Um miúdo saía com uma rapariga judia e queria casar-se com ela, e para isso precisava da autorização do pai.
Ao chegar a casa dela o pai explicou-lhe:
- "Nós somos judeus e temos uma forma peculiar de fazer as coisas. Se quiseres casar com a minha filha tens que passar uma prova. Toma esta maçã e volta amanhã."
O tipo saiu alucinado de casa. No dia seguinte voltou.
- "Muito bem, disse o pai, que fizeste com a maçã?"
- "Comi-a. Tinha fome."
O pai replicou:
Partimos em duas e damos metade aos pobres e a outra repartimos com a nossa família.
Metade das sementes vendemos no mercado e a outra metade, quando tivermos mais, plantamos. Já viste como somos? Bom, vou-te dar outra oportunidade Toma este chouriço e volta amanhã."
O tipo saiu um pouco lixado e voltou no dia seguinte.
- "Então, que fizeste com o chouriço?"
- "Com o fio fiz uns cordões para os meus sapatos, com o chumbinho fiz um pendente para pôr no fio da sua filha. Parti o chouriço a meio, cortei-o em rodelas e metade dei aos pobres e a outra metade reparti com a família."
- "Muito bem! E que fizeste com a pele?




Já não me lembrava de um acontecimento que se passou aqui há uns anos, mais precisamente há cerca de 10 anos, quando a minha filha mais nova andava na escola. Na altura andava no quinto ou sexto ano, quando ela me chegou a casa muito chorosa a contar que um coleguinha lhe batia e já não era a primeira vez. Claro que fui falar com a directora de turma um pouco receosa pois não queria que me chamassem de racista, pois o miúdo era preto, e que ficou em resolver o problema. Acho que ela chegou a falar com o miúdo e por uns dias a coisa ficou mais ou menos, mas foi só realmente por uns dias porque logo a seguir o miúdo tornou a fazer o mesmo. Aqui já não achei muita piada e fui outra vez falar com a directora de turma e ela disse-me que já não era a primeira queixa que ela tinha do mesmo miúdo e aí acho que ela foi falar com o pai do rapaz. Mas entretanto, eu falei com ele e perguntei-lhe porque batia na minha filha e ao que ele respondeu que gostava muito dela. Lá falei com ele e lhe disse quando se gosta de uma pessoa não se bate. Ele encolheu os ombros e a conversa ficou por ali. Resumindo: foi um problema para a filhota ir para a escola naquele ano e ainda hoje ela me diz que eu nem sei o sacrifício que ela fez para ir para a escola, o que eu deduzo hoje que ela ficou bem marcada nesse ano. E isto tudo porque está a suceder com a neta precisamente a mesma coisa. Só que na escola primária e também com um miúdo preto. E também a minha filha perguntou a um colega dele porque é que o menino batia na filha e ele disse que era porque ele gostava dela e ela nem sequer tinha lido a carta que ele lhe mandou. Beeemm, quando a minha filha me contou isto eu desatei a rir é que eles só têm sete anos. Só que agora estamos outra vez na mesma, a miúda não quer ir para a escola e logo de manhã diz que lhe dói o braço ou dói-lhe a barriga e aqui ficamos sem saber se é dor mesmo ou se é para não ir à escola, presumimos que é a segunda opção, mas não descuramos o resto, pois nunca se sabe. E aqui a questão, será que eles acham que batendo elas gostam deles? É que não são adultos, são crianças.


