Ontem no telejornal falaram na dificuldade, de os jovens acabados de sair da faculdade, arranjarem emprego na área onde se tinham formado. Muitos deles trabalhavam em sectores secundários devido à precaridade de oferta por parte das entidades patronais. MAS NÃO SÓ. Conto-vos aqui um caso de uma querida amiga da filhota mais velha para mais uma acha para a fogueira do nosso mal governado País.
Como ia dizendo esta amiguinha formou-se em engenharia ambiental na Suécia e fez estágio nos Estados Unidos da América. Mas como tem a avó e o pai que vivem em Portugal ela achou por bem voltar ao seu País de origem, pensando ela que conseguiria arranjar qualquer coisa cá uma vez que tinha o curso completo e estágio feito no estrangeiro. Arranjou, se não estou em erro, uma bolsa para estagiar no LNEC, instituição estatal claro está, durante seis meses. Quase no fim da bolsa disseram-lhe que iam tentar arranjar-lhe mais uma bolsa para ela poder continuar lá. Não satisfeita, pois estava já farta de estar só com bolsas, perguntou se não podia ficar a contrato. Não, não podia porque as entradas estavam fechadas, mas como ela era muito boa no que fazia queriam que ela continuasse mas para isso iam-lhe arranjar mais uma bolsa para mais seis meses. Aí a menina teve de pôr os pés à parede, arranjou ela uma bolsa para a Dinamarca, na área dela, e rumou outra vez para fora do nosso País. É que nesta nova oportunidade ela sabe que depois da bolsa ela fica logo contratada. Não esquecer que quem está a trabalhar com bolsa não ganha nada, e os jovens também precisam de constituir família, pois quem acaba o curso como ela e faz estágio lá fora quando tudo acaba, em geral, está com 24 a 25 anos e às vezes mais. E pelo que sei, este é um dos muitos casos que grassam neste País. E depois ficamos muito contentinhos quando vimos em telejornais que um português está a fazer sucesso neste ou naquele país, neste ou naquele sector, quando ele poderia estar a ser aproveitado cá dentro e não foi aproveitado.
E daqui não posso deixar de comentar (que me faz cá umas cócegas na barriga e vocês nem sabem como e não sou comunista) quando o governo diz que tem de reduzir despesas e não há cão nem gato no Estado que não tenha carro com motorista para levar a família desse funcionário estatal a levar os meninos à escola e a ESPOSA ao cabeleireiro e às compras. E nem é preciso ser ministro, basta ser um simples chefe qualquer, até um director-geral. Porque não levarem o seu carro como as outras pessoas, devem ganhar para isso? E esse gasto já deve dar para ter estes jovens a fazerem aqui o sucesso que fazem lá fora.
Temos de ser mais patriotas. Isto é uma vergonha!!!!
quarta-feira, novembro 14, 2007
FUGA DE CÉREBROS
quarta-feira, novembro 14, 2007
Postado por:
AnadoCastelo
às
12:07 da tarde
Permalink
|
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
3 comentários:
Existem muitas situações dessas e a mim, o que me revolta é que contratamos investigadores estrangeiros porque somos subsidiados para isso pela União Europeia e os nossos têm que ir para outros países porque são subsidiados lá ou simplesmente porque lá existe mais dinheiro disponível para a investigação...
Beijinhos
É verdade Ana o nosso País cada vez esta pior!!!
Mas na minha opinião ainda vai ficar pior do que aquilo que esta...
Adorei o teu texto! Grandes verdades!!!
Enviar um comentário