sexta-feira, junho 13, 2008

AS FESTAS POPULARES

sexta-feira, junho 13, 2008

Hoje é dia de Santo Antóno. Dia de festejar este santo tão querido para muitos. Eu, pessoalmente, sou devota do meu querido Padre Cruz. Mas, hoje não estou aqui para falar dele, mas sim das festas populares que se festejam este mês. Ontem, a minha filha, à noite, veio ter comigo e diz-me:

- Mãe vou com a Magui ver a actuação dela e depois venho para casa.
Bem, esperei até às 02h da manhã e como ela não dizia nada telefonei eu.
- Mãe estou a chegar ao Saldanha para ir ver as marchas e depois vou.
Ok, como ela é uma menina que até não é de andar em festas, concordei. Até porque ela é jovem e precisa de sair e dar-se com os amigos. Aí às 03h30, mandei uma mensagem, a seguir ela responde que está a vir. 04h15 já não mandei mensagem, telefonei.
- Então?
-Mãe estamos a chegar ao carro e vamos agora para casa. Se eu soubesse não tinha vindo, mas que trampa de noite.
- Mas porquê, aconteceu alguma coisa?
- Não, só que foi uma noite para esquecer, nunca mais. Depois conto.
Fiquei um pouco preocupada, mas como estava tudo bem e já eram quase cinco da manhã fui-me deitar, mas só consegui dormir depois de ela chegar.
Hoje de manhã assim que ela acordou foi logo a minha primeira pergunta:
- Então o que aconteceu ontem para estares tão chateada?
Então ela contou-me que tinham deixado o carro no Saldanha e foram a pé até ao Marquês de Pombal e acabaram por ir até ao Terreiro do Paço e na volta tiveram que fazer o mesmo percurso a pé, porque não havia transportes àquela hora e ainda por cima, dizia ela, que nunca tinha visto tantos jovens deitados e sentados no meio da rua todos bem bebidos. Dizia ela:
- Oh mãe que miséria, todos deitados no chão a maior parte bebados, tanto rapazes como raparigas. Houve ruas que tínhamos de ter cuidado para não pisarmos ninguém. Que tristeza, não tenho paciência para esta gente que não sabe beber.
Só lhe disse:
- Pois filha, infelizmente há muito jovem que não sabe até onde pode ir. É triste, mas é assim.
Não adiantei muito mais, mas fiquei muito contente, pode-se dizer mesmo, muito orgulhosa por a minha filha pensar assim. Aqui fiquei convicta que a minha filha é uma menina saudável e de cabeça limpa. E ainda hoje agradeci a Deus ela ser assim.
Mas por aqui se vê como são agora as festas populares por estas bandas. Há muito que não saio à noite. Por aqui deduzo o que vai na cabeça destes jovens que acham que apanhar uma bebedeira com os amigos é que está certo. Será que eles sabem como se divertir sem cair no chão? Acho que não. No meu tempo, e já vão alguns anitos, também havia uns copitos a mais, mas os jovens divertiam-se, riam, brincavam uns com os outros sem ficarem caídos no chão como ela presenciou. Eu sei que os tempos mudaram, e ainda bem que assim é, mas pelos vistos para pior. Também sei que os jovens são irreverentes e não acatam os conselhos dos mais velhos, também faz parte, mas chegar a uma degradação destas?

quarta-feira, junho 11, 2008

JÁ CÁ ESTOU DE NOVO

quarta-feira, junho 11, 2008

Oi, já voltei!!! Custou mas foi, faltam só uns acertosinhos mas é coisa rápida e não é necessário sair daqui com o meu "pretinho".
Que saudades que já tinha de aqui vir e de vos ler.
Eu tinha o computador da filhota, mas era complicado porque ela não achava muita graça, quando chegava a casa e encontrava a mãe no computador dela. Aí desisti. Também entendo que o computador acaba por ser um objecto pessoal.
Assim sendo, mãos à obra, agora é começar a ler os meus amigos e bola para a frente, que atrás vem gente.
Ainda por cima anda tudo meio doido aqui no bairro, Portugal ganhou aos checos e é uma festa, mesmo com o problema da falta de gasolina. Mas isso é outro assunto que quero ver se escrevo no meu outro blogue dedicado à má lingua política.
Inté!!!

segunda-feira, junho 02, 2008

AINDA EM PAUSA

segunda-feira, junho 02, 2008

Ainda não tenho o meu "pretinho". Vim só aqui ao computador da filhota pôr este post e dedicar ao nosso querido Capitão-Mor. É que como, eu acho, que ele gosta de música tradicional portuguesa, lembrei-me de aqui pôr está música para ele. Será que já conheces? É que ouvi-as ontem na TVI.
Acho que é um conjunto muito giro e com muitas possibilidades de ser conhecido. Até gostaria bastante de ir vê-las ao vivo. Elas foram buscar a música tradicional e misturaram um pouco com a moderma. Eu gostei. Então cá vai:

XAILE - Ai linda, Ai linda!

quinta-feira, maio 29, 2008

QUE PREGUIÇA....

quinta-feira, maio 29, 2008

Olá amigos,
O meu "pretinho" está lento, lento que até dá dó. Por isso amanhã vai ao médico e só deve vir no sábado.
Tenho tido uma certa dificuldade em postar nos comentários, daí o certo tempo que levo a ler os vossos postes. Espero já para a semana estar tudo ok. Acontece, não é? Ele tem de ser todo formatado outra vez. Além disso, como tinha mudado para uma velocidade maior não devia estar com esta lentidão toda. Acho que ele gostou muito da canção do Martinho da Vila, "Devagar, devagarinho", conhecem?
Bom, é só mais um cadinho, certo? E logo logo estarei de volta.

quarta-feira, maio 28, 2008

QUEM ENTENDE OS HOMENS?

quarta-feira, maio 28, 2008


Os homens bons são feios
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.

AGORA... QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História:

Homens são como um bom vinho.
Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.



"Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas."

Vinicius de Moraes

terça-feira, maio 27, 2008

IRS COM IMAGINAÇÃO

terça-feira, maio 27, 2008

Um casal de jovens chega ao consultório de um médico terapeuta sexual. O médico pergunta:
- O que posso fazer por vocês?
O rapaz responde:
- Poderia ver-nos a fazer sexo!
O médico olha espantado, mas concorda. Quando termina, o médico diz:
- Não há nada de mal na maneira como fazem sexo.
E cobra 70,00 euros pela consulta, o que se repete por várias semanas.
O casal marca um horário, faz sexo sem nenhum problema, paga ao médico e deixa o consultório. Finalmente o médico resolve perguntar:
- Afinal, o que estão a tentar descobrir?
E o rapaz responde:
- Nada, o problema é que ela é casada e não posso ir a casa dela. Também sou casado e ela não pode ir a minha casa. No Hotel Tivoli, um quarto custa 120,00 euros, no Hotel Holliday Inn custa 100,00 euros e aqui fazemos sexo por 70,00 euros, temos acompanhamento médico, é passado um recibo, sou reembolsado em 42,00 euros pela Medis e ainda consigo uma restituição do IRS de 19,25 euros.

domingo, maio 25, 2008

SURDA ELA?

domingo, maio 25, 2008

Um homem foi ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher:
- Que problema a sua esposa está apresentando?
- Está sofrendo de surdez. Não ouve nada.
- Então o senhor vai fazer assim: Antes de vir com ela, pois só tem consulta daqui a 15 dias, vai fazer um teste para facilitar o diagnóstico do médico. O senhor vai colocar-se a várias distâncias da sua esposa. Fala para ela normalmente, e quando vier, diz ao médico a que distância estava quando ela ouviu. Certo?
Nesse dia, à noite, quando a mulher estava a preparar o jantar, o idoso lembrou-se então de fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: " Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora!"
- Maria... o que é o jantar?
Nada. Silêncio. Aproxima-se 5 metros.
- Maria... o que é o jantar?
Nada. Silêncio. Fica à distância de 3 metros:
- Maria... o que é o jantar?
Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Maria! O que é o jantar?
- É frango! É a quarta vez que te respondo!

PORQUE SERÁ QUE OS HOMENS ACHAM QUE OS PROBLEMAS SÃO SEMPRE DAS MULHERES????

quarta-feira, maio 21, 2008

CLEOPATRA

quarta-feira, maio 21, 2008

Tão fofinha com quatro aninhos!!!
Não é?

terça-feira, maio 20, 2008

SÁBIOS PENSAMENTOS

terça-feira, maio 20, 2008


Hoje, apenas hoje...
Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida.

Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo.

Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste.

Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.

Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito.

Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém.

Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão.

Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente - embora as circunstâncias mostrem o contrário - que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.

Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.»

João XXIII

domingo, maio 18, 2008

2 A 0

domingo, maio 18, 2008


E pronto mais uma alegriazinha. Então não é que o nosso Sporting ganhou a Taça de Portugal? Sim senhor, um joguinho suado mas valeu a pena, os rapazes até estavam a jogar bem. deram cá um baile aos portistas. Hi!!! Nem quero pensar como eles estão. Mas também não estou preocupada. O leão hoje mostrou a sua raça.

E VIVA O SPORTING!!!

sábado, maio 17, 2008

LIBERDADE

sábado, maio 17, 2008


Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

quinta-feira, maio 15, 2008

DOR DE BARRIGA

quinta-feira, maio 15, 2008

Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... Esta é uma simples história que poderia ter acontecido contigo, comigo, com qualquer um…

O texto não é meu, recebi por email, mas pelo menos dispõe bem. Não sei quem foi o autor, mas está supimpa.

Aeroporto de Lisboa, 15h30m.
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas. "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquila". O avião só sairia ás 16h30m. Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no W.C. do aeroporto. Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:
- Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira.
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda. O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
- Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora.
Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali. Tentava me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops! Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra! Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
- Olha, caguei- me.
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo. "Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que estou não fico". Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés. Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar...afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado?? Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez. Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira. Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:
- Agora chega, Pá!!
Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus. Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As minhas cuecas mandei-as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.
A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu.
Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do "rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria. A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilete para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
- Nada, obrigado...
Eu só queria mesmo era esquecer este dia.

terça-feira, maio 13, 2008

SEM INSPIRAÇÃO

terça-feira, maio 13, 2008

Hoje estou sem inspiração nenhuma para escrever. Também os meus dias acabam sempre por ser iguais, uns a seguir aos outros. O tempo também não está muito convidativo para sair e sem carro ainda menos apetece. De manhã, fui marcar o ponto à Junta de Freguesia, raios do que eles se lembraram, termos de ir de quinze em quinze dias mostrarmos que somos gente, que estamos vivos e que não fomos passear. Dão-nos o dinheiro, que não estão a fazer favor nenhum, pois já descontámos para isso, mas temos de quase dar contas, não somos livres de ir para lado nenhum porque temos de nos lembrar que não podemos faltar à chamada. Quem está desempregado e a receber o Fundo de Desemprego é assim. Até os presos têm mais liberdade. A desculpa deles é que havia muita gente que ia trabalhar para fora do País e continuava a receber o Fundo de Desemprego daqui. E que culpa tenho eu? Eu e mais umas centenas ou milhares como eu. Como somos o País das multas, porque não multar essa gente em vez de "culpabilizar" quem não tem como ir para fora. Raios. Hoje estou assim irritada, deve ser do tempo que nem é peixe nem é carne. UFA!!!
Bem o melhor é pôr o meu astral para cima que assim não vou a lado nenhum. Vou pôr uma musiquinha boa, relaxante, para ver se os azeites desvanecem.
Desculpem qualquer coisinha, mas foi só um desabafo.

sábado, maio 10, 2008

A CHUVA FAZ BARULHO...

sábado, maio 10, 2008

A noite passada, depois de ver as minhas novelas, e estando eu quase a desligar a televisão ainda acabei por fazer um pequeno "zapping". "Zapping" esse que foi parar à RTP-1. Até aqui nada demais, e acabei por ficar a ver o "Sexta à noite com José Carlos Malato", entrevista para cá, entrevista para lá, e quando ele começa a entrevistar o Frei Hermano da Cãmara eu começo a ouvir um ruído que pensei cá para os meus botões "tenho a televisão avariada querem ver?", pego outra vez no comando e mudo para o outro canal, o barulho foi-se, mudei outra vez para a RTP e o barulho continua, às tantas vejo o Malato ficar um pouco incomodado porque o barulho aumentou e então ele lá anuncia que está a chover a potes e por isso aquele barulho, inclusivé, ele pede a um "camara men" que mostre a rua e o que chove. Ah aí desatei-me a rir, só podia né?, é que o estúdio onde estava ser emitido o programa devia ser um antigo armazém que tem telhados em zinco e quando a chuva cai faz barulho.
Aqui tenho eu de dar a minha alfinetada, que vergonha, uma televisão pública que recebe milhões de euros por ano do erário público, que mudou muito recentemente de instalações (e que não deviam ser tão baratas como isso) e não tem um estúdio em condições.
Eu não estava lá, mas se estivesse juro que era capaz de ter levado um susto e tanto. É que os aguaceiros que têm caído são acompanhados de muito vento e até tem caído granizo. Agora, com um telhado daqueles uma pessoa estaria sempre a pensar se não nos cairía em cima. Aliás, o próprio Malato quando disse que era a chuva o comentário dele foi: "espero que não nos caia em cima".
Nunca se sabe não é?

quinta-feira, maio 08, 2008

VER PARA CRER

quinta-feira, maio 08, 2008

Todos sabemos que a ciência está muito avançada, mas acho que ainda falta estudar muita coisa. Uma delas é a vida animal: como, por exemplo, a inteligência dos animais. Uns mais do que outros, todos têm sua inteligência, só não sabemos como funciona e como é demonstrada. Aqui vos deixo uma mostra da inteligência dum animal e vale a pena ver. Pelo menos tem mais jeito do que eu.

quarta-feira, maio 07, 2008

ELE HÁ DIAS....

quarta-feira, maio 07, 2008

Hoje estou para aqui virada, dêm-me música que estou feliz. Não tem motivo especial, não. Simplesmente apetece-me ouvir estas músicas. São diferentes, mas ambas são muito bonitas. Eu sei que nem sempre estamos virados(as) para certo estilo de música, eu hoje estou para aqui:



E mais esta para recordar:

segunda-feira, maio 05, 2008

IMAGINAÇÃO

segunda-feira, maio 05, 2008

Uma garota passada de burra, ia sair pela primeira vez com um homem.

A mãe dela apreensiva, deu algumas instruções:
- Olha minha filha, ele vai te convidar para sair, você vai; ele vai te levar para jantar, você vai; ele vai te convidar para conhecer o apartamento dele, você vai; ele vai te oferecer uma bebida, você aceita; ele vai te convidar para ir para o quarto, você vai; ele vai te convidar para tirar a roupa, você tira; ele vai te pedir para deitar na cama, você deita...
- Mas, na hora em que ele for subir em cima de você para desonrar sua família, você não deixa, viu minha filha?
Tudo avisado, a garota saiu.
Quando chegou, foi contar para a mãe o ocorrido:
- Tudo o que a Senhora falou era verdade, mãe! Ele fez tudinho! Só que na hora em que ele foi subir em cima de mim para desonrar minha família...
- Você saiu da cama, né, filha? perguntou a mãe apreensiva.
- Melhor! Eu subi em cima dele e desonrei a família dele!

sábado, maio 03, 2008

A NOVA SECRETÁRIA

sábado, maio 03, 2008

O cara liga para o escritório de seu amigo de infância e a secretária atende:
- Escritório do Dr. Marcelo, bom dia...
- Bom dia. Poderia falar com o Dr. Marcelo?
A secretária responde:
- Olha Sr., no momento o Dr. Marcelo está cagando!
O cara fica horrorizado, desliga o telefone e decide avisar o Marcelo como foi tratado pela secretária:
- Marcelo, hoje pela manhã liguei para o seu escritório e sua secretária me disse que você estava cagando!!! Isso é um absurdo! Você é presidente de uma multinacional, trata com pessoas importantíssimas. Sua secretária deveria ter mais educação.
- Ô Flávio, muito obrigado pelo toque, vou falar com ela; ela é novata, muito esforçada, com o tempo aprende...
Passado algum tempo, Flávio liga novamente para o escritório, e novamente a secretária atende:
- Escritório do Dr. Marcelo, bom dia...
- Bom dia. Poderia falar com o Dr. Marcelo?
A secretária responde:
- No momento, o Dr. Marcelo está ocupado...
Flávio gostou da resposta, viu que a secretária havia aprendido. Então, ele perguntou:
- E ele vai demorar muito?
- Ah... do jeito que ele passou peidando por aqui, vai levar uns 40 minutos cagando.

quinta-feira, maio 01, 2008

DIA DO TRABALHADOR*

quinta-feira, maio 01, 2008


Hoje é Dia do Trabalhador. Infelizmente já não me incluo nesse dia, com muita pena minha. No entanto, não gostaria de deixar passar este dia em branco e é por isso que vai aqui uma resenha dele. O engraçado da questão é que tudo começou nos EUA e eles comemoram-no numa data totalmente diferente.

HISTÓRIA

Em 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

EM PORTUGAL

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pelas polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portuguêses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral das Trabalhadores). No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.

NO BRASIL

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituíssem um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casas próprias e similares.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.

EM MOÇAMBIQUE

Durante o período colonial (até 1975), os Moçambicanos estavam isentos de celebrar o 1º de Maio em virtude do regime colonial Português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores Moçambicanos, em Particular em Lourenço Marques (actual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período.
Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente em Moçambique, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, económicas e sociais que o País sofreu apartir de finais da década de 80, registou-se um crescimento do Movimento sindical em Moçambique. A Primeira instituição sindical no País foi a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM), que veio depois a impulsionar o surgimento de novos movimentos sindicais, cada vez mais específicos de acordo com os sectores de actividade.

NO MUNDO

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio:
Austrália: A data de celebração varia de acordo com a região: 4 de Março na Austrália Ocidental, 11 de Março no estado de Vitória, 6 de Maio em Queensland e Território do Norte e 7 de Outubro em Canberra, Nova Gales do Sul (Sydney) e na Austrália Meridional.
Estados Unidos da América: Celebram o Labor Day na primeira segunda-feira de Setembro


* texto retirado da Wikipédia

quarta-feira, abril 30, 2008

PARABÉNS PINKY

quarta-feira, abril 30, 2008


FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGA. COM MUITA LUZ, MUITA SAÚDE E MUITO AMOR.
QUE PASSES UM DIA MUITO FELIZ.
UM GRANDE BIJOUUUUUUU

segunda-feira, abril 28, 2008

UMA FESTA DENTRO DE MIM

segunda-feira, abril 28, 2008


Resolvi dar férias para as dores, tristezas e decepções.
Cansei de ficar reclamando,
de achar culpados para a minha angústia.
Resolvi mandar tudo plantar batatas e decidi:
vou fazer uma festa dentro de mim!
P´ra começar eu vou para o espelho
ensaiar o meu melhor sorriso,
vou retirar essas marcas da minha testa,
vou jogar fora essa máscara de dor
que me acompanha há tantos dias,
e preparem-se: eu quero é ser feliz,
quero conhecer pessoas como você que é alegre,
p´ra cima, alto astral, p´ra falar a verdade,
eu também era assim,
até que uma decepção me jogou para baixo.

Mas, hoje eu não quero falar de tristeza,
quero saber é de coisas boas, quero ir ao cinema,
sabe há quanto tempo eu não vou ao cinema?
e tem mais, eu vou escolher o filme,
chega de "gente" ficar escolhendo o que eu quero.
Hum! acho que vou passar no cabeleireiro antes,
vou pintar os cabelos,
cortar umas pontas, vou me agradar,
só para o meu prazer.

Engraçado, agora que eu falei nisso,
sabe que eu estava em um relacionamento
onde eu fazia tudo para agradar
a pessoa que estava comigo, fazia isso,
não fazia aquilo para não magoar,
não usava aquela roupa, usava aquele perfume,
tudo para acertar,
para manter o "clima", para fazer o gosto da pessoa
e resolveu o quê?
Ganhei um pé no traseiro, e perdi a vontade de viver.

Você sabe onde eu errei?
Hoje eu sei!
Eu errei na hora de anular os meus desejos,
em transferir a minha vida para as mãos de outra pessoa,
e é lógico, quando eu percebi que era o fim,
fiquei sem chão, sem mundo, sem vida.
Mas, hoje é dia de festa e só para o meu prazer
vou tomar um banho demorado,
e vou fazer de conta que a água do chuveiro é água de batismo
e vou "renascer para a vida".
Sai da minha frente que eu quero viver!!!
Quem quiser que me acompanhe

Paulo Roberto Gaefke

sábado, abril 26, 2008

SEMPRE O ALCÓOL...

sábado, abril 26, 2008

Todo o mundo sabe que quando há fins de semana prolongados a polícia e a GNR, da secção de trânsito, andam na rua com mais homens do que nos outros dias normais. Há os chamados "stops" onde costuma sempre haver detenções por esta ou aquela infracção. A mim o que me custa mais ouvir falar são as apreensões por consumo de álcool. Hoje, estava a ouvir o noticiário e qual não foi o meu espanto que fiquei informada que houve 70, digo 70, apreensões por condução com excesso de álcool. Podia ser uns cinco ou seis, mas não, foram setenta. E isto só desde que começou o feriado, que foi ontem, portanto pouco mais do que 24 horas. Que vergonha. Eu não entendo como é que os homens são tão irresponsáveis, sim, porque nunca ouvi falar que uma senhora tenha sido apanhada a conduzir com excesso de alcóol, mas se fosse também não concordava. Mas todos sabemos que a maioria são homens.

Eu lembro-me que aqui há uns anos, o meu cunhado foi apanhado a pisar o risco contínuo na auto estrada e nessa altura estava com uns copitos a mais, o que acusou no balão. Multa de 40 contos, hoje 200 euros. A minha irmã achou a multa exagerada, eu achei pouca, porque o meu cunhado tinha a mania que nunca tinha o tal copito a mais e estava sempre bem para conduzir. Mas foi remédio santo nunca mais conduziu assim. Mas como ele é o que não falta por esse mundo fora, a teimosia impera e acham que deixar a mulher conduzir deixam de ser menos homens ou menos machos. Para mim, são estúpidos, anormais e todos os nomes que não devo pôr aqui, porque não se lembram que, além deles, estão a pôr em risco a vida da família que geralmente levam com eles, além de pôrem a vida de terceiros em risco que não têm nada a ver com isso.
Teimosia e irresponsabilidade é o que não falta, quando é que as pessoas se consciencializam que não são suprasumos? Irra que é demais!!!

quinta-feira, abril 24, 2008

RECORDAÇÕES I

quinta-feira, abril 24, 2008

Pois é verdade, ainda me lembro bem da passagem pela minha infância.

E continuando a história do post anterior tinha acabado por contar que a minha professora primária armou-se em durona e acabou com uma repreensão do Ministério da Educação. E eu sem saber nada. Quando lá cheguei depois das férias, ela só se metia comigo dizendo que eu era queixinhas e olhava para mim de soslaio. Ora, eu na altura teria os meus 8 a 9 anos, a minha mãe não me tinha contado sobre a queixa e eu não percebia porque a professora me dizia aquilo. Só passados uns bons meses é que a minha mãe me contou o que tinha feito. Aí percebi tudo. Mas pronto, a questão ficou por aí e não se falou mais nisso.
Recordo ainda, que uma das "educadoras" fazia muito bem malha (tricot, como queiram) e foi com ela que aprendi a fazer vários pontos e camisolas. Ainda cheguei a fazer várias com a sua ajuda para o marido dela. Eu adorava aquilo. Ah e ainda quando eram dias especiais tínhamos lanche melhorado, aí davam-nos leite com chocolate e pão com marmelada. Era uma festa. Meu Deus, foram dias realmente difíceis. Esta geração nem lhes passa pela cabeça o que muita gente passou. Mas adiante...
Voltando um pouco atrás, lembro-me também de já ter os meus sete anos e levar a minha irmã e o filho da porteira pela mão, de casa para a escola e vice versa. E nessa altura os invernos também eram muito frios. E quando era aquele frio que até fazia doer o nariz? Ai, até os joelhos doía. Naquele tempo não havia "collants" de espécie nenhuma e as meninas vestiam-se com meias até ao joelho. Daí, que ainda hoje quando está frio é nos joelhos e nos pés que tenho mais frio.
De maneira, que quando fui para a escola preparatória, em que geral todos os miúdos não gostam muito desta transição, eu fiquei feliz de verdade. Primeiro, tinha uma data de professoras; segundo, tinha recreio de hora a hora; terceiro, não havia tanta rigidez no ensino.
E foi aqui que tive as primeiras conversas de meninas, que soube o que era o sexo, o que era namorar, o que era casar e todas, mesmo todas, com muitos sonhos e fazendo muitos castelos no ar. Para nós, na altura, namorar e casar eram só rosas, só romantismo. Éramos mesmo ingénuas. Aliás, éramos mesmo muito tapadinhas, nesse tempo as mães não conversavam com as filhas ou mesmo com os filhos, como agora, não haviam conversas abertas, pelo contrário, era tudo muito fechado, muito em sussuro para não ouvirmos, tudo o que aprendíamos era umas com as outras, por uma conversa aqui, outra conversa ali escutada sem ninguém dar por isso.
Os dois anos na preparatória passaram depressa e passei para a escola comercial. Aqui já me sentia mais velhinha, mais importante. Por esta altura já teria os meus doze a treze anos. Já cozinhava em casa porque a minha mãe chegava muito tarde do trabalho e o meu pai já estava doente. Quando eu fiz os 14 anos e passados uns dias ele faleceu. Tive de deixar de estudar e começar a trabalhar. Tinha de ser. A minha mãe sozinha não aguentava.
E pronto daqui para a frente já são outo tipo de recordações. Quem sabe se não falarei um dia sobre elas.

quarta-feira, abril 23, 2008

RECORDAÇÕES

quarta-feira, abril 23, 2008

Hoje não sei porquê lembrei-me da primeira vez que fui para a creche. Aliás, até sei, é que fui-me inscrever para a escola e parece que nos põem a fazer uma biografia nossa. Então dei uma revisãozinha mental desde que nasci e parei precisamente nesta altura. Tinha três anos quando a minha mãe me depositou lá. Choradeira toda a manhã até me habituar ao lugar e às pessoas. Lembro-me bem dos invernos, de chover muito e ver a chuva a bater nos vidros das janelas. De haver uma sala cor de rosa com estantes cheias de livros a forrar as paredes e uns sofás de criança a imitar os dos adultos, cadeiras pequenas em redor de mesas do mesmo tamanho pintadas de branco. Era uma sala que nos fazia lembrar as histórias de fadas, de meninas ricas (como a cor da sala tivesse alguma coisa a ver, santa ingenuidade) e que nos dava uma sensação de bem estar. É isso que me lembro, de fazer tudo para poder lá estar, o que era muito raro. Só iam para lá as meninas que a responsável por aquela sala chamava. E eu sempre na esperança de lá poder entrar. Poucas vezes tive esse privilégio.
Lembro-me também da alegria que era quando me iam buscar ao fim do dia, aliás lembro-me bem que tinham de nos ir buscar a partir das cinco horas da tarde, que felicidade quando víamos alguém de família.
O tempo foi passando e eu fui crescendo. Enquanto não entrei na escola primária passava o tempo ora na brincadeira cá fora, quando o tempo estava bom, ora, no inverno, na sala grande a ouvir histórias que nos contavam para nos entreterem. Sim, não era fácil entreter para aí umas 80 ou mais crianças sem fazer nada. Depois, mais uma desilusão, apareceu lá uma professora de dança para pôr meninas a fazerem ballet. Fomos postas em fila para ver quem tinha os dedos dos pés indicados para tal, mas fui rejeitada. Que triste que me senti.
Chegou a altura da escola primária. Não foi preciso mudar de sítio porque lá havia duas professoras a ensinar, uma de manhã e outra de tarde. Eu apanhei a de manhã. A professora, senhora de mais de 60 anos, chamava-se Maria das Dores. Porque será que nunca nos esquecemos do nome da nossa primeira professora? E esta era de gancho ou de pelo na venta, como se costuma dizer. Bastava ela abrir os olhos que não sabíamos onde nos devíamos esconder, mas como professora era realmente muito boa. Há coisas que aprendi com ela que nunca mais me vou esquecer. Uma vez ela mandou-me fazer um problema e eu errei a fazer as contas, não sei porquê pois até era muito boa a contas, mas errei e ela chamou-me para o pé dela e começou a perguntar-me como é que aquilo se fazia, mas o medo que tinha dela era tanto que não conseguia pensar, e de cada vez que ela perguntava e eu não respondia ela dava-me uma reguada na mão. Resultado cheguei a casa com a mão inchada. A minha mãe é que não gostou nada da graça e foi falar com a patroa que fez queixa dela ao Ministério. Nunca mais tocou em mim.


E como este texto está muito grande continuo amanhã.

terça-feira, abril 22, 2008

DESAFIO ACEITE

terça-feira, abril 22, 2008

Um mês seria: Março.
Um dia da semana: sábado
Um número: 7
Um planeta: Venus
Uma direcção: caminho da vida
Um móvel: as minhas estantes
Um liquido: água
Um pecado: preguiça
Uma pedra: esmeralda
Um metal: aço
Uma árvore: castanheiro
Uma fruta: manga
Uma flor: coroa imperial
Um clima: tropical.
Um instrumento musical: violino
Um elemento: água
Uma cor: verde e azul
Um animal: golfinho
Um som: harpa
Uma canção: Mulheres, de Martinho da Vila
Um perfume: Rive Gauche
Um sentimento: amor
Um livro: O físico de Noah Gordon
Uma comida: arroz de marisco
Um lugar: Natal, Brasil
Um gosto: chocolate preto
Um cheiro: mar
Uma palavra: sabedoria
Um verbo: amar
Um objecto: o meu "pretinho"
Uma peça de roupa: blusa
Uma parte do corpo: olhos
Uma expressão: "que gaita"
Um desenho animado: A pequena sereia
Um filme: O telefone
Uma forma: escultura
Uma estação: primavera
Uma frase: A vida é bela nós é que damos cabo dela...

Parece que tenho de passar a mais uns, aqui vai: Cris, Susana e Pinky

domingo, abril 20, 2008

DOR DE ALMA

domingo, abril 20, 2008

Estou quase nas 15 mil visitas. Estejam atentos quem lá chegar que se acuse. Quem sabe se não terá direito a um doce. E cá vai mais um poema de António Gedeão, o meu poeta preferido.


Meu pratinho de arroz doce
polvilhado de canela;
Era bom mas acabou-se
desde que a vida me trouxe
outros cuidados com ela.

Eu, infante, não sabia
as mágoas que a vida tem.
Ingenuamente sorria,
me aninhava e adormecia
no colo da minha mãe.

Soube depois que há no mundo
umas tantas criaturas
que vivem num charco imundo
arrancando arroz do fundo
de pestilentas planuras.

Um sol de arestas pastosas
cobre-os de cinza e de azebre
à flor das águas lodosas,
eclodindo em capciosas
intermitências de febre.

Já não tenho o teu engodo,
Ó mãe, nem desejo tê-lo.
Prefiro o charco e o lodo.
Quero o sofrimento todo,
Quero senti-lo, e vence-lo.

António Gedeão

sexta-feira, abril 18, 2008

RIFA DO BURRO

sexta-feira, abril 18, 2008

Certa vez, quatro meninos foram ao campo e, por 100€, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já o gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês encontrou-se novamente com os quatro garotos e perguntou-lhes:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, nós rifamo-lo. Vendemos 500 rifas a 2 € cada uma e arrecadamos 1.000 €.
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador, porém devolvemos-lhe os 2 €, e pronto!

O IMORAL DA HISTÓRIA:

Os quatro meninos cresceram.
Um fundou um banco chamado BCP,
Outro, uma empresa chamada SONAE,
Outro, uma igreja chamada Universal
E o último um partido político, chamado PS.
E estão agora a governar Portugal!!!!

quinta-feira, abril 17, 2008

5 A 3 A CONTA QUE DEUS FEZ

quinta-feira, abril 17, 2008


Ah leões é assim mesmo. Já há muito tempo que não se via um jogo assim. Parabéns meninos continuem assim para nosso agrado. E mai nada. E também há muito tempo que não se via uns golaços como estes. É só pena não beber para poder comemorar como deve ser. Mas para quem pode beba lá mais um copito por mim.
Pai se aí de cima me tiveres a ver este joguinho é dedicado a ti. Se cá tivesses até de bengala dançavas.

quarta-feira, abril 16, 2008

FALAR PORTUGUÊS CORRECTO PODE TRAZER TRANSTORNOS

quarta-feira, abril 16, 2008

O rapaz está preso na esquadra da PSP, todo rebentado ...


Aparece o advogado nomeado para o defender, e pergunta-lhe o que sucedeu. O cliente começa a explicar :

-Bem, eu ía a passar na rua e de repente, vi um monte de gente correndo. Estavam a socorrer uma prostituta, que tinha acabado de dar à luz um lindo menino. Solidário, fui à farmácia comprar um pacote de fraldas para dar de presente à mulherzinha. Então, um Polícia de Intervenção, com 2 metros de largura, aproximou-se e vendo o pacote de fraldas nas minhas mãos, perguntou :

- Para onde vai isso ?

E eu respondi :

- Vai p' rá puta que pariu ...


Depois disso não me lembro de mais nada ...

segunda-feira, abril 14, 2008

ESTILOS DE VIDA?

segunda-feira, abril 14, 2008

Quando me mandaram este texto via "email" fiquei estupefacta, nem queria acreditar. Já tenho uns bons aninhos de vida e nunca vi nada assim. Já vi pessoas serem presas como um cão, mas não por vontade delas. Agora por sua vontade é que é esquisito. Como já disse não faço juízo de ninguém, mas lá que é esquisito, lá isso é. Oram vejam e leiam.


Dani Graves, de 25 anos, e Tasha Maltby, de 19, são um casal de namorados gótico de Dewsbury, norte de Inglaterra. No passado fim-de-semana foram impedidos de viajar num autocarro porque Dani passeia a sua namorada de trela.
A BBC News conta que o casal acusa a transportadora Arriva de discriminação. O condutor do autocarro rejeitou a entrada de Dani e Tasha, alegando que a trela iria pôr em risco a segurança dos restantes passageiros em caso de travagem brusca.
O caso está a ser investigado pela Arriva, empresa «que leva muito a sério qualquer acusação de discriminação», segundo um responsável da empresa, Paul Adcock.
Adcock acrescentou que a Arriva irá «pedir desculpa a Dani Graves por algum inconveniente causado pela forma como o assunto foi tratado».
Para Tasha Maltby, este foi um caso «claro de discriminação, quase como um crime de ódio», contou ao Daily Mail.
A jovem de 19 anos descreve-se como um «animal de estimação humano».
«Comporto-me como um animal e tenho uma vida bastante calma. Não cozinho nem faço limpezas e não vou a lado nenhum sem o Dani», explicou.
Tasha defende o seu estilo de vida acrescentando que «não fere ninguém» e que o casal é feliz assim, independentemente de quão estranha esta relação pareça.

Portugal Diário

sábado, abril 12, 2008

LÁGRIMA DE PRETA

sábado, abril 12, 2008

Quadro de Maria Eugénia Silva


Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

... ...

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

... ...

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

... ...

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

... ...

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

... ...

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão

quinta-feira, abril 10, 2008

A MINHA VIDA

quinta-feira, abril 10, 2008

O melhor bocadinho do dia em que relaxo e desanuvio é a ler os vossos blogues e a ler os comentários que me deixam aqui. Às vezes fico tão emocionada que até as lágrimas me vêem aos olhos. Parvoeira, dizem vocês. Alegria, digo eu.

Isto é o que faz estar desempregada (acho que já disse isto) e quase não sair de casa. Só saio para ir às compras e à tarde ir beber um cafézinho com as vizinhas amigas. Geralmente somos três ou quatro que nos reunimos à beira da mesa a pôr a conversa em dia. Não falamos da vida alheia costumamos falar da nossa vida e dos acontecimentos recentes no país. Às vezes das novelas ou de filmes que passaram na televisão que uma ou outra não viu.
Por isso, aqui posso falar de outras coisas mais abrangentes como: um qualquer caso político ou económico, de sociedade ou de trabalho, etc., etc., etc.
Além disso, o tempo por aqui tem estado muito mau nem apetece ir à rua. Estou à espera do bom tempo para começar a espairecer. Faz-me falta o mar. Basta estar um pouco ao pé dele que me sinto renovada, mas esta Primavera tem sido fria e ventosa demais para o meu gosto.

terça-feira, abril 08, 2008

PARABÉNS MARY MARY

terça-feira, abril 08, 2008

Parabéns afilhadinha. Hoje é o teu dia e julgo que a foto condiz com o teu mar sem fim. Espero que passes um dia muito agradável e que nenhuma sombra passe por ti. Eu sei que o tempo não está lá muito famoso, mas sempre dá para ir dar uma escapadela ao cinema como tu gostas.
Um beijinho muito grande da tua fada madrinha.

segunda-feira, abril 07, 2008

O COLEGA DO LADO

segunda-feira, abril 07, 2008

Por Maria João Lopo de Carvalho

Gramamos a família porque a hereditariedade nos impõe, gramamos o marido (ou a mulher) porque o escolhemos de livre vontade, mas gramamos os colegas de trabalho porque nos calham na rifa e temos de levar com eles em cima, a bem ou a mal, na melhor das hipóteses, oito horas por dia. Ou seja: a família, quando muito, aos domingos e feriados; o marido e os filhos, duas, três horas por dia, no máximo (metade das quais a ver televisão ou a partilhar tarefas domésticas); e os outros, para os quais não fomos ouvidos nem achados, dispõem de mais tempo e de mais espaço do que toda a nossa vida somada. É com eles que rimos, choramos, que nos irritamos, que amuamos, que lixamos ou somos lixados, que vamos à bica e às compras, é a eles que avaliamos, que ajudamos, são eles os nossos carrascos e cúmplices, os nossos amigos ou, pior, os nossos principais inimigos. É no trabalho, acho eu, que revelamos as nossas grandes capacidades e virtudes, mas também, e como há tempo para tudo, o pior que o ser humano tem: a inveja, o rancor, a gula (roubo todas as caixas de chocolates onde os meus olhos vão parar), a vaidade, a intriga, o orgulho, a luxúria (enfim, todos sabem como e porquê.

'Ai, você hoje está linda...', 'Acha dr?', 'Não acho, tenho a certeza, brilha como a lua).
O ambiente de trabalho é assim, muitas vezes, uma impiedosa arena do circo romano onde se mata quem é fraco, sobrevive quem é forte. É esta a tragédia da questão. Competitividade e matança são armas letais de significado idêntico - desafie-se o poder! Mas como perder ninguém quer, ligamos a competição à ambição (a longo prazo) e à ganância (a curto prazo), tudo em circuito fechado, para que a via-sacra da matança seja forte demais e excitante demais para a conseguirmos abafar. (...)
Há sempre um gajo porreiro em que nós escudamos e que, de facto, não nos quer tramar às primeiras; um gajo que tem dias e que ora amanteiga para direita, ora amanteiga para a esquerda - é o gajo que quando a coisa corre bem foi ele próprio que a fez (é 'muita bom'), quando corre mal, fomos nós, pobres inexperientes e ele até se fartou de nos avisar, infelizmente não acreditámos no seu teatro.
Adoro a tribo dos manteigueiros frenéticos: aqueles que só saem depois do chefe nem que fiquem a jogar paciências no computador, que nos desfazem em strogonof pelas costas, que controlam as nossas entradas e saídas de cena, bichanam com os seus superiores e ajustam contas com as secretárias e o pessoal, a quem com tanta alma chamam 'menor', baralhando sem pudor humilhação com humildade. Prefiro o folclore dos que gritam como ovelha a ser degolada mas que depois se redimem ao acrescentarem uns parágrafos triunfais na 'porra' do dossiê.
Nós os portugueses adoramos reunir. Podemos não fazer a ponta de um corno, mas reunir tem de ser. Basta reunir e já está! Não é nunca o ponto de partida, é sempre o ponto de chegada. E antes de reunir gostam de planear a estratégia para tramar o parceiro. Pode não haver estratégia para mais nada, mas para tramar o colega do lado aqui vai disto.
Agressividade quanto baste é a metodologia (odeio esta palavra) para chegar ao poder. Todos conhecem a cartilha, a cru ou disfarçada de fada boa.
Em suma, os portugueses acham que para serem melhores têm de arranjar alguém para mau da fita, é a teoria dos vasos comunicantes em todo o seu esplendor. É com 'vasos' destes - que à partida não são nem amigos, nem filhos, nem marido, nem sequer os escolhemos num menu - que temos de partilhar o cheiro, a voz, e o génio; das ramelas, à barba por fazer; das malhas na meia ao rímel esborratado, todas as horas, todos os dias, todos os anos. É tudo uma questão de 'ambiente' no trabalho!

sexta-feira, abril 04, 2008

NOVA PONTE

sexta-feira, abril 04, 2008

Quando ouvi nas notícias que o projeto da nova ponte vai para a frente e vai ter um custo estimado em 1700 mlhões de euros, eu nem queria acreditar. O custo da nova ponte apesar de já ter uma estimativa, é realmente só uma estimativa, porque como toda a gente sabe, em geral, esses custos são sempre MUITO ultrapassáveis.

Agora pergunto: onde é que este Governo quer chegar? Então e a saúde onde fica? Acho que estão todos a quererem matar-nos. É só fecharem unidades hospitalares. Será que é para pouparem para a ponte? Sim, porque agora está na moda fabricarem hospitais particulares. Só para ricos. E os pobres? Em vez de os ajudarem fazem como os outros, pegam-lhes pela cabeça e tentam enterrá-los o mais que podem. Será utopia ter um Serviço Nacional de Saúde digno? Acho que não e impossível também não é. Basta pôr as grandes patentes do funcionalismo público a andarem de transportes públicos. Não é como diz o sr. primeiro-ministro que se quer igualar à Finlândia? Então comecem por baixo e não por cima. Ou querem ter o telhado sem as fundações e sem paredes?

Ai isto mete-me cá uma raiva. E fico por aqui para não desatinar, senão também digo o que não devo.

quinta-feira, abril 03, 2008

O TERRORISTA

quinta-feira, abril 03, 2008

Isto não tem nada a ver com mentiras. Mas são dez minutos de boa disposição. Ora vejam:

terça-feira, abril 01, 2008

DIA DAS MENTIRAS

terça-feira, abril 01, 2008

Eheheh hoje é o Dia das Mentiras e aqui fica o que se fala sobre ele:

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceite, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.
Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimónio, ou pelo menos a amizade dela.
Outro mito ou a superstição diz que o matrimónio no Dia da Mentira não é uma boa ideia e que um homem que se case nessa data será para sempre controlado pela esposa.
A Internet faz com que seja difícil de saber se uma peça é perpetrada antes ou depois do meio-dia. Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de abril (ou primeiro de abril) não acontece simultaneamente em todo o mundo.
Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia da Mentira e são mais vulneráveis a peças na internet.
"Em primeiro de Abril vão os burros onde não devem ir". Muitas organizações de mídia propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia da Mentira. Mesmo agências de notícias sérias consideram o Dia da Mentira uma brincadeira normal, e uma tradição anual.
O advento da internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.

Petas que ficaram famosas
- Kremvax: uma das primeiras peças pregadas na internet no Dia da Mentira.
- Ilha de San Serriffe: O jornal britânico The Guardian publicou um suplemento em que mencionava esta ilha ficcional. O nome da ilha vem de "sans-serif", uma família de tipos tipográficos.
- Plantação de esparguete: O canal de televisão BBC no programa Panorama apresentou em 1957 uma reportagem falsa sobre árvores de esparguete. Muitas pessoas interessaram-se em plantar árvores de esparguete em suas propriedades.


Día de los Santos Inocentes ou Dia dos Santos Inocentes é uma data semelhante ao Dia da mentira, comemorada em Espanha e em países de língua espanhola no dia 28 de dezembro.
Nesse dia é costume realizar brincadeiras de toda índole. Festeja-se de diferente forma, dependendo do lugar.
No México, na Espanha, Chile e em outros países hispânicos os meios de comunicação costumam fazer brincadeiras ou exageram o conteúdo da notícia. Tradicionalmente os jornais publicam páginas inteiras de notícias cômicas, com a advertência de que é o Dia dos Inocentes. Algumas matérias parecem sérias e enganam o leitor desprevenido.
Nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Japão e Brasil, este dia se festeja em 1 de abril, com o nome de "April's fools" ou "Dia da Mentira", e não guarda relação com os eventos bíblicos que originaram o dia dos inocentes. O Dia dos Santos Inocentes tem origem na história bíblica do massacre das crianças ordenado pelo Rei Herodes.


(texto retirado da Wikipédia)

sexta-feira, março 28, 2008

A VIDA

sexta-feira, março 28, 2008


É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!


Florbela Espanca

quarta-feira, março 26, 2008

PORQUE GRITAMOS

quarta-feira, março 26, 2008

Recebi este texto por email há pouco tempo, mas achei-o tão bonito que não resisti de o colocar aqui. Pois é, é um texto que só podia ser de Mahatma Gandhi. Quem me dera ser um pouquinho como ele: só um pouquinho sábio.


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
"Mas, por que motivo gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas ou quando sentem um grande afecto por alguém? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de
sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas."
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

Mahatma Gandhi

terça-feira, março 25, 2008

A PÁSCOA JÁ ERA....

terça-feira, março 25, 2008

Mais uma Páscoa passada. Podem nem acreditar mas desta vez nem uma amendôa pus na boca. Porca miséria. É que nem me deu para comprá-las, mas como ainda há no mercado pode ser que compre um pacotinho só para dizer que não lhes pus a vista em cima.
Também não saí de casa, não apetecia. É que acabou por fazer um tempo que ora estava vento e chuva como fazia sol e vento. Ah e friozinho a acompanhar. Só apetece é não sair da cama. Aquela célebre frase: Março, marçagão de manhã inverno à tarde verão, já era, porque este Março não tem sido assim. Pelo menos aqui para as minhas bandas.
E se me tivesse saído o Euromilhões, e não precisava de ser o primeiro prémio, comprava bilhetes e ia logo de seguida para os lados de Natal, mas ainda não é desta.
Hoje, por exemplo, que até me apetecia ir dar um passeiozinho e que até tenho a neta comigo, não posso está de chuva. Que raiva. O inverno aqui por estes lados parece que veio para ficar. Também não há crise, a neta fica a ver desenhos animados e a avó fica a ler os blogues dos amigos.
E pronto, por hoje tenham um bom dia!

terça-feira, março 18, 2008

DE REGRESSO

terça-feira, março 18, 2008

Ora cá estou eu de regresso e espero que em força. Vocês nem sabem quanto me alegra saber que têm saudades minhas. Que bom. Eu também tinha saudades vossas. Mas chega de lamechas. Então não é que a semana passada me disseram assim: olha que para a semana já é Páscoa. Eu nem queria acreditar. Pois, este ano a Páscoa é mais cedo e já estamos em cima dela. Isto é o que faz estar em casa e quase não saber a quantas ando. Os dias passam, há sempre que fazer qualquer coisa, há sempre mais uma distracção, há sempre a comidinha para fazer, há sempre que fazer a lida da casa e por aí fora. Ah, e há também o marido doente. Os homens são muito teimosos graças a Deus. Aí há três semanas o marido apareceu com febre e com frio, deu logo para ver que era uma gripalhada, tomou comprimidos para a febre e para a gripe e no terceiro dia já estava outra vez na oficina. Resultado, na segunda feira a seguir já estava outra vez de cama com febre e mais frio. Recaída, com certeza. Há que tomar antibiótico porque da maneira que tinha os bronquios já lá não ia de outra forma. Escusado será dizer que aqui a enfermeira de serviço (sim porque as mulheres são enfermeiras 24 horas por dia) teve de o aturar uma semana inteirinha e a mudar-lhe pijamas de madrugada por causa da febre. Homens pá!!! Homens!!! Porque se fosse ao contrário, não era assim. Mas pronto, há que relevar, como diz o brasileiro.
Estamos em semana Santa e perdoar não custa. Às vezes queixamo-nos, mas quando vimos o caso mal parado ficamos logo de cabelos em pé. Mulher é assim mesmo.
E agora está a fazer-se tarde porque amanhã tenho de levantar mais cedo, tenho a netinha a fazer-me companhia. Uau!!!

quarta-feira, março 12, 2008

ATÉ QUE ENFIM

quarta-feira, março 12, 2008

Bom o meu "pretinho" já chegou são e salvo, apesar de ainda precisar de uns pequenos ajustes, mas que não impede de eu voltar ao comando. Agora é só pôr a leitura em dia.
No entanto, não queria deixar aqui de referir a vergonha do nosso Festival da Canção. Já foi no domingo, mas me perdoem porque só agora é que posso escrever. Mas voltando ao dito cujo, as canções concorrentes ao festival, que se querem de qualidade ou mesmo que o não seja, sejam de canções que nos fiquem no ouvido continuam uma vergonha. Não as ouvi todas por inteiro, mas como eles deram a "reprise", deu para conferir as canções concorrentes. No meu entender só havia uma festivaleira, que nem sequer foi premiada nos três primeiros lugares. Dizem eles que foi o público que votou, mas eu fico com as minhas dúvidas, pois a que ficou em primeiro lugar até que não é uma música feia, mas não é certamente uma canção apropriada para este tipo de festival. E enquanto for este tipo de canções lá fora se ficarmos em penúltimo lugar já é muito bom. Que tristeza.
Eu lembro-me quando era mais jovem o País inteiro parava para ver o festival da canção, agora acho que muito pouca gente o vê. Também, pudera, com o estilo de canções que lá vão quem é que lhe interessa ver?
Ponham-me a mim a escolhê-las e vão ver que ficamos nos primeiros lugares!!!

quinta-feira, março 06, 2008

ESPERANÇA NÃO FALTA

quinta-feira, março 06, 2008

Isto está a ser um parto difícil. Mas é assim a vida. Neste momento não tenho carro (só meu). O marido é que tem. E é difícil andar carregada em transportes públicos. De maneira, há que aproveitar o marido estar doentinho (gripalhada) para aproveitar o carro e levar o computador para o arranjo. Deculpem, mas, já estou a ser repetitiva com o arranjo do computador. Mas assim que estiver pronto eu cá estarei novamente. Espero que o próximo post já seja para falar de outras coisas.
Pinky, minha querida, o jogo que aqui falei não é de "play station", mas para jogar no computador. Vai à Google mete o nome do jogo e aparece o "site" do próprio jogo, entra e já ficas com uma ideia de como se joga. Ah, e segundo parece tem que se pagar, mas a afluência tem sido tanta que para a próxima primavera já vai sair a terceira rodada do mesmo. Já tenho o pessoal em casa ansioso por esta saída. O jogo é engraçado porque é feito por níveis e conforme vais jogando vais ultrapassando esses mesmos níveis, além de poderes escolher o boneco que jogares durante esse tempo. E por aí fora.
Saudades para todos!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Ainda não é desta.
O meu computador tem de ser formatado. Nem o informático sabe o que se passou. Mas conseguiu recuperar o que tinha no disco. Menos mal. Agora tenho de lá ir levá-lo para ficar pronto, nas sem carro é dose. Felizmente já pedi a uma amiga para lá ir comigo. Espero para a semana já poder vos ler e comentar. Também estou cheia de saudades vossas.
Pinky o jogo que eu falei é o "World of Warcroft" o pessoal está siderado com este jogo. Há "people" que quase não dorme para jogar pela noite dentro. Até a minha neta gosta e só tem sete anos. Para mim é complicado porque ainda não há em versão portuguesa. Continuo com o meu inglês "very down" (será que disse uma asneira?).
Até para a semana. Se a filhota deixar ainda cá venho outra vez antes de ter o meu pronto.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

TUDO NA MESMA

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Pois é, tudo na mesma. Ainda não consegui que me viessem arranjar o computador e está a fazer-me tanta falta. A filhota passa imenso tempo aqui e com o novo jogo que anda na berra, não deescola e eu "nicles". Só posso cá vir quando ela vai para os treinos, assim como agora que estou a aproveitar para vos dizer que estou cheia de saudades de vos ler e de escrever também. Mas, me aguardem porque quando voltar venho em força. Vamos lá ver se é esta semana que fico com tudo pronto. Beijinhos e saudades para todos que têm a paciência de me ler.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

SÓ MAIS UM POUQUINHO...

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Só mais um pouquito de paciência. Ainda não consegui que me viessem arranjar o "pretinho", mas espero que esta semana fique tudo nos conforme. Também sei que depois vai ser uma maratona para pôr a leitura em dia, mas não me importo.
Este interregno fez-me pensar como somos animais de hábitos. Quando era miúda não havia televisão tínhamos de nos cingir a ouvir rádio. Na altura, parecia que uma coisa dessas não fazia falta. Havia sempre maneira de nos entretermos ao serão. Ouvir rádio, contar piadas, uma jogada de cartas, enfim. E para quem podia, ou tinha um pouquinho mais de dinheiro, ia ao cinema, ao teatro onde fosse possível ir. A seguir veio a televisão. E era ver quem da vizinhança tinha o aparelho para poder lá ir bater à porta e ver a caixa mágica, assim era considerada. E quem a podia adquirir já todos pensávamos que era rico e muitas vezes nem nos passava pela cabeça o sacrifício que se fazia para comprar fosse o que fosse. Que alegria que era nos fim de semana ir para as pastelarias passar o serão a ver televisão. Eu ainda me lembro de ir e voltar ao colo do meu pai a dormir. Sim, porque naquela altura a programação da televisão era só até à meia noite, agora temos televisão 24 horas por dia e às vezes nem ligamos. Mais recentemente e como todos sabem, veio a moda dos computadores. Meio de comunicação rápido, mais barato e que chega a todo o lado em "três tempos". E sem querer, ou por querer sei lá eu, é mais um hábito que já começa a ficar enraizado. De tal maneira, que quando nos falta parece que há qualquer coisa que não está bem. É assim que me sinto.
E daqui fazia um desafio a quem quisesse escrever no seu blogue sobre o que pensam dos hábitos de cada um com as novas tecnologias.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

FALECEU O PINTOR LUIS RALHA

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Apesar de ainda não ter o meu computador, mas não podia deixar de prestar homenagem a este grande Homem que foi Luis Ralha. Faleceu ontem e foi a primeira mensagem do dia que recebi da filha a anunciar que o pai tinha falecido. Um choque. Porque apesar de saber que ele estava doente nunca se pensa que é para agora, pensa-se sempre que é para amanhã. Tive a honra, o prazer e o privilégio de lidar com ele. E como sempre, neste País, só depois de morto é que se reconhece um bom trabalho. É pena. Já é altura de começarmos a olhar os outros e a dizer coisas bonitas, não só à beira das campas, mas em vida. Aí sim, podem nos ouvir a reconhecer os seus trabalhos e as pessoas que são. Luis Ralha além de ser um bom pintor, escultor, etc., era um homem de família e uma pessoa excepcional. Para mim não o vou esquecer nunca, pois quando olhava para ele via o meu pai. A sua maneira de falar dava-nos uma certa paz e a sensação de sabedoria que infelizmente é muito rara nos seres humanos. Os amigos e quem lidou com ele nunca o esquecerão. À família fica aqui, novamente, os meus sentidos pêsames. E para terem a noção do seu trabalho fica uma pequena biografia:


Habilitações académicas
Curso de Artes Decorativas da António Arroio, 1957 Curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa
Esmaltes
Aplicações em mesas: Salão Nobreda Reitoria da Universidade de Lisboa. Designer Daciano Costa
Aplicações em arquitectura: Hotel do Mar Companhia de Seguros Império e Hotel Balaia. Arq. Conceição Silva Snack-bar ‘Noite e Dia’ e Galerias Ritz. Arq.tos Victor Pala e Bento de Almeida Banco Burnay na Parede
Oficinas de esmalte: Instalação e docência na Escola António Arroio em Lisboa Oficina em Bruxelas
Exposições: Galeria Form, Mont des Arts,Bruxelas Galeria 111 Museu Grão-Vasco em Viseu Pequenos produtos para comércio especializado
Design interiores
Desenhador no atelier de Daciano Costa
Design de interiores: Café-concerto ‘Colóquio’, na Parede Galeria ‘Núcleo’, na Parede Centro Comercial PLIM, em Carcavelos Loja ‘Madeira Superbia’, na Rua Augusta, em Lisboa Loja ‘Gala’ na Avenida de Roma Companhia de Seguros Fidelidade, Lisboa, co-autoria com o arquitecto Santiago Pinto
Exposições: Projecto de remodelação do centro urbano de Cascais Sistema de expositores com estrutura triangular Projecto de hotel em Brasíliagabinete da área de Sines Cidade nova de Santo André Estudo da cor dos edifícios Equipamentos urbanos Mobiliário urbano
Em Moçambique 1977-1984
Direcção Nacional de Habitação (director: arquitecto José Forjaz) edifício ‘Pavilhão do Governo’ e exposição da actividade governamental. Facim, 1977 Gabinete de Design Industrial (1978-84) Direcção Linhas de mobiliário de madeira: ‘Emulação’ e ‘Serviço’ Brinquedos de Madeira: ‘Construir o Transporte’ e ‘Construir a Cidade’ Programa de redução de desperdício Pequenos produtos para exportação em madeiras preciosas: xadrez, taças, caixas, candeeiros, torneados, etc. Cerca de 30 stands na Facim Montagem de uma rede de lojas na cidade Programa de concentração de pequenas oficinas Centro de Mobiliário de Madeira em Maputo Palco para o primeiro Festival Nacional de Canto e Dança, que foi cenário do filme de Fonseca e Costa ‘Música Moçambique’, 1981
Em Portugal, depois de 1984
Design de interiores: Galerias Municipais de Exposições: Vila Franca de Xira, Alverca e Póvoa de Santa Íria Ampliação do Hotel Berna em Lisboa Auditório Municipal ‘Scala’ em Alverca Bibliotecas Municipais de Alverca e de Vila Franca de Xira Casa Museu Dr. Sousa Martins em Alhandra Ampliação do Departamento de Acção Sócio-cultural de Vila Franca de Xira Caos – Centro de Artes e Ofícios em Pombais, Odivelas Instituto de Artes e Ofícios do Gabinete de Reconversão do Casal Ventoso Certame Artejovem, em Loures Loja Municipal de Vila Franca de Xira
Espaços urbanos: Acessos ao cemitério de Alverca Rua do Curral em Vila Franca de Xira, programação de exposições de artes plásticas com as câmaras de Vila Franca de Xira e de Loures, programação curricular e equipamento de oficinas para o Instituto de Artes e Ofícios do Gabinete de Reconversão do Casal Ventoso, membro da Comissão de Defesa do Património na Câmara Municipal de Cascais Membro da Comissão Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Design industrial: Mobiliário de quarto e de bar, Hotel Berna em Lisboa Expositores de parede e biombo, Teatro Taborda e Casa do Fado em Lisboa Painéis informativos de exterior no Castelo de São Jorge, em Lisboa Candeeiro de suspensão, professor assistente de Design de Equipamento Escola de Belas-Artes, Lisboa
arte pública
Escultura pública: Fachada norte da Estação de Entrecampos, Lisboa ‘Um Sinal Urbano da Revolução de Abril’, Alverca ‘Um Cravo em Construção’, Santa Iria da Azoia ‘A Seara Interrompida’, em projecto
Pintura
Exposições individuais:
1987 Galeria Espiral, Oeiras, 1988 Galeria 5, Coimbra Espaço Cultural S. Tiago, Sesimbra Casa das Artes, Tavira Galeria Municipal de Vila Franca de Xira Galeria da Voz do Operário, Lisboa Museu Santos Rocha, Figueira da Foz Galeria Artela, Lisboa, 1989 Sociedade Euterpe Alhandrense Galeria Ariarte, Lisboa, 1991 Galeria S. Francisco, Lisboa Galeria Voz do Operário, 1992 Galeria Artela, Lisboa Galeria do Casino Estoril, 1993 Galeria Artela, Lisboa Galeria Municipal de Alverca, 1994 Forum Cultural do Seixal Museu Sousa Martins, Alhandra, 1995 Galeria S. Francisco, Lisboa Galeria Municipal de Loures, 1997 Galeria Municipal de Alverca Galeria Artela, Lisboa Galeria Milénio, Figueira da Foz Galeria Inter-Atrium, Porto Galeria Convosco, Lisboa, 1998 Galeria Municipal de Sobral de Monte Agraço Galeria D’Arte, CTT, Lisboa, 1999 Festa do Vinho e das Vindimas, Bucelas Centro Cultural da Malaposta, Olival de Basto Galeria Artela Galeria da Junta de Freguesia de Alhandra, 2002 Galeria Municipal de Albufeira Galeria S. Francisco, Lisboa, 2003 Galeria Valbom, Lisboa Galeria ARC 16, Faro, 2004 Galeria Pedra do Guilhim, Nazaré Galeria Torre de Anto, Figueira da Foz Galeria Ceutarte, Lisboa Galeria Mónica, Porto, 2005 Centro Cultural de Cascais
Participação em mais de cinquenta exposições colectivas

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

NOVA AVARIA

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Queridos amigos tenho outra vez o meu "pretinho" avariado, por isso não vos tenho lido nem comentado. Tive de vir ao computador da filha deixar aqui esta notinha. De qualquer maneira, desejo-vos um bom Carnaval. Assim que o computador estiver arranjado volto à vossa companhia.