menos ele veio quase sem dores, o que é muito bom mesmo. Mas amanhã logo se vê o desenrolar da coisa.
E como estou um pouco desinspirada (até pareço o Mia Couto a falar) cá vai mais uma lenda. Daqui a pouco sou conhecida pela menina das lendas. Mas eu gosto e felizmente há mais gente a gostar também.


A LENDA DO JUIZ DE FORA

Um juiz de fora foi indicado para exercer justiça em Mortágua. No entanto, abusou dos poderes que possuía. A população não gostou. Um dia tocou o sino a rebate. O povo aprisionou-o, conduzindo-o para além dos limites concelhios. Parece que para o lado oposto do rio Cris. Nesse local foi assassinado com recurso a alfaias agrícolas: forquilhas, sachos, etc.
O soberano tentou indagar da responsabilidade no sentido de haver punição. O funcionário régio encarregue da inquirição ia perguntando aos moradores de Mortágua quem havia cometido o crime. O povo à pergunta: "quem matou o juiz?", respondia: "Foi Mortágua". Esta resposta espalhou-se pelo país, daí ainda hoje se pergunta a alguém que nasceu neste município: "quem matou o juiz?". Como nem sempre a questão foi pacífica, podiam chover impróprios e agressões.

A LENDA DO JUIZ DE FORA (versão nº2)

Afonso IV determinou, por lei, que a justiça concelhia não fosse atribuída aos juizes da terra, mas a um juiz de nomeação régia. Em Mortágua havia queixas contra um moço de espora de D. Gil Fernandes, senhor de Carvalho e Cercosa, a quem não era aplicada justiça por parte dos juizes do concelho. Para atender as reclamações foi nomeado um magistrado de Coimbra. Este não se eximiu a fazer cumprir a lei: mandou prender o criado do fidalgo ao pelourinho, de modo a ser vergastado.
Quando D. Gil tomou conhecimento do facto, esperou o juiz no seu regresso a Coimbra. Agrediu-o, cortou-lhe as orelhas e o nariz. Temendo a fúria persecutória do rei, fugiu para Castela. Em 1340 participou ao lado dos castelhanos, na Batalha do Salado, contra os muçulmanos. Considerando a sua participação nesse evento, o rei D. Afonso IV perdoou-lhe a atitude e deixou-o regressar à pátria.

domingo, julho 02, 2006

ATRASOS DE VIDA...

domingo, julho 02, 2006


Há coisas que não dá para explicar. Foi o que me aconteceu a mim. Andei durante toda a semana com um certo frenesim, como quase todo Potugal por causa do jogo Portugal - Inglaterra. Mas estava escrito nas estrelas que eu não veria como deve ser o jogo. E foi o que aconteceu. Para mal dos meus pecados, o marido adoeceu. Na sexta feira já se andava a queixar, mas não liguei muito porque em geral os homens suportam menos a dor do que as mulheres, apesar de ele não ser dos que se queixam muito. No sábado, ou seja, ontem, acordou já aflito. Dei-lhe um analgésico e ele lá foi trabalhar. E eu que também tinha de ir trabalhar, porque era o meu fim de semana, lá fui mais ou menos descansada. Depois de almoço telefonei para ele mas já tinha saído e só lá tinha estado dez minutos. Neste entretanto desencontrámo-nos. Toca a telefonar para a filha mais velha para ir ver do pai. Resultado acabou ela por ir com ele ao Centro de Saúde. Hoje ainda está na mesma. Se não estiver melhor amanhã terei de dar novas providências. E todo o frenesim do jogo se foi.


E para complicar mais as coisas, eu que até tinha bilhetes para ir ver o Martinho da Vila, não pude ir. Com muita pena minha, pois eu sou uma fã incondicional dele. Já me disseram que foi um "show" fantástico. Ainda por cima o senhor tem uma voz inigualável. E vou continuar a chorar porque não é que hoje havia um concerto da Cesária Évora, na Torre de Belém, e mais uma vez não pude ir? UAh!!!

quinta-feira, junho 29, 2006

PARDAIS GORDITOS...

quinta-feira, junho 29, 2006

Trabalho mesmo ao lado do Picoas Plaza. Acabo sempre por almoçar por lá e se não almoço os meus passos não deixam de calcorrear aquelas pedras. Ontem estava lá sentada com a filha maior a beber um cafézinho, rapidinho, e ela chama-me a atenção: "olha mãe já reparaste que os pardais estão bem gordinhos?". É verdade, olhei para eles e lá estavam a bicar migalha a migalha que as pessoas vão deixando cair. A vergonha, que é normal nestes pássaros, está cada vez mais a fugir, de pé ante pé, ou seja, pata ante pata, vão-se chegando às pessoas para chegar à sua comidinha. Antes, só de levantarmos as mãos, ou mesmo um dedo, eles voavam, agora não, chegam-se cada vez mais perto de nós. É engraçado pousar os nossos olhos nas cabecitas deles a olhar para verem até onde podem ir, neste caso, virem até à nossa beira. Até parece que estão a rir e a gozar connosco. Depois lá veem agarram um bocado de pão e ficam a debicar a migalha que é maior do que seu bico. Os mais atreviditos chegam a ficar na mesa ao lado da nossa e quase nos cumprimentam outros ainda se assustam e fogem. Enfim, lá enchem os papos e de tanto comerem alguns até andam de lado para equilibrarem o pequeno corpito. Há lá um que me faz mais impressão pois só tem uma patita, mas não deixa de estar gordito e lá vai andado ao pé cochinho e não deixa os outros chegarem ao pé dele. Ali é a zona dele e mais nada, ai daquele que lá chegue que ele dá logo uma bicada. E pronto lá ficaram os pardalitos depenicando e eu tive de voltar ao trabalho.

UNICÓRNIO

Estava eu a mexer nas minhas fotos para mudar o fundo do "desktop" quando encontrei esta foto que eu gosto muito. É um uncórnio como se vê. No computador não fica uma foto só, porque como ela é pequena fica-me aos quadrados, ou seja, a foto a quadriplicar e por isso não fica tão bonita. Mas não podia deixar de não a reproduzir aqui, e por consequência falar um pouco sobre este animal mitológico.
Assim, cá vai:

O Unicórnio, ou licórnio, é um animal mitológico que tem a forma de um cavalo, geralmente branco, com um único chifre em espiral. Símbolo da pureza, esperança e amor, majestade, poder, honestidade, liberdade e de tudo que há de bom no ser humano.
O Unicórnio surgiu da mitologia oriental, grega e romana, e também é mencionado na bíblia. Alguns acreditam que tenha sido mencionado na bíblia erroenamente, resultado da má tradução do hebraico, por este motivo, muitas bíblias são encontradas modificadas utilizando palavras como "boi selvagem". A palavra unicórnio vem de duas palavras do latim: "unus" que significa um e "cornu" que significa chifre.
Tema de notável recorrência nas artes medievais e renascentistas, o unicórnio, assim como todos os outros animais fantásticos, não possui um significado único. Presente nos pavilhões de imperadores chineses e na narrativa da vida de Confúcio. No Ocidente faz parte do grande número de monstros e animais conhecidos e compilados na era de Alexandre e nas bibliotecas helenísticas.
A LENDA
O primeiro unicórnio chamado "Asallam" chegou embrulhado numa nuvem, impelida por um vórtice branco. Com seu chifre de luz em espiral penetrou uma pedra onde a água fluiu fecundando a Terra. Floresceram grandes árvores e suas sombras foram povoadas por bestas. Deste modo, surgiu o Jardim do Unicórnio que é chamado de "Shamagim" e que significa lugar onde há água. Deus falou ao unicórnio: "Asallam! Serás, entre todas as minhas criações, a que em memória permanente da Luz seu guia e seu guardião, mas nunca devolverás a luz até à hora final do fim do tempo".
HÁBITOS
O unicórnio é um ser selvagem e domesticável apenas por uma donzela de coração puro. É rápido, forte e habita em jardins sem lugar específico. Seus alimentos favoritos são frutas, grãos maduros, água corrente e folhas tenras de árvores. A duração do unicórnio na Terra é muito maior que a do Homem.
CHIFRE
É um talismã de grande poder e virtude e só pode ser activado através do Unicórnio. Sua luz diminuirá até se extinguir quando nas mãos de outro. No Chifre reside toda a história e pensamentos do unicórnio, muitos acreditam que ele tem poder de cura e que também pode ser um antídoto para venenos. A forma dele é em espiral: os dois meios, ou flautas, são unidos um ao outro. Em horas de perigo ou de concentração prolongada o Chifre pode apresentar brilho ou esplendor suave. Segundo a crença popular, para protecção do unicórnio não podemos ver seu chifre, com esse brilho.

Na Astronomia, o unicórnio é o nome de uma constelação chamada Monoceros.

Até é um animal mitológico, todos sabemos, mas que é bonito lá isso é!!!

PS: esta é dedicada à Pinky

quarta-feira, junho 28, 2006

LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA

quarta-feira, junho 28, 2006


Como eu prometi, cá vai mais uma lenda portuguesa. Como todos sabem as lendas são histórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam factos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Simão Pires, um cristão novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara para se encontrar às escondidas com Violante. A jovem tinha sido feita noviça à força por vontade do seu pai fidalgo que não estava de acordo com o seu amor. Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele, dando-lhe um dia para decidir. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia que ficava perto do convento. Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência foi preso e condenado à morte na fogueira que se realizaria junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado. Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem. Os anos passaram e a freira Violante foi um dia chamada a assistir aos últimos momentos de um ladrão que tinha pedido a sua presença. Revelou-lhe que tinha sido ele o ladrão das relíquias e sabendo da relação secreta dos jovens, tinha incriminado Simão. Pedia-lhe agora o perdão que Violante lhe concedeu. Entretanto, um facto singular acontecia: as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma que o povo se habitou a comparar tudo aquilo que não mais acaba às obras de Santa Engrácia.

terça-feira, junho 27, 2006

MAIS UMA ANEDOTA

terça-feira, junho 27, 2006

Hoje estou melhor muito melhor. Talvez porque o sol já espreita, as folhas mexem nas árvores e o mundo parece que despertou. E por isso mesmo aqui vai mais anedota. Como eu gosto delas!!!

Uma mulher está na cama com o amante quando ouve o marido chegar e vai logo recomendando ao amante:
- Depressa, fique de pé ali no canto!
Rapidamente, ela cobriu o corpo do amante com óleo e salpicou talco por cima. E acrescentou:
- Não se mexa até eu mandar. Finja que você é uma estátua. Eu vi uma igualzinha na casa dos Almeida!
Nisso, o marido entra e pergunta:
- O que é isto?
Ela, fingindo naturalidade:
- Isso? Ah, é uma estátua. Os Almeida botaram uma no quarto deles...Gostei tanto que comprei esta igual para nós.
E não se falou mais da estátua. Ás duas da madrugada, a mulher já estava dormindo e o marido ainda vendo televisão. De repente, o marido se levanta, caminha até à cozinha, prepara um sanduíche, pega uma latinha de cerveja e vai para o quarto. Ali, se dirige para a estátua e diz:
- Toma! Come e bebe alguma coisa, seu filho da puta! Eu fiquei dois dias, que nem um idiota, no quarto dos Almeida e nem um copo de água me ofereceram.
Isto se chama, Solidariedade Masculina!

ENXAQUECA

Acordei com uma valente dor de cabeça. Deixei-me ficar mais um pouco na cama para ver se ela passava. Mas estava irritantemente instalada no meu cérebro e latejava como se fosse a bateria de uma banda tipo "heavy metal". Pum, pum, pum, pum. Irra, estava teimosa.
Levantei-me fiz a minha higiene matinal, eu também faço isso como toda a gente, e fui para a rua. Mas aí, até os meus passos me faziam martelar ainda mais as batidas cerebrais. (o que é isso?) Os olhos quase doiam só de olhar a claridade matinal. Cheguei ao emprego ainda meio abananada e ainda por cima com o nariz a pingar da maldita alergia sazonal. Até as pessoas que telefonavam para lá me perguntavam: ah está tão constipada. E eu lá tenho de repetir que não é constipação, mas sim alergia.
E a safada da enxaqueca continuava a brincar comigo, do estilo, não saio daqui, não saio daqui, não saio daqui...
Aqui, eu já estava a ficar zangada e atirei-me a ela com dois comprimidos. Nem calculam a luta na meia hora seguinte. Primeiro o tal pum, pum, pum, depois o tan, tan, tan e por fim o tim, tim, tim. Quando os comprimidos fizeram efeito eu gritei vitoriosa: não foste mais teimosa do que eu.
Que alivio! Parece que a cabeça não era minha, tal o alívio.
Depois como falei com a minha mestra contei-lhe o sucedido e ela que também é astróloga lá me explicou que, neste momento, Júpiter está na casa de escorpião e por isso é que o tempo está assim meio enevoado e toda a gente se queixa do mesmo. Fiquei mais esclarecida, afinal a dor de cabeça não era só minha.

domingo, junho 25, 2006

GANHÁMOS À HOLANDA

domingo, junho 25, 2006

Ganhámos o jogo à Holanda. Foi bonito acabámos por ganhar com nove jogadores. Eles também por fim só tinham nove jogadores em campo. Mas estou aqui não só por causa do jogo (que eu até nem ligo ao futebol, mas é a selecção, não é?) mas aqui na minha rua parece que estamos na festa do fim do ano. Ele é carros para baixo e para cima, ele é jovens a gritar. Eu sei lá. Até parece que já ganhámos o Mundial. Bem, se por acaso ganharmos o mundial, o que eu não acredito muito, então nem sei que festa será. Mas que vai ser bonito lá isso vai.

sábado, junho 24, 2006

DIA NÃO...

sábado, junho 24, 2006

Hoje estou em dia não. Quero fazer-me de forte, mas não consigo. Há dias assim. Bem gostaria de estar perto do mar e sentar-me à beira mar, mas nem isso posso fazer, ainda mais que hoje o tempo não está nada famoso. Sinto-me em baixo, sinto-me só, sinto-me no fundo. A minha maior amiga está do outro lado do mundo e apesar de ter muitas pessoas amigas, não tenho ninguém para desabafar. Que falta me fazes Angelita. Contigo podia até dizer as maiores barbaridades que tu me compreendias, mas tás tão longe, conversar pelo telefone não é a mesma coisa e por carta também não, ainda mais que não podes cá vir tão depressa. De qualquer maneira, isto há-de passar. É uma nuvem passageira, mas que neste momento está carregada, quando chover descarrega e comigo há-de passar-se o mesmo. Estou carregada mas hei-de despejar, como é que isso se vai fazer é que eu não sei.

sexta-feira, junho 23, 2006

MUNDO VIRTUAL

sexta-feira, junho 23, 2006

Esta chegou-me através da net, mas dá que pensar. Ora vejam.

Entrei apressado e com muita fome no restaurante.
Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias que à tempos não sei o que são.
Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Tio, dá uma moedinha?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Esta bem, compro-te um.
Para variar, a minha caixa de entrada esta cheia de e-mails.
Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.Ah! Essa música leva-me a Londres e a boas lembranças de tempos idos.
- Tio, peça para colocar margarina e queijo também.
Percebi então que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixe-me trabalhar, estou muito ocupado, tá?
Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento.
Faço o pedido do menino, e o garçom pergunta-me se quero que mande o garoto ir embora.
Meus resquícios de consciência, impedem-me de dizer. Digo que esta tudo bem.
Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.
Então ele sentou-se á minha frente e perguntou:
- Tio o que está a fazer?
- Estou a ler uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Tio você tem Internet?
- Tenho sim, é essencial ao mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai-me libertar para eu poder comer a minha refeição, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar ou tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Espetáculo isso. Gostei!
- Rapaz, entendeste o que é virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?
- Não, mas o meu mundo também é assim... Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que passa o dia a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa; a minha irmã mais velha sai todos os dias, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela volta sempre com o corpo; o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas eu imagino sempre a nossa família toda junta em casa, com muita comida, muitos brinquedos, de Natal e eu a ir para a escola para um dia ser medico. Isso é virtual não é tio?
Fechei o meu notebook, não antes que a lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei a conta, e dei o troco ao garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Obrigado tio você é porreiro!".
Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia-nos de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

Gostaram? Eu gostei.

quinta-feira, junho 22, 2006

LENDA DA COVA ENCANTADA

quinta-feira, junho 22, 2006


O nosso querido País é, felizmente, pródigo em lendas e aqui a "je" pela-se por uma boa história. E por lendas também.
Então aqui fica uma:

Na serra de Sintra, perto do Castelo dos Mouros, existe uma rocha com um corte que a tradição diz marcar a entrada para uma cova que tem comunicação com o castelo. É conhecida pela Cova da Moura ou a Cova Encantada e está ligada a uma lenda do tempo em que os Mouros dominavam Sintra e os cristãos nela faziam frequentes incursões. Num dos combates, foi feito prisioneiro um cavaleiro nobre por quem Zaida, a filha do alcaide, se apaixonou. Dia após dia, Zaida visitava o nobre cavaleiro até que chegou a hora da sua libertação, através do pagamento de um resgate. O cavaleiro apaixonado pediu a Zaida para fugir com ele mas Zaida recusou, pedindo-lhe para nunca mais a esquecer. O nobre cavaleiro voltou para a sua família mas uma grande tristeza ensombrava os seus dias. Tentou esquecer Zaida nos campos de batalha, mas após muitas noites de insónia decidiu atacar de novo o castelo de Sintra. Foi durante esse combate que os dois enamorados se abraçaram, mas a sorte ou o azar quis que o nobre cavaleiro tombasse ferido. Zaida arrastou o seu amado, através de uma passagem secreta, até uma sala escondida nas grutas e, enquanto enchia uma bilha de água numa nascente próxima para levar ao seu amado, foi atingida por uma seta e caiu ferida. O cavaleiro cristão juntou-se ao corpo da sua amada e os dois sangues misturaram-se, sendo ambos encontrados mais tarde já sem vida. Desde então, em certas noites de luar, aparece junto à cova uma formosa donzela vestida de branco com uma bilha que enche de água para depois desaparecer na noite após um doloroso gemido...

quarta-feira, junho 21, 2006

REIKIANO

quarta-feira, junho 21, 2006


Aquele que trabalha com as mãos é um artesão!
Aquele que trabalha com a mente é um sábio!
Aquele que trabalha com a inspiração é um artista!
Aquele que trabalha com a técnica é um profissional!
Aquele que trabalha com a intuição é um místico!
Aquele que trabalha com o coração é um espiritualista!
Aquele que trabalha com as mãos, mente, inspiração, técnica, intuição e com o coração é um Reikiano!
(autor desconhecido)

terça-feira, junho 20, 2006

HOJE É DIA DE FESTA

terça-feira, junho 20, 2006


Hoje é dia de festa. A neta faz seis anitos. Já? É verdade. E é uma alegria, a filha já teve a criança, não digo para o tarde porque na minha altura tinham-se filhos muito mais cedo, mas talvez se possa dizer que teve na altura certa. Por isso quando soube que ia ser avó foi uma mistura de sentimentos entre a alegria e a estranheza. Não me sentia com idade para ser avó, mas também quem me manda ter filhos aos 20 anos? Era natural, não é? Durante o período de gestação a preocupação era principalmente com o parto, apesar de estar tudo a correr bem, felizmente que a filhota não teve problemas de maior, a não ser os enjoos matinais normais e pouco mais. A questão prendia-se com a maneira como a filhota se iria comportar na altura, aí as dores de barriga eram minhas, é que apesar de saber que a filha tinha de passar por isso só de pensar o que ela iria sofrer naquele bocado me doía mais a mim. É que mãe é assim mesmo. Mas apesar de ter sofrido um bocadito a criança cá está e recomenda-se.
Hoje, para a neta, foi um dia e peras. A mãe mandou-lhe um bolo para a creche para lhe cantarem os parabéns, nem calculam a alegria dela. E vai ter mais uma surpresa, é que os pais iam buscá-la às 03h00, saída da creche, e levá-la ao cinema. Faço ideia como é que ela não estará feliz.
"Querida neta a avó manda-te daqui, publicamente, os parabéns e espera todos os anos dizer-te o mesmo. Muitos beijinhos da tia e do avô, claro. Tu sabes que és a coisa fofa da avó e o meu tesourinho. Espero também que venhas a gostar da escolinha que vai começar para Setembro e dos teus novos amiguinhos. UM BEIJÃO MUITO GRANDE DA TUA AVÓ BABADA".

sábado, junho 17, 2006

VER O JOGO

sábado, junho 17, 2006


(Ilustração de Gilberto Yamamoto)



Hoje tive uma tarde fantástica. A minha filha convidou os amigos para verem o jogo do Portugal-Irão cá em casa e pediu-me para eu fazer caracóis para depois do jogo. Olha pr´a mim, tão dificil tarefa. Caracóis é cá comigo. Fui de manhã comprá-los e dos canários, que para mim são os melhores. Quando cheguei a casa enfiei-os na panela com farinha para lhes tirar a baba mais depressa. O amigo da filha ficou muito surpreso, farinha? nos caracóis? esquisito, mas lá lhe expliquei porquê. Depois de muito bem lavados lá os pus a cozer. E o pessoal à espera. Veio o intervalo e fui buscar uns pastéis de bacalhau. Fritei-os e pus na mesa com os caracóis e um paté de atum feito por mim. Escusado será dizer que não ficou nada para contar como foi.
Depois foi só conversa mas que me soube muito bem, acho muita graça à maneira de pensar dos jovens (parece que eu sou assim tão velha) mas foi o desfiar de suas opiniões sobre diversas coisas e achei também graça à sua pouca à vontade comigo, mas lá desembucharam. No fim gostaram de estar comigo. Espero repetir.

FADAS II

(Ilustração de Gilberto Yamamoto)

Vou continuar agora a segunda fase sobre as fadas.

Elementos dos contos de fadas
Transmitidos por tradição oral
Sua ação transcorre "a muito tempo atrás"
Personagem bom
Personagem mau
Realeza e/ou castelo quase sempre presentes
Uso de magia
Há um problema que demanda solução
As coisas acontecem em grupos de três ou sete
Um desfecho corriqueiro é: "e foram felizes para sempre"

Contos de fadas e contos maravilhosos
Os contos maravilhosos têm origem oriental, e diferentemente dos contos de fadas, lidam com uma temática social: o herói (ou anti-herói), que é uma pessoa de origem humilde ou que passa por grandes privações, triunfa ao conquistar riqueza e poder.
Por exemplo: "Ali Babá e os 40 Ladrões", "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa" e "Simbad, o Marinheiro".

E por agora chega. Quanto aos contos de fadas propriamente ditos, toda a gente os conhece, desde o Capuchinho Vermelho à Cinderela, da Branca de Neve à Bela Adormecida, etc...
Histórias simples que acabam sempre bem. Quem dera que fosse sempre assim na vida real.

quinta-feira, junho 15, 2006

FADAS

quinta-feira, junho 15, 2006

De vez em quando o lado criança assalta-me a imaginação. Não é de estranhar, a neta acaba por fazer com que venha ao de cima esse meu lado, que apesar de tudo ainda está muito presente em mim. Assim, lembrei-me de saber mais coisas sobre as fadas. É que só conhecemos os contos, mas em geral esquecemos-nos de saber como veio à baila AS FADAS.

Segundo a Wikipédia aqui vai o conceito de fada:

Fada é a forma popular pela qual são conhecidas as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos. Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do Clássico "Peter Pan", de J. M. Barrie.

Agora o que eu não sabia era que as fadas tinham regras, por isso aqui vão também:

As Regras das fadas são as regras contidas no livro As Regras, em que todas as fadas do desenho animado Padrinhos Mágicos devem obedecer. Padrinhos Mágicos são fadas que são enviadas para crianças na Terra que estão com problemas sérios e muito tristes, para realizar os seus desejos. Todas as fadas e crianças, sem excepção, devem obedecer às regras no Grande Livro de Regras das Fadas, ou a criança poderá perder os seus Padrinhos Mágicos, e não se lembrará de que os teve.
E também há certos pedidos que não devem ser realizados. É muito raro uma criança conseguir ficar mais de um ano sem revelar a existência de seus Padrinhos, por isso, quando uma criança consegue ficar um ano inteiro com seus Padrinhos, ele ganha uma festa surpresa chamada Fadaniversário, e ganha um Bolinho Mágico. Quem comer esse bolinho pode fazer pedidos sem restrições, pode pedir o que quiser, menos um gosto melhor. As fadas moram no Mundo das Fadas, que é ligada a Terra por um arco-íris. Geralmente as fadas têm problemas com os Duendes, pois eles querem dominar o Mundo das Fadas.

As Regras
Nenhuma criança com Padrinhos Mágicos pode revelar a existência deles para um humano, ou eles serão tirados da criança e apagados de sua memória.
Todos desejos despedidos ficam num armário pessoal, localizado no mundo das fadas, de cada criança. A única excessão é o Timmy, que teve seus desejos despedidos numa ilha secreta no Triangulo das Bermudas, com o nome de "A Ilha dos Despedidos"
Uma criança triste ou ingrata pode perder seus Padrinhos Mágicos para sempre.

Restrição de desejos
As fadas não podem:
Fazer com que alguém se apaixone pelo afilhado ou por outra pessoa.
Interferir em amor verdadeiro.
Matar ou ferir alguém.
Criar dinheiro.
Roubar.
Usar os desejos para trapacear em alguma coisa.
Realizar pedidos para o café da manhã após às 10:30.
Fazer com que seja Natal todo dia.
Ajudar em nenhum concurso

E como não podia deixar de ser, a fada madrinha que dedico à minha querida Mary Mary:

A fada madrinha é uma personagem muito comum nos chamados contos de fadas sendo uma entidade mágica que protege e sempre aparece para atender os desejos e interesses de seus protegidos.
Em alguns contos de fadas a fada madrinha é uma senhora, geralmente de idade, que protege alguém durante toda a vida. As princesas têm sempre uma fada madrinha, mas embora seja madrinha das princesas, também pode ser de pessoas pobres. Nos contos tradicionais, essas fadas costumam oferecer pão e pôr moedas nas meias dos pobres.
Já em outra versão conta-se que a nossa vida está nas mãos de três fadas, que decidem o nosso nascimento, a nossa vida e a nossa morte. A primeira, é muito bonita, e ajuda no nosso nascimento, pegando num fio. A segunda fia a nossa vida no céu, e a terceira, uma mulher feia e velha, decide quando é que corta o fio, provocando assim, a nossa morte.
Entre os gauleses elas recebem uma homenagem especial no dia 5 de fevereiro.

E há mais, muito mais, mas para não ficar muito grande fica para uma outra vez.

quarta-feira, junho 14, 2006

PASSEIO

quarta-feira, junho 14, 2006

Há muito tempo que não tinha um domingo tão bom. Fui para casa da minha irmã, na zona do Cartaxo, com o marido e a neta. A filha mais pequena, que de pequena já não tem nada, não quis ir, preferiu ir para a praia com os amigos. Os pais a partir de uma certa altura são uns chatos, são uns cotas, como eles dizem agora quando não querem nada connosco, enfim, são o que lhes apetece. Mas eu não me ralo muito com isso, desde que saiba para onde ela vai e com quem, compreendo que os jovens têm de ter uma certa liberdade, até para verem como as coisas são. As experiências boas ou más fazem parte da vida. As minhas filhas foram avisadas de tudo o que é importante actualmente, como a sida, sexo, etc.... A partir daí fazem se quiserem. Informação não lhes falta.
Apesar de tudo não me posso queixar, a mais velha está arrumada. Esta expressão é um bocado feia, os filhos não se arrumam seguem a sua vida, fazem nova família com o marido e com os filhos que hão-de vir. Já tenho uma neta e segundo a minha filha diz fica por aqui. Pelos vistos daqui já não levo nada. Agora só falta a mais nova, mas ainda falta, ela quer acabar o curso que quer tirar e então depois pensa nisso.
E voltando ao meio passeio.
Fui então com o marido e a neta laurear. Estava com um certo receio, pois foi a primeira vez que a neta foi passear connosco sem os pais. Mas correu tudo bem, como lá há cães e gatos, foi uma maravilha, não houve lembrança de ninguém. Além disso, a minha sobrinha estava lá e como ela gosta muito da prima passou quase o dia inteiro atrás dela a jogar snooker, atrás do cão e dos gatos, enfim, o que lhe apeteceu. Mas ao fim do dia já estava cansada de tal maneira que quando chegámos à auto estrada que é quase logo à saída da casa da minha irmã, já ia a dormir. Escusado será dizer que o percurso de 40 a 50 minutos foi a dormir, quase nem deu por chegar a casa, porque o pai veio buscá-la ao carro e levou-a ao colo para cima. Mas foi muito bom esta minha primeira experiência sozinha com a neta espero repetir mais vezes.

sábado, junho 10, 2006

SÃO BRÁS

sábado, junho 10, 2006


Não é só a nossa querida DIA, mais conhecida como T(ralha), que mora em santidade, ela com a sua Santa Marta e eu com o meu São Brás. Como não conhecia nada deste santo tive curiosidade em saber a vida do santo e de que era ele padroeiro. E aqui vai a sua história:

SÃO BRÁS, Bispo de Sebaste e Mártir
Comemora-se no dia 3 de fevereiro
São Brás nasceu em Sebaste, na Arménia no século III, no seio de uma família pomposa, de pais nobres, recebeu educação cristã e se consagrou Bispo quando era ainda muito jovem.
Como profissional da medicina usava os seus conhecimentos médicos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também a da alma, pois se ocupava de evangelizar os pacientes.
Ao começar a perseguição aos cristãos, por inspiração divina, retirou-se para uma cova nas montanhas, frequentada por feras selvagens, às quais o santo atendia e curava quando estavam doentes. Porém ao ser descoberto pelos soldados disse: "Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor". Estes ao inteirarem-se que ele era cristão, conduziram-no diante do governador Agrícola, que o mandou açoitar e ser preso no calabouço, privado de alimentos. Logo foi torturado para que negasse a sua fé, mas o santo manteve-se firme, o que implicou posteriormente a ordem para que fosse decapitado. Já processado e condenado, São Brás enfrentou, sem trair a fé em Jesus, muitas torturas, até mesmo a de arrancarem com dentes de ferro pedaços de sua carne, até ser degolado em 316.
São Brás foi um Pastor muito querido pelos fiéis de sua grei. Durante o seu cativeiro, na escuridão do calabouço, obteve de presente de algum de seus amigos um par de velas,
as quais recebia luz e calor. Por isso, na representação iconográfica, o santo aparece portando duas candeias.
São Brás é conhecido como protetor da garganta, justamente porque, ao dirigir-se para o martírio, lhe foi apresentada uma mãe desesperada com seu filho, que estava sufocado por uma espinha de peixe entalada na garganta; diante desta situação o Santo em Deus curou milagrosamente a criança.

quinta-feira, junho 08, 2006

SONHO???

quinta-feira, junho 08, 2006


Ele estava ali à minha frente. Bonito, cheiroso uns olhos cor de mel bem pestanudos, uma boca rosada muito bem feita, com uns lábios que só apetecia beijar e beijar e beijar. As mãos, que mãos, só o seu toque arrepia. Ele pega-me na mão e eu fico com as pernas a tremer, pareço gelatina, mas o seu toque é eléctrico. É assim que me sinto perto dele. Beija-me e nem sei onde estou, o mundo pára à nossa volta, não há tempo, não há relógios, não há pessoas à volta, não há nada, só eu e ele. E ficamos assim até não podermos mais. Nessa altura, o turbilhão de sentimentos que passam por nós quase nem nos deixa respirar. Amor, paixão, desejo? Acho que é uma mistura, como o arco-iris.
No passeio que estamos a dar, junto ao mar, não é preciso falar só o estarmos junto é suficiente para nos entendermos, as palavras estão a mais, podem quebrar a magia. E que magia. O tempo está ameno, uma pequena brisa passa por nós cantando o nosso Amor. Queria ficar ali para sempre, gosto deste egoísmo quando nos sentimos bem onde estamos, mas sei que não é possível eternizar um momento destes para sempre, mas aproveito ao máximo o que estou a viver. E quando ele volta a olhar para mim com os seus olhos meigos, sinto uma mão a chamar-me:
-Mãe já é tarde, acorda!
Acordei? Meu Deus estava a sonhar. Mas que momento, parecia tão real que quando cheguei à realidade nem sabia bem onde estava.

quarta-feira, junho 07, 2006

COMPUTADOR ARRANJADO

quarta-feira, junho 07, 2006


Fixe! Já tenho o computador arranjado, que bom. Este safado não sabia a falta que me estava a fazer. Já posso pôr os meus posts quando quiser, não tenho de os pôr no emprego na hora de almoço e quando posso. Os dedinhos já mexem, que alívio. Agora começam outra vez as noitadas a ler os meus blogues favoritos e a jogar quando me apetecer, enfim deitar-me às duas e três da manhã só para ter o prazer de ler.
Engraçado, o marido dorme, a filha dorme e eu aqui agarradinha a ele (computador, nada de ideias marotas), ainda bem que hoje não está muito calor senão já estavamos os dois a queixarmo-nos. Mas ele não refila canta ao sabor dos meus toques suaves. Geme baixinho para não acordar quem dorme. De vez em quando sai asneira, logo reparada de seguida, mas é assim mesmo a trabalhar só com a luz do monitor, não é fácil, mas tudo se faz quando se faz por gosto. E eu gosto de estar aqui. Às vezes a dizer coisas sérias, outras nem por isso, mas o que sai sai porque tem de sair.

segunda-feira, junho 05, 2006

IDA À PRAIA

segunda-feira, junho 05, 2006


Ontem foi o meu primeiro dia de praia. Que bom!!! Soube mesmo bem. Só que como sempre não se pode ir para a Fonte da Telha. A entrada e a saída é só uma, para entrar ainda vai que não vai, para sair é que é um problema. Quando é que o raio do POLIS fica pronto? Dizem eles (neste caso a Câmara) que o projecto está feito e pronto a ir para a frente, mas tanto quanto eu sei, está feito e pronto há anos, agora ir para a frente é que é o delas. Há tanta extensão de praia que quase dava para ter outro tanto pessoal e não se aproveita nada. Tenho a certeza de que comércio não faltava.
Dizem os entendidos que a economia está mal. Pois está, mas afinal o que é que se faz para amenizar a coisa??? Neste caso, por exemplo, se fizessem uma estrada a acompanhar o areal e com mais saídas e entradas para esta praia não faltaria quem fosse até lá. E o turismo meus senhores, há que pensar nisso? Em vez de puxarmos o turismo o mais possível para cá, e ainda mais que temos um país que não haverá nenhum turista que não goste dele, não senhor não fazemos nada. Andamos sempre na cauda dos outros. Há que acordar meus senhores! Há dinheiro para tudo e para nada e não há para o que é preciso??? Vamos lá pôr a economia a andar.

P.S. Hoje deu-me para a política, mas de vez em quando é preciso, não acham?