quarta-feira, novembro 09, 2011

EXCESSO DE VAIDADE TORNA CRIANÇAS FÚTEIS

quarta-feira, novembro 09, 2011


Escolher o melhor vestido do armário, passar batôn nos lábios, esticar e ondular as pestanas com rímel, pintar as unhas, esticar o cabelo com chapas de alisamento ou colocar os pés em cima de uns saltos altos não são comportamentos a estranhar entre as mulheres. Mas os especialistas chamam a atenção para as novas adeptas destes rituais de beleza: há cada vez mais crianças a repetirem as rotinas de estética das mulheres adultas.
Fotografias de Suri Cruise - a filha de três anos de Tom Cruise e Katie Holmes - a andar pela rua, de mão dada com a mãe, num dia de chuva, calçada com uns sapatos de salto de mais de um centímetro fizeram soar o alarme. Katie Holmes disse, em sua defesa: "Ela, como todas as crianças, adora os meus saltos altos." Mas a comunidade médica dos EUA acusa Tom e Katie de negligência. Especialistas portugueses também criticam. Saltos altos na rua, nunca. "São contraproducentes para um bom desenvolvimento da postura e da maturação da coluna", afirma o pediatra Mário Cordeiro. Além disso, ao permitirem este tipo de comportamento, os pais estão a transpor a fantasia para a realidade e a dizer à criança que "ela realmente é adulta".
A vaidade em dose certa na infância "é saudável e recomenda-se", brinca a psicóloga infantil Rita Jonet. "É bom que uma criança goste de si e se cuide." Mas se a vaidade se transforma num exagero há mais riscos para o seu desenvolvimento equilibrado. Rita Jonet exemplifica com um conto infantil de Sophia de Mello Breyner: "Se o valor da imagem começa a ser exagerado, a história passa a ser como a da Fada Oriana, que deixa de cuidar da sua floresta porque fica encantada com a sua imagem no lago."
Os pais devem conseguir discernir o momento em que a auto--estima dos filhos se transforma em narcisismo. É normal que as crianças, sobretudo entre os três e os quatro anos, cultivem os jogos simbólicos do faz de conta e façam a sua afirmação de género - isso inclui o querer imitar o pai a fazer a barba, no caso do rapaz, ou querer experimentar os sapatos de salto alto da mãe e gostar de vestidos, ganchos, bandeletes e colares, no caso da rapariga. Na opinião do pediatra Mário Cordeiro, "sem cair no exagero, é bom essa afirmação orgulhosa do 'sou mulher". É prejudicial quando se torna obsessivo ou quando o que conta não é o adorno mas a marca ou o preço".
A psicóloga Rita Jonet lembra ainda que muitas vezes estes comportamentos são mais uma chamada de atenção do que de vaidade. "Estas crianças acham que isso é uma promoção. Estão a querer saltar etapas porque acham que vão olhar mais para elas se forem adultas."
Se a criança passa horas em frente ao espelho, deixa sistematicamente de brincar para pintar as unhas, ou começa a exigir esta ou aquela roupa antes de sair é hora de os pais lhes porem um travão.
"Quando a necessidade de uma criança impor sempre os seus teatros começa a interferir na vida de uma família inteira esse é o momento certo para os pais dizerem não", recomenda Rita Jonet. Cabe aos pais estarem atentos, serem vigilantes e colocarem barreiras ao culto das aparências. "O preocupante é quando os pais não são uma verdadeira entidade reguladora e são permissivos em excesso", lembra o psicólogo Eduardo Sá. "O maior problema" - complementa Rita Jonet - é quando a vaidade é construída e mantida "pelo egoísmo dos adultos": "Há cada vez mais uma tendência para os pais e avós acharem muita graça a crianças com jeitos de adultos - dos gestos ao uso de palavra caras - porque gostamos delas à nossa imagem e semelhança."
E quanto mais ausentes são os pais, maior a tendência para se sentirem desautorizados a barrar os excessos dos filhos. "Pais com sentimento de culpa têm maiores dificuldades em dizer não", afirma a psicóloga.
Os especialistas não têm dúvidas: para um desenvolvimento saudável as crianças não devem crescer antes de tempo. Vaidade a mais pode esvaziar a infância e transformar essas crianças em adultos fúteis e anti-sociais, pessoas que, para o pediatra Mário Cordeiro, "cultivarão as aparências e o faz de conta, para lá da idade em que é lícito fazerem-no. Além de superficiais, podem tornar-se muito agressivas". O jogo da vaidade "é perigoso e não compensa", diz Eduardo Sá. Essas crianças terão maiores probabilidades de se tornarem "adultos avessos e solitários". A menos que a criança seja muito resiliente, o mais comum é ficar "muito virada para dentro".

in Jornail I

Meu comentário:
O grande problema da geração que anda por volta dos 40 e até hoje, sempre ouviu os psicólogos dizerem que era anti-pedagógico ralhar com as crianças, anti-pedagógico dar-lhe um castigo quando faziam asneiras, e por aí fora,,,
Agora chegam à conclusão que não é bem assim. Está na altura de saber quando se deve dizer NÃO a uma criança. Os valores em que eu fui educada estão todos trocados e alguns já se perderam. Por isso, ouvimos dizer que as crianças são indisciplinadas e os professores não fazem nada delas.
Só que a educação começa em casa, na escola é a instrução.
E teria aqui pano para mangas, mas o texto já está muito longo. O resto fica para outra altura.

quinta-feira, outubro 27, 2011

FAZER O LUTO

quinta-feira, outubro 27, 2011


Tenho pela segunda vez a minha mãe em casa após a morte do meu marido. Sinceramente não me faz diferença nenhuma. É minha mãe. No entanto, ela sempre esteve mais tempo com a minha irmã do que comigo, pois é muito agarrada ao neto. Desde que ele nasceu que é o menino dos olhos dela. Nem eu, nem a minha irmã e nem as outras três netas teem ciúmes, somos unidos nesse aspecto. Compreendemos o amor que ela tem por ele porque ela sempre quis ter um filho homem e não teve, de maneira quando nasceu o neto foi como se lhe tivesse saído a sorte grande. Amor esse que deu para fazer umas asneiritas, como por exemplo dar-lhe tudo o que ele queria comer, resultado: hoje é um homem com 26 anos e gorduchinho. Gordura essa que só lhe faz mal e que ele se vê aflito para conseguir emagrecer, não por vaidade mas por uma questão de saúde.
Tantas vezes que ralhei com ela para não dar tanta comida ao miúdo, a resposta era aempre: "se ele tem fome o que é que queres que eu faça?", muitas vezes lhe respondia que poderia lhe dar outras coisas que não lhe fizessem mal. Por exemplo: ao lanche dava-lhe dois yogurtes e 4 carcaças. Eu achava mal, em vez de tanto pão devia-lhe dar fruta. O tempo passou e já não há nada a fazer.
Mas não foi por isto que comecei a falar da minha mãe e sim por ela cá estar.
A psicóloga chamou-me a atenção que a minha irmã agora é que deveria a ter com ela. O luto pelo meu marido mal começou e nesta fase deveria ter tempo para mim e pôr a cabeça no lugar, penso sempre primeiro nos outros e esqueço-me de mim. Ela é capaz de ter razão, mas eu não conseguiria dizer não à estadia da minha mãe em minha casa. Não conseguiria ficar de consciência tranquila comigo mesma por mais motivos que pudesse ter.
Até a minha filha mais nova, que ainda está comigo, diz: "oh mãe quando é que estamos as duas sossegadas?". Aí só posso responder que é por pouco tempo também tenho de aliviar a minha sobrinha que passa toda a semana com ela quando ela está em casa da minha irmã. Agora deu em não querer ir para o Cartaxo prefere ficar aqui ao pé do neto pois sente-se mais tranquila. Tem o hospital a cinco minutos de casa e no Cartaxo é dificil pois o hospital mais próximo é em Santarém.
Voltando a mim, outra vez, e ao meu luto. Sim preciso pôr a minha cabeça no lugar e com tanta coisa para tratar, preciso de mim, preciso de pensar que o meu marido não volta, preciso de pensar que sou só eu e a filhota em casa, preciso de tirar o resto das coisas dele, preciso atenuar a dor de o não ter mais ao pé de mim, preciso de me preparar para uma nova vida sozinha, enfim preciso, preciso, preciso...

sábado, outubro 22, 2011

LEITURA

sábado, outubro 22, 2011


Como me é difícil adormecer tenho lido muito mais, o que me é agradável, pois desde menina que adoro ler. A minha mãe (que por infelicidade dela não sabe ler) fazia-lhe muita confusão eu passar fins de semana a ler. Chegava mesmo a ralhar comigo porque dizia que eu estragava a vista (eu uso óculos desde os sete anos). Coitada, nunca chegará a saber o prazer da leitura. Mas isso é outra história.
Como eu estava dizendo tenho lido mais, coisa que não fazia há algum tempo e fiquei surpreendida com os nossos novos escritores. Estive a ler o "Anjo Branco" de José Rodrigues do Santos, que apesar de ser um pouquinho para o grande, lê-se muitissimo bem. E não é que foi difícil deixar para o outro dia quando já devia estar dormindo? Pois é, escrita muito clara e bem organizada. Dou nota dez.
A seguir, estive a ler "Por ti resistirei" de Júlio Magalhães. Quando o comecei a ler achei que ia ser uma chatice, mas à quarta página já não parava. A história é diferente, claro, mas nem por isso é menos interessante, vale a pena ler.
Agora vou começar a ler "A Dama de Espadas" do Mário Zambujal.
É engraçado ver a diferença dos nossos escritores clássicos com os actuais. A maneira de escrever e de dizer é diferente mas nem por isso com menos ou mais qualidade. Cada qual com a sua referência pessoal. Isto deve ser o defeito de quem trabalhou na comunicação social, como eu, que conseguimos distinguir a maneira de escrever de cada escritor.
No entanto, não hei-de ficar por aqui, há muitos mais escritores que eu ainda gostaria de ler. É o que faz não estar habituada a dormir sozinha, agarro-me à leitura. É um bom vício, não acham?

segunda-feira, outubro 17, 2011

DE LUTO

segunda-feira, outubro 17, 2011


Agradeço a todos quantos me leem e que gostam do meu blogue. Não há palavras de agradecimento por terem a paciência de tirar um pouco de seu tempo para se entreterem com a leitura do meu blogue.
Não tenho cá vindo há uns meses porque o meu marido adoeceu e não foi um processo muito fácil entre idas ao hospital e regressos a casa.
Meu marido foi operado em Julho do ano passado onde lhe retiraram a bexiga devido a um cancro (é bom que se fale em cancro e não se esconda esta palavra, pois é a doença da moda em todo o mundo, não há que esconder, ela existe e ponto final), mas como ia dizendo foi operado e ficou com saco para sair o xixi. Até principios de Julho deste ano a coisa foi bem, mas o médico mandou-lhe pôr um cateter para fazer quimioterapia directa à veia, mas ou o cateter foi mal posto ou o próprio organismo rejeitou-o e formou por trás um coágulo de sangue. Resultado: tirar imediatamente o cateter e liquidificar o sangue para o coágulo desfazer. Bem o sangue devia ter ficado tão liquido que apanhou uma anemia. Mais uma ida ao hospital para levar sete unidades de sangue para tratrar a anemia. Saiu do hospital a 10 de Agosto muito bem, uma semana depois começou a queixar-se que a perna esquerda estava dormente e começou a não ter força na perna para andar, tinha de ir agarrado a mim para ir para a cama ou para o sofá.
Nova ida ao hospital e o médico dele mandou-o para as urgências outra vez. Passei o dia inteiro no hospital a fazer TAC´s, primeiro à coluna pois pensava-se que o motivo da perna presa seria coluna, mas o resultado provou que não, então mais um à cabeça e aí o dia 18 de Agosto ficou-me marcado e em choque recebi a notícia pela médica que me diz o resultado deste TAC: o tumor tinha-se espalhado e estava a apanhar-lhe a cabeça.
Daqui já calculam o que passei até dia 3 de Setembro quando ele ficou internado em SO (Sala de Observações), nesse dia (sábado) ainda lhe dei água por uma palhinha, quando o fui ver no dia seguinte já não conseguia beber pela palhinha e tinha a cara do lado esquerdo fria. Ainda respondia com a cabeça ao que eu lhe perguntava, mas mais nada. A visita foi curta, porque ali só podemos estar uns curtos 15 minutos com os doentes e foi a última vez que o vi vivo. Faleceu nessa madrugada, dia 5 de Setembro.
Agora calculam o choque que foi quando me mandaram ir ao hospital sem eu saber para o que ia e deram-me a notícia assim: "minha senhora o seu marido faleceu eram 5" e não ouvi o resto, chorei ali mesmo até desabafar. Felizmente fui acompanhada pela minha vizinha que só me dizia para chorar pois ela sabe que o meu problema é esse mesmo: não chorar. Tenho a tendência para não chorar e depois fico doente. Mas naquela altura abri as comportas até me apetecer. Mais calma, avisei as filhas a irmã e tratar do funeral.
Quis que o meu marido fosse cremado. Assim se fez e fomos deitar as cinzas no mar que ele tanto gostava. Quem o queria ver contente e feliz era no verão ir para a praia. Acho que lhe fiz a vontade. No meio da tristeza lembrei-me que desde que fomos ao Brasil ele não ia aqui às nossas praias faltava-lhe a agua quentinha do nordeste brasileiro.
Hoje passado mês e meio sei que ele está bem, mas a saudade é muita. Quando chega a hora do jantar ainda tenho a sensação que ele vai abrir a porta e aparecer, mas sei que isso não é possível. Que ele esteja em paz é só o que eu quero. Eu estarei aqui pensando nele com muito carinho e amor até um dia que Deus queira e juntar-me a ele.

domingo, julho 24, 2011

MAIS UMA DICA

domingo, julho 24, 2011


Depois de mais uns problemazinhos, cá estou eu outra vez e com vontade de escrever novamente. Só tenho pena de ainda não ter tempo para voltar a ler e comentar os blogues. Mas, se Deus quiser, hei-de arranjar um tempinho. Assim, hoje, vamos ter mais uma dica, que apesar de já todos sabermos que os bróculos fazem bem, pelos vistos também têm outras funções, ora cá vai:

Brócolos ajudam a recuperar de doenças pulmonares

Estudo americano publicado na "Science Translational Medicine"

Investigadores americanos descobriram que o sulforafano, uma substância presente nos bróculos e em outros vegetais crucíferos, como a couve-flor ou a couve de Bruxelas, tem capacidade para eliminar as bactérias responsáveis pelas doenças pulmonares, prevenindo ou reduzindo as infecções que frequentemente afectam os pacientes que têm estas doenças ou os fumadores.
De acordo com um artigo publicado na revista "Science Translational Medicine", quando os pulmões são saudáveis, conseguem "expelir" os resíduos ou bactérias que chegam ao sistema respiratório juntamente com o oxigênio. No entanto, este sistema de "auto-limpeza" é disfuncional nos fumadores e pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), uma grave patologia respiratória que se manifesta, sobretudo, através da bronquite crónica e do enfisema pulmonar.
A equipa de Shyam Biswal, médico da Universidade Johns Hopkins, analisou os macrófagos (células do sistema imunitário) pulmonares de pacientes com DPOC, assim como os de ratos expostos ao fumo de tabaco. Verificou então que o tratamento com sulforafano estimula a activação de uma via de sinalização celular denominada Nrf2, tanto em células humanas dos pulmões com DPOC, como nas dos pulmões dos ratos expostos ao fumo, pelo que se recupera a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminarem as bactérias dos pulmões, dando-se uma melhoria dos doentes.
"As nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com DPOC têm uma falha num processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo", disse Biswal, acrescentando que "a activação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unirem e combaterem as bactérias".
Robert Wise, outro co-autor da investigação, acredita que "o estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a alimentação e a doença pulmonar e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento desta doença frequentemente devastadora".

Ciência Hoje
in Gastronomias

quinta-feira, junho 23, 2011

MULHERES ESTAMOS DE PARABÉNS!!!

quinta-feira, junho 23, 2011


Pois é, estamos de parabéns. Pela primeira vez, neste pequeno País à beira mar plantado, temos uma mulher como Presidente da Assembleia da República. UHAU!!!
No seu primeiro discurso, Assunção Esteves, disse que "estava honrada" com o seu novo cargo, por mim, acho que nós mulheres também estamos e aqui não interessa de que partido pertence, só interessa o facto de ser Mulher.
Não pensem que estou contra os homens, não, não é nada disso, só que os meninos gostam muito de nos criticar, por exemplo se vamos na estrada e se fazemos alguma asneirita e até pode ser bem pequena, eles dizem logo: "bem se vê que é uma mulher que vai a guiar". Como estas outras expressões andam por aí.
Por isso, mais uma vez as mulheres provam que não são burras e têm tantas qualidades como um homem. às vezes até mais, mas isso são outros quinhentos.
Assim, desejo as maiores felicidades para a nossa Presidente Assunção Esteves e estou certa que fará um belíssimo trabalho. Bem haja!!!

domingo, junho 19, 2011

SALTOS ALTOS

domingo, junho 19, 2011


Cheguei à conclusão que não sou capaz de andar com saltos muito altos e até mesmo aqueles que são mais baixos já me vejo aflita devido ao meu peso, derivado da tiróide e da cortisona, não há meio de voltar ao meu antigo peso. Resultado: estou um potinho, só falta rebolar pela rua abaixo. Mas hei-de fazer um esforcinho para pelo menos ficar um pouco mais elegante. Não sei é quando. Mas de qualquer maneira com ou sem peso o certo é que os saltos demasiados altos nunca foram saudáveis, por isso aqui vão umas palavrinhas de quem percebe disto:

Qual o preço da elegância para a saúde?

Sapatos de salto alto são símbolo da elegância feminina e muitas mulheres não os dispensam para “crescerem” uns centímetros. Contudo, o glamour alcançado com estes acessórios de moda tem um preço acrescido que, na maioria dos casos, se traduz em dores de costas.
Para a coluna vertebral a espessura dos saltos é mais importante do que a sua altura, na medida em que, quando são muito finos, “alteram a estabilidade do apoio do pé no chão e da passada e obrigam os músculos a compensar esse mau apoio, exercendo tensões bruscas sobre a coluna e os seus discos e ligamentos”, explicou ao “Ciência Hoje” Paulo Pereira, coordenador nacional da Campanha Olhe pelas Suas Costas.
De acordo com o especialista, o calçado ideal tem um salto de dois centímetros que permite que as cargas se exerçam de uma forma equilibrada sobre as partes da frente e de trás do pé. Quando a altura aumenta para os quatro centímetros, 75 por cento do peso da mulher são suportados pela parte da frente do pé, obrigando os músculos dos membros inferiores a compensarem esse desequilíbrio e alterando a posição das articulações do joelho e da anca.
“É importante usar calçado confortável com bom apoio do pé, dimensões adequadas em comprimento, largura e altura, saltos de base larga e, de preferência, de altura não superior a quatro centímetros”, aconselhou o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.
Desta forma, os sapatos totalmente rasos também não são uma boa opção, pois provocam um ligeiro predomínio das cargas sobre a parte posterior do pé, o que pode causar algum desconforto.
Paulo Pereira frisou que a altura dos saltos, por si só, não provoca dores de costas, mas contribui para a sua perpetuação e agravamento em pessoas com problemas na coluna lombar. As mulheres que apresentem este problema "devem realmente evitar saltos altos e finos". Contudo, quando não há queixas relacionadas com a coluna nem desconforto associado ao uso de saltos, "não há motivo para contra-indicar o seu uso no que diz respeito à patologia da coluna”.

De onde vêm os problemas de coluna?
Um estudo recente indica que sete em cada dez pessoas sofrem de dores nas costas, o que corresponde a 72,4 por cento da população portuguesa. "A incidência de problemas relacionados com a coluna vertebral tem tendência a aumentar", destacou o especialista português, apontando a vida sedentária, a falta de exercício físico, as posturas incorrectas durante a actividade profissional e actividades da vida diária e o excesso de peso como as causas principais.
A obesidade, um problema crescente nas sociedades desenvolvidas, é "um dos maiores inimigos da coluna", dado que a substituição dos músculos por gordura enfraquece-os e, consequentemente, faz aumentar as cargas sobre os discos e ligamentos. A boa forma destes tecidos, principais estruturas de suporte da coluna vertebral, ajuda a estabilizá-la e a minorar as cargas e tensões exercidas sobre si.
Como tal, reforçou Paulo Pereira, a manutenção de uma boa postura e de músculos em forma "é a melhor profilaxia para os problemas degenerativos da coluna vertebral" e deve começar antes do aparecimento dos sinais de desgaste.

Campanha “Olhe pelas Suas Costas”
A campanha “Olhe pelas Suas Costas” foi lançada em 2009 e é uma iniciativa inédita em Portugal que visa sensibilizar a população em geral para as dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes.
Trata-se de uma iniciativa promovida pelas sociedades portuguesas de Patologia da Coluna Vertebral, de Ortopedia e Traumatologia, de Neurocirurgia, de Medicina Física e de Reabilitação e a Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, com o apoio da Medtronic.

Por Carla Sofia Flores
in Ciência Hoje

sábado, junho 04, 2011

ESTA EU NÃO SABIA

sábado, junho 04, 2011


Estudo comprova benefícios da canela em casos de diabetes

De acordo com um estudo efectuado no Imperial College de Londres, a toma diária de duas gramas de canela durante 12 semanas poderá melhorar os valores da pressão sanguínea e os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes do tipo 2. Este tratou-se de um estudo randomizado, com controlo por placebo e os resultados obtidos no mesmo revelaram que a canela poderá ser considerada um interessante suplemento e até uma possível alternativa à medicação tradicionalmente utilizada em casos de diabetes.
Prevê-se que o número estimado de pessoas afectadas por diabetes na Europa dos 25 aumente dos 19 milhões actuais para cerca dos 26 milhões em 2030, ou seja, 4 por cento da população total europeia será afectada por esta doença. Perante este cenário, qualquer tentativa para reduzir o risco de diabetes será claramente interessante.
Nos E.U.A., as estatísticas tornam-se ainda mais assustadoras, pois 25 milhões de pessoas vivem com a diabetes, o equivalente a 8% da população.
A sustentabilidade e durabilidade do efeito da canela ainda não foram testadas, assim como a sua tolerabilidade a longo prazo e segurança, no entanto, os efeitos a curto prazo do consumo de canela, como suplemento alimentar, por pacientes com diabetes do tipo 2 parecem promissores. As duas gramas de canela administradas neste estudo foram consideradas seguras e bem toleradas ao longo das 12 semanas de tratamento.
Neste estudo 58 voluntários com diabetes do tipo 2, com uma média de 55 anos de idade, tomaram diariamente um suplemento com dosagem de duas gramas de canela (Cinnamomum cassia), ou placebo, durante 12 semanas. Após este período foi verificado que a toma de canela como suplemento alimentar estava associada à diminuição da pressão sanguínea sistólica e diastólica de 3,4 e 5,0 mmHg, respectivamente, enquanto que no grupo placebo não foram verificadas reduções significativas.
No que diz respeito aos teores de açúcar no sangue, os investigadores verificaram uma redução nos níveis de hemoglobina glicosilada (usada para medir os níveis de açúcar no sangue) de 8,22 para 7,86% no grupo que tomou canela em oposição a um respectivo aumento verificado no grupo que tomou placebo (de 8,55 para 8,68).
Os autores desta investigação realçaram também que este é o primeiro ensaio clínico no Reino Unido que é efectuado numa população de várias etnias e que o mesmo revelou efeitos benéficos com a toma de 2g de canela na hemoglobina glicosilada e na pressão sanguínea em pacientes com diabetes do tipo 2.
Este estudo vem reforçar o número crescente de relatórios de investigações que têm revelado que os compostos activos na canela podem melhorar os parâmetros associados à diabetes, sendo a sua toma como suplemento alimentar efectivamente benéfica na prevenção do desenvolvimento de diabetes e na melhoria do metabolismo da glicose.

in Diabetic Medicine
Autores: R. Akilen, A. Tsiami, D. Devendra, N. Robinson

quarta-feira, junho 01, 2011

SERÁ?

quarta-feira, junho 01, 2011


Longevidade. O casamento prolonga a vida dos homens

Estudo inédito defende que o trabalho não lhe está a roubar anos de vida e que a fé numa religião prolonga a vida das mulheres. Os investigadores destacam ainda o papel das relações sociais na longevidade de cada um.
O casamento será sinónimo de uma vida longa? Sim, se for homem. Ser religioso pode ajudar? Sim, se for mulher. Investigadores da Universidade da Califórnia garantem ter chegado a novas pistas para ter uma vida longa e prometem destruir alguns mitos. Para isso, a equipa seguiu a vida de 1528 pessoas, inscritas num estudo científico quando tinham cerca de dez anos, em 1921, pelo psicólogo Louis Terman da Universidade de Stanford. Os conselhos podem não garantir uma entrada directa no clube dos centenários, mas relativizam alguns dilemas actuais: uma profissão absorvente, por exemplo, não é na opinião destes especialistas um mau prenúncio. Este e outros resultados foram publicados este mês no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Life from the Landmark Eight-Decade Study" (14,5 dólares na Amazon). Leslie R. Martin, co-autora do trabalho, explicou ao I que nunca é tarde para se começar algumas mudanças no dia-a-dia.
A corrida aos segredos da longevidade não parece estar perto da meta, tendo em conta os sucessivos trabalhos inconclusivos - dos genes certos aos comprimidos mágicos (recorde-se a euforia em torno do resveratrol e da rapamicina), passando pelas apologias do exercício físico, da medicina alternativa ou do treino cerebral. O facto é que a melhoria do acesso a cuidados de saúde tem feito a sua parte, mesmo debaixo da nuvem de novas epidemias como a obesidade ou a diabetes.
Segundo as previsões mundiais, a nova geração - como chamou o "The Huffington Post" à cada vez mais populosa faixa etária acima dos 80 - deverá aumentar 233% até 2040, um crescimento sete vezes superior ao previsto para a população em geral.
"Quando começámos", explicam os autores no comunicado que lança o livro, "era claro que algumas pessoas eram mais propensas à doença, demoravam mais a recuperar, ou morriam mais cedo, enquanto outras da mesma idade conseguiam sobreviver. Foram propostas todo o tipo de explicações - ansiedade, pouco exercício, carreiras stressantes, tendência para correr riscos, pessimismo - mas nenhuma tinha sido estudada durante um grande período".
Duas décadas depois, e com registos dos últimos 90 anos, fizeram esse estudo. O "follow up" da amostra de Terman, previsto para seis meses, acabou por dar pano para mangas: os jovens participantes atravessaram as fases das suas vidas e não foram os mais optimistas a viver mais tempo, nem os que tinham os melhores hábitos. Entre eles estavam, por exemplo, a repórter de guerra Shelley Mydans [1915-2002] ou Norris Bradbury, um dos homens por trás do armamento nuclear norte-americano [1909-1997]. Uma das descobertas mais surpreendentes do estudo foi perceber que as suas personalidades em criança poderiam prever o risco de mortalidade décadas depois, diz Leslie R. Martin. As crianças consideradas mais alegres e bem-humoradas pelos pais e professores "tiveram vidas mais curtas" do que as companheiras mais reservadas e prudentes. Adoptar como máxima pessoal o relaxado "vai correr tudo bem" parece ser prejudicial. Entre os que começaram a escola mais cedo, antes dos seis anos, descobriram também uma longevidade reduzida.
Outra surpresa, destaca a investigadora, foi a diferença encontrada entre homens e mulheres para o impacto do casamento. "Depois de um divórcio, para os homens é melhor voltar a casar enquanto para a mulher não importa." Homens casados vivem para lá dos 70 e menos de um terço dos divorciados apresenta uma probabilidade forte de viver tanto, adiantam. A esta sina escapam apenas os homens que nunca casaram. Já entre as mulheres, quer nunca casem, quer casem, fiquem sozinhas depois do divórcio ou voltem a casar, o nível de longevidade é o mesmo.
Ligue-se. Um dos precursores mais consistentes de uma vida longa parece ser a existência de laços interpessoais, de entreajuda. Leslie R. Martin explica que não se trata de começar a procurar amigos novos, ou de obrigar os mais tímidos a sair da casca, mas de haver um esforço para cultivar relações, muitas ou poucas, ou apenas as familiares. Já a entrega ao trabalho - pasmem-se os críticos aos workaholics - não parece ser motivo para grandes receios. Os investigadores descobriram que as pessoas mais comprometidas vivem mais tempo e que o stresse e as preocupações não roubam, na prática, anos de vida.
O livro reúne ainda conclusões sobre o papel da fé e o impacto da guerra na esperança de vida, publicadas nos últimos dois anos. Os investigadores descobriram que as mulheres com crenças religiosas vivem mais, um fenómeno que não se verifica nos homens.
Aos leitores prometem quizes para avaliarem até quando vão viver com base nos seus comportamentos e personalidade, para saberem o que podem mudar. Leslie R. Martin duvida que alguma vez surja uma prescrição universal para a vida longa, mesmo que deposite as suas convicções nesta. "Muitas das coisas em que as pessoas pensam, como preocuparem-se com o rácio de ómega 3 nos alimentos que comem, acabam por ser distracções dos caminhos principais", conclui.

Marta F. Reis, Publicado em 24 de Março de 2011
in Jornal I

(Eu retirei este texto em Gastronomias)

segunda-feira, maio 30, 2011

OUTROS TEMPOS

segunda-feira, maio 30, 2011


De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola. Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns! Tivemos a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Para todos os outros que não têm a idade suficiente , pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.
Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.
Acreditam que 'Missão Impossível' e 'Anjos de Charlie', são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças.

Célia Santos
in Gastronomias

domingo, maio 22, 2011

SEU PENDRIVE TEM BLUTUFE?

domingo, maio 22, 2011


Estorinha bem bolada, mostrando a rapidez da modernidade, difícil, quase impossível, para as madurinhas e madurinhos acompanharem! Não deixem de ler!


Oswaldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
¬ Moça, vocês têm pendrive?
- Temos, sim.
¬ O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
- Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
¬ Ah, É como um disquete...
- Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.
¬ Ah, tá bom. Vou querer.
- Quantos gigas?
¬ Hein?
- De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?
¬ O que é giga?
- É o tamanho do pen.
¬ Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
¬ Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
- Dois, quatro, oito, dezesseis gigas...
¬ Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
- Neste caso, o melhor é levar o maior.
¬ Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
¬ Como?
- É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
¬ USB não é a potência do ar condicionado?
- Não, aquilo é BTU.
¬ Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
- USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
¬ Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?
- Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
¬ Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
- Quem sabe o senhor liga pra ele?
¬ Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar.
- Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, radio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
¬ Blu... Blu... Blutufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?
- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
¬ Pra que serve esse tal de blutufe?
- É para um celular comunicar com outro, sem fio.
¬ Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
- Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.
¬ Ah, e antes precisava fio?
- Não, tinha que trocar o chip.
¬ Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip...
- Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.
¬ Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
- Momentinho... Deixa eu ver... Sim, tem chip.
¬ E faço o quê, com o chip?
- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
¬ Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois
de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
- Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo aprende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
Oswaldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:
- Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pendrive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.
¬ Então tá, filho, papai está comprando o teu pendrive. De noite eu levo para casa.
Que idade tem seu filho?
¬ Vai fazer dez em março.
- Que gracinha...
¬ É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
- Certo, senhor. Quer para presente?

Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pendrive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um 'havy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Oswaldo. Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
-Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
¬ Teu celular tem entrada USB?
- É lógico. O teu também tem.
¬ É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pendrive e ouvir pelo celular?
- Se o senhor não quiser baixar direto da internet...

Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
¬ Sabe que eu tenho Blutufe?
- Como é que é?
¬ Bluetufe. Não vai me dizer que não sabe o que é?
- Não enche, Oswaldo, deixa eu dormir.
¬ Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
- Claro que lembro, Oswaldo. Hoje é bem melhor, né?
- Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem. E conexão USB também.
- Que ótimo, Oswaldo, meus parabéns.
¬ Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
- Ué? Por quê?
¬ Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado.
- Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
¬ Ué? A nossa estragou?
- Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
¬ Tudo isso?
- Tudo.
¬ A nova vai ter blutufe?
- Boa noite, Oswaldo, vai dormir que eu não aguento mais...

(o autor é desconhecido, mas pode ser algum de nós, ou alguém, que nasceu nos anos 50, 60,70, 80, até nos 90)

sexta-feira, abril 29, 2011

CASAMENTO REAL

sexta-feira, abril 29, 2011


Aqui, na zona de Lisboa, troveja e ao som deste barulho os pensamentos voam até Londres.
Sei que estamos em tempo de crise, em tempo de contenção de despesas, de consumismo. enfim, contenção mesmo. No entanto, o casamento real que deverá começar daqui a algumas horas ainda nos fazem sonhar e esquecer as agruras da vida. Sonhar não faz mal, mas custa pensar nos que não têm sequer um pouco de pão na mesa. Assim, há que esquecer tudo o resto e porque não sonhar com um casamento que será visto por milhões de pessoas, talvez a pensar como eu e a acreditar que é possível ultrapassar estes momentos maus.
Vai ser um momento histórico porque não é todos os dias que se casam principes deste calibre, ou seja, tão falados e acarinhados por todo o mundo, uma vez que a sua mãe ainda hoje é recordada com saudade e estou convencida que ela não estará presente fisicamente mas estará, com certeza, em espírito.
Casal bonito que espero sejam mais felizes do que os pais do principe.
Mas como nestas coisas há sempre uns brincalhões aqui fica um video a representar o casamento, ora vejam:

terça-feira, abril 26, 2011

RIO

terça-feira, abril 26, 2011


Ai, ai, ai, ai!!! Schiiiii à quanto tempo não venho aqui. Credo, um mês. É muito tempo e já tinha saudades de dar aos dedinhos no teclado, mas os afazeres domésticos e a neta ocupam-me a maior parte dele. Tenho de me organizar de outra forma, até porque queria ver outros blogues e nem tenho visto nada.
Hoje gostaria de vos falar de um filme que fui ver com a netinha e adorei, amei! É o novo filme de desenhos animados chamado RIO. Conhecem, não é? Pois acredito que sim, mas vale a pena ir ver mesmo que não tenham crianças. Para mim, está muito bem feito é mesmo estilo da Disney. Assim, sim, vale a pena ir ver.
Chamem-me lamechas ou o que quiserem, mas tenho a minha opinião, certo? Quem não viu, veja e depois diga-me o que achou.
E VIVA O RIO DE JANEIRO!!!

quinta-feira, março 24, 2011

PEDIDO DE DESCULPAS

quinta-feira, março 24, 2011

Peço desculpa aos meus leitores e ao escritor Mia Couto, mas o texto em baixo não é do Mia Couto, segundo um desmentido do próprio. Seja quem for o autor o texto merece ser divulgado. Obrigado.
Ana do Castelo

quarta-feira, março 23, 2011

UM DIA, ISTO TINHA DE ACONTECER

quarta-feira, março 23, 2011

Aqui vai mais um texto que me veio parar às mãos do escritor Mia Couto e que reproduz exactamente aquilo que eu gostaria de dizer, ou escrever, sobre a geração à rasca. Sei que é um pouco extenso, mas vale a pena, não só por ser actual, mas também como retrata e bem a crise por que estamos a passar. Cá vai:

Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Nota pessoal: "Minha culpa" não, não e não. Felizmente eu não sou assim, nunca fui e nunca serei, e não criei os meus filhos assim!



Mia Couto (escritor)

terça-feira, março 15, 2011

OS AMIGOS

terça-feira, março 15, 2011


A família é sempre muito importante. Alguns têm a infelicidade de não o poder dizer, seja porque não a têm, seja porque a família é disfuncional. No entanto, há sempre a possibilidade de nos cruzarmos nas nossas vidas com pessoas que são tão ou mais importantes do que o núcleo familiar: estou a referir-me aos amigos, ou seja, aos verdadeiros amigos. Áqueles que estão ao nosso lado, não só nas horas boas, como nas más. Que de vez em quando discordam do que dizemos ou pensamos, e não nos dizem sempre que sim a tudo. Esses são os verdadeiros amigos. Aqueles que nos puxam para cima quando estamos quase no fundo do poço, aqueles que são capazes de sairem de suas casas para nos segurar nas mãos ou nos darem um abraço quando mais precisamos. Aqueles que olham para nós e sabem como estamos sem dizermos uma palavra. Aqueles que passam horas a conversar connosco para nos distrairmos. Aqueles que nos vão buscar a casa e nos forçam a sair quando não nos apetece. Enfim, tudo isso e muito mais, porque para festas e nos fazer rir é fácil, o difícil mesmo é termos amigos nas horas que mais precisamos.
Eu, felizmente, não me posso queixar, tenho poucos mas bons amigos. Você pode dizer o mesmo?

segunda-feira, março 07, 2011

FESTIVAL DA CANÇÃO RTP 2011

segunda-feira, março 07, 2011


Foi no passado sábado que se realizou mais um Festival RTP da Canção. Só posso dizer: que RIDÍCULO, que VERGONHA, que TRISTEZA!!!
Continuamos a brincar aos festivais, acho que nem tenho palavras para descrever o que ali se passou. De doze canções, para mim, só duas teriam realmente perfil para irem-nos representar à Alemanha, seria a canção nr.9, que não sei o nome da interprete, e a canção nr.11 do Axel. Pois a canção ganhadora não é nenhuma destas. Pelo contrário, ganhou uma canção, que além de ser de intervenção, tem um pouco de folclore português e nem sequer se coaduna com as canções próprias para este tipo de festival. Arre, mas que porra de gente é que nós temos que ainda não percebeu isto? Estou zangada, não é? Pois estou e de que maneira. Só me apetece chorar de vergonha e de tristeza. Não tenho nada contra a canção ganhadora, mas NÃO É para isto.
Até os países, chamados de leste, já entenderam que tipo de música se identifica com o Festival e nós que estamos há mais tempo a concorrer não percebemos. Ora, tanto quanto sei, nós PORTUGUESES, não somos burros, mas insistem no que não interessa ou será que até nisto haverá outros interesses que nem nos passa pela cabeça? Espero estar errada, mas quase que aposto que nem no penúltimo lugar ficaremos, mas estaremos cá para ver!

sábado, março 05, 2011

A NOSSA SAÚDE

sábado, março 05, 2011

Estou em fase de rever os meus hábitos alimentares. É muito importante não só para não engordar como, principalmente, para ter uma boa saúde. Felizmente, no nosso país, a gastronomia rege-se muito pela culinária mediterranica, que segundo tenho lido e ouvido é das melhores. E eu acredito que sim, pois uma grande parte é feita à base de legumes e fruta, além da carne e do peixe.
Eu, por exemplo, como sou um pouco mais velhinha fui criada à base de sopa e de peixe, pois a carne na altura era muito cara. Infelizmente, agora é o contrário. Estou-me a lembrar que quando era miúda, para aí os meus sete ou oito anos, ia passar todas as férias de verão com a minha irmã a casa da tia, na zona de Santarém, cujo marido tinha um talho. E ela perguntava-me sempre o que nós queríamos para a refeição e a minha resposta era sempre: couves com feijão. Aí é que ela ficava surpreendida porque havia a possibilidade de comer carne e da boa e eu preferia as minhas couvinhas. O problema agora é que não consigo encontrar essas couvinhas nem o dito feijão. Ai que saudades!!!
Como calculam não vou aqui dar receitas, no entanto, vou aqui deixar ficar una notinha de um fruto que se diz muito bom para ajudar as pessoas com cancro. Se não fizer bem, mal também não faz porque é uma fruta. Então lá vai o email que recebi e vos quero transmitir:



Este fruto chama-se Anona ou Chirimoia.

A Anona, ou seja, o fruto da árvore Graviola é um produto milagroso para matar as células cancerosas. É 10.000 vezes mais potente do que a quimioterapia. Porque não estamos inteirados disto? Porque há organizações interessadas em encontrar uma versão sintética, que lhes permitam obter fabulosos lucros.
Asssim, de agora em diante, você poderá ajudar um amigo que necessite, fazendo-lhe saber que convém beber sumo de anona, para curar a enfermidade. O seu sabor é agradável, e não produz os efeitos horríveis da quimioterapia.
Quantas pessoas morrem enquanto este segredo permanece guardado a sete chaves, para não pôr em risco os lucros multimilionários de grandes empresas?
Convém saber que a árvore das anonas é de pequeno porte. Não ocupa muito espaço. Conhece-se pelo nome de “GRAVIOLA” no Brasil, por “GUANÁBANA” nos países hispano-americanos, e por “SOURSOP” nos países de expressão inglesa. O fruto é grande e a sua polpa branca, doce, come-se directamente, ou é utilizado normalmente, para fazer bebidas, sorvetes, doces, etc. 
E se tiver a possibilidade de o fazer, plante uma árvore de anonas no pátio traseiro da sua casa. Todas as suas partes são úteis. A próxima vez que quiser beber um sumo, peça um de anonas. 
O interesse nesta planta deve-se aos seus fortes efeitos anti-cancerígenos. E ainda se lhe atribuem muitas mais propriedades, sendo a mais interessante o efeito que produz sobre os tumores. Está provado que esta planta é um remédio contra todos os tipos de câncer. Há mesmo quem afirme ser de grande utilidade no combate para todos os tipos de câncer.
Considera-se que é um agente anti-micróbios, de largo espectro, contra as infecções bacterianas e por fungos. É eficaz contra os parasitas internos  e vermes, baixa a tensão arterial e é um anti-depressivo, combatendo a tensão e as desordens nervosas.
Os componente desta árvore demonstraram actuar 10.000 vezes melhor, retardando o crescimento das células do câncer do que o produto Adriamycin, uma droga quimioterapêutica, normalmente utilizada no mundo. E o que é todavia mais assombro-so: este tipo de terapia, com o extracto  de Graviola, ou Guanábana, destrói somente as células malignas do câncer e não afecta as células sãs.
A fonte desta informação é fascinante: procede de um dos maiores fabricantes de remédios do mundo, afirmando que depois de mais de 200 provas de laboratório, realizadas a partir de 1970, as conclusões revelaram que: destrói as células malignas em 12 tipos de câncer, incluindo as do cólon, do peito, da próstata, dos pulmões e do pâncreas…
Instituto de Ciências da Saúde,
L.L.C. 819 N. Charles Street Baltimore, MD 1201
http://www.hsibaltimore.com

E ESTA HEM!!!!!!!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

REIKI BENÉFICO PARA DOENTES ONCOLÓGICOS

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Olá! Ainda vou a tempo de desejar que tenham um Bom Ano de 2011 e que tenham saúde e felicidade como desejo para mim.
Este ano comecei mal a minha escrita no blogue, mas como sempre há uma boa razão para ter andado afastada daqui. Como acho que já frisei anteriormente tenho estado ocupadita, principalmente com os horários da netita. Tenho de a ir buscar à escola, dar-lhe almoço, lanche e às vezes, quando calha, até o jantar. Quando vai para casa já vai mais ou menos despachada. São coisas da vida, mas que nos dá prazer.
Também tive o marido doentito durante uns diazitos em casa o que também ocupa tempo. Enfim, afazeres de dona de casa mas que tenho de arranjar um tempinho para mim, porque tratar só dos outros não dá. E então eu? Também tenho direito, não é?
Bom, mas agora gostaria de vos deixar aqui uma notícia boa (não pode ser sempre má, não é?)sobre a experiência que estão a fazer num hospital do Porto com reiki. Então cá vai:


Um projeto de investigação desenvolvido na Unidade de Hemato-Oncologia do Hospital de São João sobre o impacto da terapia de Reiki em doentes internados demonstrou "uma diminuição do sofrimento associado à ansiedade e à dor" na maioria destes pacientes com cancro.
Em declarações à Lusa, Fátima Ferreira, hematologista no Hospital de S. João, Porto, e presidente da Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, explicou que os doentes que se submeteram a esta terapia complementar conseguiram "ultrapassar melhor do que os outros os aspetos quer fisiológicos, quer psíquicos da situação em si".
Os resultados do contributo da medicina holística no tratamento destes serão apresentados na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto.
A hematologista Fátima Ferreira e a enfermeira e Mestre Reiki Maria Zilda Alarcão abordarão "O Impacto da Terapia de Reiki na qualidade de vida dos Doentes hemato-oncológicos", que serviu de base ao projeto de investigação onde participaram 100 doentes, metade dos quais submetidos àquela terapia complementar.
Com esta investigação, a enfermeira pretendia perceber como o Reiki poderá ajudar, de forma holística, a minorar o sofrimento destes doentes nas suas vertentes mais significativas como "a ansiedade, a dor, as alterações da auto-imagem e os efeitos colaterais dos tratamentos como a quimioterapia".

Reiki - Energia Vital Universal

De acordo com a hematologista Fátima Ferreira, estudos feitos em animais mostram que "os ratos com cancro submetidos a Reiki também têm uma melhoria da imunidade celular".
"Há por isso algumas evidências científicas experimentais que nos dizem que o Reiki pode ser benéfico. Tudo isto ainda não está 100% experimentado, mas há evidências nesse sentido e há o testemunho dos doentes", acrescentou.

Reiki é uma designação japonesa que significa Energia Vital Universal e que se carateriza por ser um sistema natural de captação e transmissão dessa energia. O terapeuta, através das suas mãos, promove "uma limpeza profunda celular e restabelece - em cada ser humano - os seus níveis energéticos, em todas as vertentes", explicou Zilda Alarcão.
O terapeuta, ao permitir que a energia flua no ser humano irá permitir diminuir a ansiedade, o sofrimento, a dor, a fadiga e todos os estados de dependência física. Favorece os sentimentos positivos, o sono e repouso, a concentração e aprendizagem e valoriza a auto-estima, acrescentou.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

BOM ANO 2011

segunda-feira, dezembro 27, 2010


Espero que tenham tido um feliz e Santo Natal.
Era para ter vindo aqui mais cedo, mas não tem sido possível. Desde a segunda quinzena deste mês que tenho andado um pouco atarefada com as prendas de Natal. Tenho de começar a comprá~las com antecedência para depois não andar a correr contra o tempo e o que devo oferecer aquele ou aquela pessoa. Os tempos não estão para grandes festas e por isso mesmo, é preciso pensar duas vezes no que se há-de comprar, que seja útil e não seja caro.
Mas o Natal já passou e estamos quase a entrar no novo Ano, que desejo sinceramente seja mais positivo do que foi este, apesar das previsões governamentais serem de poupança e contencão de despesas. Não sei onde poupar mais, talvez eles possam dizer onde é que possamos fazê-lo, uma vez que devemos receber dez por cento do que eles ganham por mês.
Assim sendo, UM BOM ANO para todos, com muita saúde e amor, e se vier um dinheirito extra também agradeço.