terça-feira, novembro 21, 2006

A NOITE

terça-feira, novembro 21, 2006


São quase duas da manhã e o sono tarda em aparecer. O marido dorme, a filha dorme. E eu sinto uma paz envolvente como se um manto escuro me abraçasse. Lá fora, de vez em quando, passa um carro a quebrar o silêncio da rua. Como eu gostava de chegar à janela para ver as estrelas, mas não vale a pena, estamos na cidade e é difícil ver o firmamento, os prédios que circundam o meu não deixam ver. Talvez se estivesse no campo, sim no campo é muito mais fácil vê-lo. E vejo-me sentada no chão a olhar para o céu estrelado e pensar quanto somos pequeninos. E a paz continua numa sensação de relaxamento, porque não de felecidade mesmo? E nesta observação os sentimentos e os sentidos despertam. Não da mesma maneira como se fosse dia. Não, aí os sentidos são diferentes, são vivos. De noite, são lânguidos, pausados. Ah como era bom que não houvesse confusões, que as pessoas pensassem um bocadinho e evitassem brigar, que não houvesse guerras, e principalmente, soubessem comungar com a natureza. Acho que o que nos faz falta é saber observá-la, saber o que nos pode dizer e o que nos pode ensinar.

2 comentários:

pinky disse...

como eu te entendo.....

tenrrinho disse...

só uma palavra; LINDO